[Review/Fanfic] (G)-IDLE/GLADES – Hann (ou Uma faixa escorpiana e uma fanfic sobre viúvas vingativas no faroeste… O que mais pode se esperar deste comeback??)

(G)-IDLE (GLADES para os íntimos) teve seu primeiro comeback em meio as polêmicas de namoro envolvendo Hui, Soojin, E’Dawn e integrantes do CLC e do BTOB. Depois de todo o hate e fofoca, elas estão rancorosas e voltaram com uma faixa tipicamente escorpiana. Será que deu certo?? Ou o debut foi só um golpe de sorte para o grupo??

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Diferente do que eu costumo fazer nas fanfics aqui do blog, ao invés de eu focar em todas as integrantes, resolvi escolher só algumas, tanto por ficar melhor no enredo que pensei quanto pelo espaço limitado que tenho pra explorar personagens (imagina explorar seis personagens diferentes em um único post?? @.@’)… Espero que gostem ^^

Senta que lá vem a estória…

Hann: O Veneno do Escorpião

 

O ano era 1897.

O lugar? A Vila do Cubo. Mais especificamente, o casarão de Seo Soojin Glades .

Era um ambiente escuro e sombrio. Não havia velas, só havia mortos. O sangue do marido escorria pelo chão de verniz gasto. O zumbido de mosquitos e vagalumes impregnava o ar de uma forma que tudo parecia quente e úmido… Menos o rosto de Soojin. Seus olhos eram tão secos quanto os arredores da Vila do Cubo. Porém, diferente do deserto, a cor de sua íris transmitia vida. Um relampejar faiscante, como se o barulho do trovão soasse no horizonte para assustar as hienas famintas.

Talvez este fosse o tão assustador daquele momento. Fome. Soojin estava faminta e jamais iria poder saciar sua sede. Jamais poderia vingar de seu marido. Jamais vislumbrará seu olhar acuado enquanto ela o subjugasse e herdasse de volta toda a fortuna que ele havia roubado casando-se com ela.

Sua respiração era firmemente descompassada. O choque já havia passado no momento em que esmigalhara o escorpião com a prataria da cozinha. Isto mesmo, estavam na cozinha. Os empregados já tinham se retirado e levado consigo qualquer vestígio de sujeira e comida cozida do lugar. Os únicos elementos desalinhados ali eram as cenas da catástrofe: o escorpião, o corpo e o cálice.

Ainda havia veneno no copo de seu marido. Veneno potente, a feiticeira assegurara. O suficiente para deixá-lo agonizante, implorando por seu perdão. Como se algo como perdão pudesse ser realidade na Vila do Cubo…

Soojin sorvia seu cálice, viva, depois de tanto tempo imóvel. A picada havia sido ideal em certos pontos, tinha de admitir. Se ignorasse a expressão de terror de seu marido, poderia até imaginar que ele estava dormindo…

Soojin arremessou seu cálice contra a parede.

Sim, era só isto que ele fazia… dormia… dormia… dormia… enquanto seu lado da cama esfriava mesmo nas noites mais quentes do verão. Quando fora a última vez que dividira o leito com seu marido?!

O som oco da prata contra a madeira teria acordado qualquer presa desavisada.

Naquele momento, um sorriso perverso percorreu sua face. Sua fome poderia não ter sido aplacada por completo. O veneno era potente o suficiente para a dupla. Decidiu-se.

Ainda resolveria tudo naquela noite.

Silenciosa, deixou o cômodo a passos firmes, capazes de torcer qualquer superfície frágil do assoalho. Rumou para seu quarto afoita. A noite ainda era uma criança, mas o dia não tardaria em nascer. Livrou-se de suas anáguas com tanta força que restos sobreviventes de tecido se espalharam por toda a cama. A cama que um dia já dividira com seu marido.
Escancarou o guarda-roupa enquanto procurava a melhor vestimenta para cavalgar. As roupas de seu marido eram naturalmente sombrias, não teria problemas em se misturar com a noite.

Ansiosa, vestiu-se na velocidade de um coiote. As calças, a camisa e o chapéu haviam ficado mais largos do que estava acostumada, mas serviriam a seu propósito. No coldre, a calibre 22 de seu marido brilhava reluzente como a superfície de uma caveira, o que não seria perceptível naquela noite sem lua.

Abriu levemente a porta de seu casarão, os empregados não poderiam acordar, e correu até o estábulo abandonado, onde o único ser vivo era Brilhante, o ridículo e adoentado cavalo de seu marido. Selou-o com tiras grossas de couro. Sabia como os vigias eram incompetentes, não acordariam mesmo se uma carruagem passasse em sua frente. Seu marido era mole demais.

Era… O som daquela simples palavra era carinhoso em seus ouvidos. Hui Do Glades ERA marido. Hui Do Glades ERA muito mole. Hui Do Glades ERA um canalha.

E aquela seria a noite em que todos na Vila do Cubo saberiam disto.

Como esperado, passou pela porteira da fazenda sem ninguém perceber. Agora entendia o porquê de Hui se negar a sacrificar o cavalo. O bicho estava condenado, mas galopava tão rápido que partia o vento. Era certo que estava fugindo da morte.

As estrelas guiaram o caminho de Soojin até a Prefeitura, onde seus alvos a aguardavam. A tolice de seu falecido marido a guiava, enquanto diminuía a velocidade de Brilhante as costas do edifício. A prefeita tomava todas as precauções para impedir assaltos durante a noite, mas Hui sabia como entrar sorrateiramente. Sabia que a grade do porão sempre estaria aberta para ele… Para ele se arrastar até suas mentiras.

Amarrou Brilhante em uma árvore próxima, era necessário que alguns vissem, nem que fosse de mero relance, o cavalo de seu marido, e puxou a famigerada grade que Hui lhe descrevera há poucas noites atrás.

Ele não havia lhe confidenciado absolutamente nada. Tivera de descobrir tudo por meio do padre. O padre! Aquela criatura insignificante que desaparecia por entre o mausoléu que era a igreja da cidade. Aquele foi um dos fatores que mais doía na mente de Soojin. Se não fosse pela PENA do padre, ela permaneceria ludibriada por Hui até o fim de seus dias.

As provas foram o suficiente para ele se culpabilizar e pedir seu perdão. Depois de descoberto, ele contara tudo que escondera, o que era, naquele momento, tudo que ela precisava saber.

Subiu as escadas do porão delicadamente. Os cômodos da prefeitura eram um labirinto proposital, elaborado para confundir qualquer invasor. O quarto da prefeita se encontrava atrás de uma porta condenada, de madeira velha. Qualquer um concluiria que ali só haveria insetos, poeira e entulho. Não que a imagem da prefeita e seu marido, o xerife, fosse muito diferente disto.

Por óbvio, a porta estava trancada. Claro que Soojin não seria tola de achar a situação seria diferente. Puxou a arma do coldre e mirou na porta. De certo acertaria alguém no processo.

A cada clique, sua mão se tornava mais leve. A cada estouro explosivo da madeira, imaginava a cara de surpreendidos da prefeita e do xerife. HyunA e E’Dawn, o casal modelo de toda a Vila do Cubo. Os amantes de seu marido.

Assim que as balas acabaram, Soojin saiu dali. Por mais que quisesse conferir seu trabalho, cada segundo que permanecesse ali ficaria mais próxima da forca.

Correu pelos cômodos, fazendo questão de bater as botas no assoalho a cada passo que dava. Desceu até o sótão pulou pela abertura da grade. Desamarrou Brilhante e partiu a galope.

Os cascos do cavalo tamborilavam no deserto. O vento assoviava. O amanhecer estava cada vez mais próximo. Soojin logo voltaria para casa… Estava pronta.

Pronta para chocar-se ao descobrir que Hui Do Glades, seu marido, havia assassinado a Prefeita e o xerife da Vila do Cubo e depois se suicidado com veneno de escorpião

Escorpião

Conclusões CC#1Desde o debut, GLADES foi um grupo que impressionou. Foi bom timing, bom gerenciamento, boas músicas… Depois de toda a confusão envolvendo os mil e um boatos de namoro e um deles envolver a Soojin, tinha tudo pra todo os ânimos do debut acabarem e a Cube esconder o grupo no porão até todo o hype e timing passarem. MUITO PELO CONTRÁRIO!!! A Cube aproveitou toda esta confusão e lançou o grupo, tanto pra aproveitar que os grupos da empresa estavam na boca do povo quanto para acabar de uma vez com estes boatos com um lançamento.

E que lançamento! Hann vai na contramão de tudo que se esperava para o verão: temos aqui uma produção sóbria, contida e agressiva, que se apoia na intro viciante “do you remember remember remember what you said” e criam um clima explosivo que resulta, paradoxalmente, em um refrão melancólico e calmo, assim como Remember das Nine Muses (que também foi lançada nesta época do ano). Os assovios de Minnie ficaram sensacionais e deu um clima de trilha sonora de faroeste e o refrão não ser propriamente em assovios acabou dando um charme e um replay factor maior ao lançamento. E o mais impressionante de tudo: Hann é uma produção de Soyeon!!!

Até ouvir esta música, eu não achava que teríamos uma faixa escorpiana que rivalizaria com o primeiro lugar do ano passado no Best Zodiacal, mas vejo que estava enganado. Toda a questão do rancor (na letra, elas estão falando que jamais confiaram novamente no carinha), da melancolia meio sexy e meio raivosa é tão tipicamente escorpiana que até temos um escorpião no clipe kkk

Eu, sinceramente, não poderia estar mais satisfeito. Só espero que elas ainda lancem um mini no final do ano pra fechar 2018 com chave de ouro.

Veja mais posts sobre sobre GLADES (e o motivo por eu apelidar o grupo assim) ou outros atos da Cube xD Duelo Musical #15: O Puro VS O ImpuroPentagon – Positive | Review do Ranger Rosa: CLC – Black DressGLADES – I AmBest Zodiacal 2017: Gêmeos & Câncer | Best Zodiacal 2017: Áries & Touro | Fanfic da HyunA | Duelo Musical #5: Divas do sexy concept que viraram hipsters

3 comentários em “[Review/Fanfic] (G)-IDLE/GLADES – Hann (ou Uma faixa escorpiana e uma fanfic sobre viúvas vingativas no faroeste… O que mais pode se esperar deste comeback??)

  1. Ainda não sei se eu gostei dessa música, tipo, alguns elementos dela me agradam (tipo o coro é muito bom, muito mesmo e a bridge ??? – não sei se é esse o nome – antes do último coro são excelentes), mas não sei se o todo me anima muito. Vou continuar ouvindo mais umas milhões de vezes pra ver se eu curto. Mesmo assim, achei a CUBE muito da esperta em fazer comeback delas agora! Podiam trazer mais um comeback pros moços do PENTAGON e pra HYUNA e pronto, ia acabar com a família tradicional coreana #AMO

    E a fanfic eu BERREI com a parte do Vila do Cubo e do Hui, zero referências aí, né? Achei que a fanfic deu todo o toque pra música, podiam ter usado tua história no clipe HAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

    Curtido por 1 pessoa

    1. Seria ainda mais destruidor da família tradicional coreana se usassem a fanfic no clipe KKKKK

      Os manos do Pentagon estão no Japão promovendo Shine agora e, ao que tudo indica, ainda teremos HyunA até o fim do verão ❤ A parte que você falou ficou muito evidenciada pelos passos da Shuhua, dando uma desacelerada no ritmo pra deixar o último refrão mais explosivo, e acabou sendo um super destaque do clipe e da faixa pra mim xD

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