[Album Review] Weki Meki – Lucky (ou Vamos dar uma pausa nos posts conceituais aqui do blog e analisar o novo mini-álbum do Weki Meki??)

Ontem, olhando pros posts que eu fiz recentemente aqui no blog, eu percebi uma coisa inusitada: todos os posts de fevereiro entravam na categoria de “Especiais”. Foram, seguidamente, duas Voltas ao Mundo, dois posts da Collab dos Blogs Fundo do Baú, o Capítulo 2 da Saga da Diva Quase Aposentada Namie Amuro e a BookTape Vol. 2… São muitos posts conceituais pra um único mês, então vamos fazer uma “simples” Album Review pra dar uma diferenciada no cardápio pseudo-hipster aqui dessas últimas semanas aqui no blog??

File:Weki Meki - LUCKY promo.jpg

Tracklist:

  1. Lucky
  2. La La La
  3. Iron Boy
  4. Metronome
  5. Color Me
  6. Butterfly (2018 PyeongChang Winter Olympics Special)

Weki Meki tinha tudo pra ser o maior e melhor sucesso de grupos derivativos da 1ª Temporada do Produce 101: metade do grupo participou do programa e duas delas (Yoojung e Doyeon) estavam entre as onze selecionadas para o I.O.I. Só que, em uma jogada completamente inusitada (no mal sentido), o single de debut delas, I Don’t Like Your Girlfriend, era uma bagunça musical e visual sem fim e o conceito diferentão de teen crush (teen pop + girl crush) ficou só no papel. Agora, com a casa ajeitada para seu segundo mini-álbum, será que teremos algo aproveitável e divertido de ouvir??

O mini começa com a intro Lucky, que é mais um reaproveitamento do instrumental do single, La La La, do que qualquer outra coisa. Mesmo assim, é sempre legal ver uma jogada conceitual dessas, ainda mais com a faixa funcionando como teaser do projeto inteiro. Fazia algum tempo que não via uma sacada dessas no k-pop. Curti.

La La La, o single em si, até soa meio repetitivo por vir logo após a intro, mas isto não afeta o efeito final: uma faixa redondinha que relembra positivamente os singles capopeiros de seis/cinco anos atrás, época que conquistou muita gente pro gênero, principalmente no que tange a amantes de girlgroups. A melodia se baseia num loop infinito de baixo, como uma das minhas faixas preferidas de girlgroups americanos, e balanceia o crescendo aumentando o tom dos gritos a cada verso, dando mais impacto ao refrão ao colocar um pré-refrão de rapzinhos.

Melhor cena do clipe ❤

Quando ao clipe, nenhuma surpresa, o que é ótimo pro histórico do Weki Meki. Os visuais estão condizentes com a faixa, a coreografia com elas rebolando e jogando a perna pra cima combinou muito bem o baixo e a parte do telefône ficou tão icônica quanto aquela do single da Taylor Swift. Não é nada super impactante, mas, levando em conta o que os girlgroups estão desovando atualmente, o single ganha seu lugar ao sol principalmente pelo bom uso da nostalgia.

Depois temos Iron Boy, referenciando levemente um personagem esquecido da Marvel com uma uptempo que harmoniza muito bem na tracklist em sequência do single. Na letra, elas falam sobre um menino capricorniano/aquariano que é como um robô, sendo completamente frio com elas, mesmo elas tendo crush nele. A faixa, de forma parecida com o single, cria a impressão que já ouvimos algo parecido em b-sides de álbuns antigos do T-Ara, do Girl’s Generation ou do KARA, o que é um tremendo de um elogio.

Metronome é uma clubsong mais sóbria que as anteriores, lembrando um pouco o estilo das b-sides do EXID, mas sem o break house péssimo no refrão e também usando um baixo como base da melodia. A letra é surpreendentemente inventiva e interessante, com elas dando de virginianas e falando que vivem super certinhas e organizadas e ninguém, NEM MESMO UM BOY, pode mudá-las. Quem diria que teria um feminismo light nesse mini-album??

Color Me mantém o clima do mini álbum com um synthpop levemente açucarado, falando sobre uma estorinha de amor típica de praticamente 90% das faixas no k-pop. Também gera um fator nostálgico, mas se todas as faixas até aqui lembraram o estilo que reinou nos girlgroups em 2012/2013, Color Me está mais para os açucarados anos de 2008/2009, onde o sexy concept ainda era algo a ser explorado.

Pra finalizar, não temos uma baladinha, mas sim uma faixa motivacional fofinha lançada para as Olimpíadas de Inverno de PyeongChang, Butterfly, mantendo o estilo nostálgico do final da década passada, sem muitas surpresas, mesmo com uma guitarra no meio da melodia @.@’. De longe, é a música mais dispensável do álbum, mas, até aí, praticamente todas as músicas que ficam por último em álbuns de k-pop são passáveis…

Conclusões CC#1

No fim, Lucky é um mini álbum simples, coeso e tipicamente o que se esperaria de qualquer girlgroup coreano desconhecido atrás do seu primeiro hit há alguns anos. Não é um lançamento particularmente marcante e nem pretende muito ser isso, já que o ponto aqui é uma ouvida despretensiosa e dançante. Por este motivo, acabei gostando do mini, afinal, ele se tornou  uma brisa de ar fresco no cenário atual do k-pop, marcado pela pira por: (1) clipes com mil teorias, (2) músicas com breaks eletrônicos ao invés de refrão e (3) house como pão nosso de cada dia. Agora é esperar se elas vão acontecer na cena musical coreana com este estilo ou se teremos alguma faixa genérica no sentido ruim como próximo single do grupo…

5 comentários em “[Album Review] Weki Meki – Lucky (ou Vamos dar uma pausa nos posts conceituais aqui do blog e analisar o novo mini-álbum do Weki Meki??)

  1. Bom dia, Arthur. Tudo bem? AQUI NÃO ESTÁ NADA BEM!!

    Mentira, hauhauhahua. Não estou mais na pior, nem comendo sopa de ervilha congelada, eca.

    E vim expor minha opinião aqui: Eu achei o clipe promocional dessas minas aê bem IMPACTANTE! Mas a faixa é genérica além da conta e não se salva mesmo não. xD

    Curtido por 1 pessoa

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