[Album Review] Katy Perry – Witness (ou será que o novo álbum da Katy Perry é tão ruim assim??)

Katy Perry prometeu muitas coisas. De acordo com a cantora, 2017 ia ser um ano apocalíptico porque ela voltaria com um novo álbum, levaria o status de diva pop ao topo da Billboard de novo E ainda cantaria um “pop com propósito”. E aí veio a capa que poderia muito bem ter saído da Lady Gaga e todo mundo estava crente que Katy iria se superar e acabar com todos os cantores pop brancos e sem sal que parecem todos iguais… Será que isso de fato aconteceu?? Ou será que Katy escorregou dessa vez??

Katy Perry with blond short hair. She covers her eyes with her hands as an eyeball is visible inside her mouth as her lips are slightly parted.

Tracklist:

  1. Witness
  2. Hey Hey Hey
  3. Roulette
  4. Swish Swish (feat. Nicki MInaj)
  5. Déjà Vu
  6. Power
  7. Mind Maze
  8. Miss You More
  9. Chained to the Rhythm (feat. Skip Marley)
  10. Tsunami
  11. Bon Appétit (feat. Migos)
  12. Bigger Than Me
  13. Save as Draft
  14. Pendulum
  15. Into Me You See
  16. Dance with the Devil
  17. Act My Age

Quando veio o álbum, bem… Não vou assumir que vocês não viram nenhuma das críticas que ela recebeu ou que não chegaram a ouvir o troço por inteiro, mas vai que tem alguma coisa salvável ali no meio?? Vamos ver…

O álbum abre com Witness, mandando Christina Aguilera e Selena Gomez realness com a intro recedendo o nome do álbum, com um clima meio house, a grande moda do momento, mas alguns elementos na música, como as teclinhas de piano e os assobios, tiram um pouco ela do lugar comum. E a letra parece ter de fato um significado profundo por trás. Nada muito fora do lugar comum, mas como introdução tá ótimo, que é o que parecia ser o objetivo da música.

Então vem Hey Hey Hey. A ideia, ao que parece, era ela dizendo que mulheres são seres complexos que possuem diversas facetas. Só que esse refrão… Não tem como engolir. “hey hey hey, you think that i’ma little baby” com vozinha de criança? Se ela tivesse no começo até ficaria passável, mas do jeito que Katy é consolidada lançando esse tipo de música com refrão de uma princesinha da Disney?!

Em Roulette o negócio parece que finalmente vai engrenar. Mas depois da intro new wave de 10 segundos, simplesmente cai na mesmice de house. Passo.

Aí o álbum resolve engrenar de verdade e começa Swish Swish. Aí sim! Usando house, mas colocando uns elementos de trap pra dar uma disfarçada, a música sai do lugar comum e faz o que é o objetivo da música house, na real: ficar dançando sem precisar ser sexy. E a letra indireta-não-tão-indireta para Taylor Swift é incrível! “Sorry, Taylor, sou toda bola que acerta a rede”, olha esse shade!! Na minha opinião elas continuavam essa briga eternamente, já que as duas ganham dinheiro com isso e até agora todas as músicas dessa novela foram boas (se você não está acompanhando: Bad Blood da Taylor, depois Swish Swish da Katy, agora voltou pra Taylor com Look What You Made Me Do). E o rap da Nicki Minaj então?? A cereja do bolo!

Não contente em ter lançado A música e O shade do ano, Katy ainda solta um videoclipe repleto de referências de Space Jam – O Jogo do Século. Claro que o clipe está recheado de pseudocelebridades pra ela ganhar mais views porque comercialmente não tá fácil, mas ó, nem ligo. Parece que o desespero de vender mais fez bem a criatividade visual de Katy (que querendo ou não sempre foi seu ponto mais forte).

A impressão que se tem quando vem Déjà Vu, Power e Mind Maze é que depois de termos um gosto do melhor de Katy, voltamos ao mais ou menos. Déjà Vu ainda ganha pontos por a letra e o tom de voz dela de fato se casarem com o tom house da batida (e também pela referência à Beyoncé), mas as outras… Power tem uns elementos diferentes e Mind Maze é um título legal, mas, já contando CINCO músicas house meio que já cansou…

Eu já meio que desisti do álbum nessa hora. Principalmente porque veio Miss You More. Na minha opinião, Katy nunca foi boas com baladinhas lentas e emocionais. Até a viagem no tempo de cortar o coração de One That Got Away tinha uma batida dançante. Então Miss You More já perde muitos pontos comigo. Aí o refrão é “I miss you more than I loved you, i do”… Parabéns Katy… Próxima.

Chained to the Rhythm não é uma super música. Na verdade, se aparecesse no meio da trinca house de antes nem faria muita diferença. Maaaas, quando foi lançada como single, ainda era o começo dessa nova era da Katy e, óbvio, escolhendo esse troço como lead single, ela ia ter que transformar ele em ouro né?

E foi exatamente o que aconteceu!!!! Talvez um dos melhores clipes de toda a videografia de Katy Perry (que é invejável, sinceramente). Ela simplesmente conseguiu juntar o cenário algodão-doce que virou a marca característica dela depois de California Girls com uma crítica social pesada… Não foi a toa que todo mundo acreditou que viria um pop de propósito mesmo…

Katy Perry music video katy perry chained to the rhythm GIF
O QUE FORAM ESSES ALGODÕES DOCES EM FORMATO DE EXPLOSÕES ATÔMICAS?!

Tsunami não é grande coisa. Mas por ter uma batida que não é house já é motivo de vitória! Essa é outra música que um clipe maroto melhoraria cem por cento. Dá até pra imaginar Katy no meio do oceano, como sereia ou sei lá, deusa das águas, e criando ondas gigantes… Quem sabe não vira single?

De repente o álbum começou a ter uma variedade sonora. Bon Appétit não soa como nada no álbum e tem o aspecto de uma música de qualquer era de Perry desde Teenage Dream. É Katy fazendo o que faz de melhor, com uma batida dançante, mas diferente, usando metáforas sobre comida e sensualidade.

E o clipe… sem comentários… INCRÍVEL! Nessa época ainda dava pra acreditar que esse álbum seria realmente apocalíptico. Mas né?? O adentro que fica é se existe uma crítica sobre mulheres sendo tratadas como “pedaços de carne” pela mídia no clipe ou é só um bang meio doido mesmo que nem Dark Horse (existe alguém que entendeu aquilo??).

Katy Perry music video katy perry migos bon appetit GIF
Existe jeito melhor de introduzir um novo penteado que esse?!

De repente, o álbum perde todo o gás e volta a mesmice com Biger Than Me. Mas uma batidinha house, não muito diferente do que já vimos no começo do álbum.

Save as Draft é OUTRA baladinha lenta, que bem… é uma baladinha lenta. A única diferença para aquela Miss You More é que a letra dessa vez pelo menos é mais inventiva e até seria legal num clipe todo desenhado. Talvez até role esse clipe, quem sabe?? Que ia dar um up na música ia…

Pendulum tem um começo muito legal. Parece música de créditos de filme romântico. Poderia ser inclusive lançado nos anos oitenta tranquilamente… Isto é, até chegar em um refrão GENÉRICÃO que parece ctrl+c ctrl+v das outras músicas house do álbum. Uma pena. O coro que começa depois do primeiro refrão é tudo de bom e aumenta essa impressão de final de filme (o que é ótimo já que álbum tá no fim), mas com esse refrão não dá pra engolir.

O final de verdade do álbum é com Into Me You See. OUTRA BALADINHA SEM GRAÇA. Como pode produção?? Num álbum da KATY PERRY?! Se fosse Christina Aguilera ou Beyoncé eu até entenderia porque né, dá pra soltar altos gritos… Mas Katy?!

BONUS TRACKS:

O álbum ainda tem duas bonus tracks com nomes tão bons que parecem que vão salvar todos os houses que fomos obrigados a ouvir: Dance with the Devil e Act My Age. Já dá pra imaginar uma Katy vestida de monstro e uma crítica ferrenha ao comportamento esperado por cada faixa etária.

Só que, bem, Dance with the Devil consegue ter o pior refrão de todo o álbum (como se fosse possível), só se tivesse um mega clipe monstruoso que poderia ser salva.

Maaas, por incrível que parece Act My Age dá uma salvada, podendo estar em casa em Teenage Dream, o que já é um elogio enorme. A música tem toda a vibe que Katy passa para si em quase todos os seus clipes e é de longe a melhor b-side do álbum. Não tem toda a carga de crítica que se esperava do dito “pop de propósito” mas vale pra gritar no chuveiro.

aquárioNo fim, o álbum só vale pela existência de quatro/cinco músicas no máximo, o que para algo que prometia virar o mundo de cabeça para baixo é algo bem ruim. Depois dessa, o jeito é voltar a ouvir os hits antigos dela (o que exatamente o que estou fazendo nesse momento) e torcer para que ela venda o suficiente pra conseguir lançar um novo álbum melhor que esse… E eu achando que Perfect Illusion tava ruim…

6 comentários em “[Album Review] Katy Perry – Witness (ou será que o novo álbum da Katy Perry é tão ruim assim??)

  1. Realmente não é nenhum albúm destruidor , mas eu sinceramente não entendi muito bem as críticas negativas que ele recebeu , é um albúm bom , não ótimo claro , mas bom , tem umas músicas muito boas neles como Witness ( que é a minha favorita ) , Swish Swish , Tsunami , Pendulum , Power e Act My Age . Saí satisfeito quando ouvi pela primeira. Mas sinceramente acho que a decepção por parte dos fãs foi mais pelo fato de terem prometido que seria um albúm que destruiria nossas vidas.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Siiim, o hype em cima do álbum foi muito grande (a própria Katy dava sinais disso) e parecia que ele iria virar trending e fazer o mundo esquecer a modinha house… Só que, no fim, ele acabou seguindo ela… Paciência… Pelo menos os clipes ficaram bem bons!!

      Curtido por 1 pessoa

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