[Album Review] Twice – twicetagram (ou será que Twice finalmente acertou nas b-sides com seu primeiro full album??)

Depois de surpreendentemente se tornarem o Girl’s Generation da nova geração, Twice vinha lançando EPs semestralmente, apostando muito mais no visual das meninas do que nas melodias em si. Com vários singles agradáveis mas não muito marcantes, as b-sides dos mini-álbuns depois do The Story Begins eram só o horror, passando de baladinha genérica a pop que falha tanto em ser grudento que fica irritante. Agora, com o primeiro full álbum, será que vai ser possível cavucar algumas músicas boazinhas aí no meio, ou não adianta e só dá pra acompanhar o Twice pelos clipes inventivos e o carisma das meninas?

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Tracklist:

  1. Likey
  2. Turtle
  3. Missing U
  4. Wow
  5. FFW
  6. Ding Dong
  7. 24/7
  8. Look at Me
  9. Rollin’
  10. Love Line
  11. Cheer Up! (Don’t Give Up)
  12. Take Me to You
  13. Goodnight Goodnight

Como todo álbum coreano que se preze, o álbum já começa com o single Likey, trazendo o que um teen pop agitado bem no estilo que o grupo acabou consagrando (até porque foi o Black Eyed Pilseung que produziu como na grande maioria dos singles delas). A melhor parte da música acaba sendo o rap da Dahyun e da Chaeyoung que quebra um pouco o refrão grudento (a voz da Jihyo tá MUITO irritante aqui, mas os “likey likey likey” junto com os passinhos ficaram bem legais) e não o deixa muito cansativo. Sobre o clipe, infelizmente esse é o mais simplesinho da carreira delas. Sem conceito nenhum nem plot, são apenas três minutos e quarenta e um segundos contando com o carisma das integrantes, com cada uma fazendo o que faz de melhor, com destaques para:

  • Nayeon sorrindo e mostrando seus dentões ao mundo;
  • Jungyeon fazendo cara de “queria estar morta”;
  • Momo sensualizando e se consolidando como a Hyoyeon do Twice;
  • Mina e Tzuyu sendo sérias por cinco segundos e parecendo classudas demais pro rolê.

O que deu super certo, até porque depois de desperdiçar um conceito super bom com um enredo, no mínimo, sinistro (no mau sentido), tem que mais é apostar no básico mesmo.

Depois o álbum já assusta por dar uma desacelerada e começar a baladinha pseudo-acústica Turtle. Logo quando começam as notas do violão já me preparei mentalmente para uma baladinha chata e avulsa, até que o pré-refrão começou a mostrar sinais de progressão e, de repente, o refrão era um pouco mais agitado e a baladinha virou pseudo-baladinha. Com isso já ganhou muitos pontos comigo. Sem contar que a letra compara a lerdeza do crush em convidá-las pra sair com a historinha da Tartaruga e da Lebre. Muito criativo.

Só pelo nome, já esperava que Missing U fosse de fato a baladinha que Turtle parecia ser, ainda mais mantendo a sonoridade mais acústica da faixa anterior. Só que ao invés de violão, o que vemos aqui é guitarra, e com o tempo da música novamente tendo progressão já tinha mudado de ideia e esperava um refrão soft rock… Novamente me fizeram de trouxa, porque a guitarra desemboca em um refrão com elementos de tropical house… Hã?!?!?! No fim, o clima da faixa combinaria perfeitamente no primeiro álbum do Girl’s Generation, o que é um tremendo elogio, e, mesmo se utilizando do som da modinha, a guitarra no fundo dá um bom diferencial e deixa a música mais diferente do que se ouve por aí.

Passado o perigo de duas baladinhas já no começo do álbum, WOW dá uma acelerada nas coisas. Não é tão icônica e grudenta como outra Wow! desse ano, mas tem um clima bem agradável. Se utilizando basicamente de teclado, bateria e estalar de dedos, a música parece uma versão mais fraquinha de algo retrô como Wonder Girls faria em seus tempos áureos e o Red Velvet resolve fazer de vez em quando.

Quando a intro de FFW começou com elas soletrando “F-A-S-T F-O-W-A-R-D”, eu já tinha certeza que provavelmente iríamos ver a melhor b-side do Twice desde Do It Again, mas ao invés de apostar em algo mais sóbrio, a música se torna outro teen pop alto astral, com o ponto positivo de ter um instrumental bem mais orgânico que Likey e, por causa disso, lembrar um pouco encerramento de anime shoujo (e também por termos mais uns segundinhos de rap de Daehyun & Chaeyoung™). Além disso, o título é algo que não pode passar batido: ao invés de simplesmente chamar a música de Fast Foward, tiraram essa sigla aí do nada. Ser óbvio é para poucos…

Por outro lado, quando a intro de Ding Dong, com os gritos açucarados, veio, já dava pra prever uma música de refrão irritante com vários gritinhos aegyo demais para qualquer ser humano suportar ouvir. Os gritinhos de fato vieram, mas foram num tom bem mais a baixo do que eu esperava e isso me surpreendeu positivamente de novo e até que os “ding ding ding” ficaram agradáveis. Nada muito marcante, mas também nada que machuque os ouvidos.

Assim como FFW lá atrás, 24/7 começa mais sóbria e até parece uma música que alguma heroína de musicais da Disney como Camp Rock/High School Musical cantaria logo no começo do filme, mas a melodia acaba indo pra direção oposta com um refrão gritado que começa a ficar irritante depois que você ouve pela segunda vez. De novo aspectos de tropical house estão presentes, dessa vez nos versos, e temos mais um rapzinho icônico de Daehyun & Chaeyoung™ ❤ ❤

Look at Me continua no clima de teen pop agitado e parece que vai trazer aquelas fofuras exageradas que japonesas de mais de vinte anos cantam usando vestidos plissados cheios de purpurina. De fato, a carga de teclados bem oitentista permanece pela faixa, mas o clima de j-pop é quebrado por um refrão que elas NÃO FICAM GRITANDO SUPER AGUDO! Vai entender… Aqui funcionaria muito melhor que na música anterior, por exemplo, mas pelo menos está provado que é possível termos uma album track agitada do Twice que elas só gritam médio.

Rollin’, por incrível que pareça, chega no bem perto do nível da outra Rollin’ desse ano, também apostando em um tempo alto logo no começo da música, no estilo club song dos anos oitenta. E ainda temos mais raps da dupla sertaneja Daehyun & Chaeyoung™. Nem mesmo o refrão aegyo gritado conseguiu estragar o appeal da música, algo sem precedentes no histórico do Twice.

Love Line mergulha no house de cabeça e, quando já se está esperando aqueles refrões silenciosos em que só se escuta umas batidas de flautas peruanas/som de peidos processados, começa um teclado e elas resolvem dar a gritadinha aegyo de sempre. O melhor é o pós-refrão, que aumenta o tempo das batidinhas house, onde finalmente Momo achou um tom que combina com a voz dela suspirando “i’m loving loving loving loving loving that love line”.

Só pela piada de já ter uma música com o nome quase igual que inclusive é um single mesmo com tão pouco tempo de carreira, Cheer Up! (Don’t Give Up) é exatamente o contrário de Love Line, tendo um refrão tipicamente house e os versos se mantendo com umas notas bem graves de violão e batidinhas de bateria. Claro, esse instrumental é um prato cheio para as rainhas Daehyun & Chaeyoung™ nos presentearem com um rap de dez segundos. Não chega a ser tão boa quanto Love Line, mas também está um pouquinho mais acima que as músicas mais passáveis do álbum (Ding Dong e 24/7).

Take Me to You/Having You/You in My Heart (sério, quantas traduções os títulos das músicas podem ter??) mantem o clima house, mas com um diferencial das anteriores por colocar mais elementos no instrumental com o passar da melodia e transformar num aegyo tradicional coreano de 2006/2007. Dessa vez os gritos são harmônicos com a batida da música (quem diria?), dando a chance pros vocais de Nayeon, Tzuyu e Jihyo brilharem no refrão.

Pra finalizar o álbum, Goodnight Goodnight surge com toda a cara de música de final de álbum. O interessante é que, ao invés de ser uma baladinha chata acústica, conforme a música vai evoluindo novos elementos vão sendo adicionados e o tempo do violão aumenta um pouquinho, chegando até a lembrar um pouco clima de cabaré, e ironicamente te impedindo de dormir durante a música. No final tem um textinho falado pela Sana que ainda não achei nenhuma tradução, mas pelo menos serviu para ela ter um holofote de vinte segundos solo.

aquáriotwicetagram não é nenhum álbum salvador de vidas, mas conseguiu ser bem melhor que o esperado. Finalmente temos boas albuns tracks do Twice para ouvir que não são do primeiro EP delas!!! Mesmo assim, a maioria das músicas acaba ficando no nível agradável, sem nada que diga realmente “hinão da porra”, algo que parece que ainda vai demorar pro Twice ter (se tiver, claro…), a torcida é que essa melhora nas b-sides seja apenas o primeiro passo e, quando elas fizerem comeback, teremos um álbum/EP que traga algo que passe a barreira do simplesmente agradável e realmente seja bem marcante.

2 comentários em “[Album Review] Twice – twicetagram (ou será que Twice finalmente acertou nas b-sides com seu primeiro full album??)

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