[Album Review/Fanfic] BTS – Love Yourself: Answer (ou Seria o desejo esperançoso de Jin o suficiente para mudar o futuro??)

Love Yourself Answer Digital Cover

BTS entrou em uma fase que gera muitos burburinhos dentro e fora da fanbase, num estilo “ame-o ou odeio” que acaba repercutindo em todo grupo/blogzinho de k-pop de alguma forma… Com o Aquário Hipster não seria diferente!! Ainda mais quando os integrantes me fazem o favor de juntar toda a era Love Yourself em um único álbum para analisar e pirar nas fanfics… Estão prontos??

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Tracklist:

  1. Euphoria (Jungkook solo)
  2. Trivia 起: Just Dance (J-Hope solo)
  3. Serendipity (Jimin solo)
  4. DNA
  5. Dimple
  6. Trivia 承: Love (RM solo)
  7. Her
  8. Singularity (V solo)
  9. Fake Love
  10. The Truth Untold (feat. Steve Aoki)
  11. Trivia 轉: Seesaw (Suga solo)
  12. Tear
  13. Epiphany (Jin solo)
  14. I’m Fine
  15. IDOL
  16. Answer: Love Myself
  17. Magic Shop
  18. Best of Me
  19. Airplane pt. 2
  20. Go Go
  21. Anpanman
  22. MIC Drop
  23. DNA (Pedal 2 La Mix)
  24. Fake Love (Rocking Vibe Mix)
  25. MIC Drop (Steve Aoki Remix)
  26. IDOL (feat. Nicki Minaj)

Só porque eu tinha falado no último post da Saga do Loonaverso que aquele era o maior post que eu já tinha escrito, este o superou por quase mil palavras kkk Enfim, o formato de Album Review/Fanfic traz as análises faixa a faixa e, intercaladamente, partes da fanfic. Diferente do que eu já fiz nestes casos, como temos muitas faixas, eu dividi a fanfic em três capítulos e coloquei na tracklist de forma a representar a ideia de trilogia que esta era de lançamentos representou.

Eu acabei fazendo várias pesquisas de teorias pra montar uma estória, então tentei colocar um pouco de várias teorias na fanfic, de uma forma que funcionasse tanto pra quem é super fã das teorias do BTS quanto pra quem não conhece nenhuma… Espero que gostem ^^

Senta que lá vem a estória…

O álbum abre com Euphoria, o solo de Jungkook, em um future bass aesthetic cheio de harmônicos nos versos e uma explosão de sintetizadores no refrão. A faixa segue redondinha até um breakdown intimista de versos mais filosóficos como “o sonho é um oasis verde no deserto, o a priori no fundo de mim”. No fim temos uma música redondinha que não chega a ser super memorável, mas funciona bem como intro para todo o projeto, Uma pena que no clipe/trailer ela ficou extremamente apagada e engolida pelos easter eggs das teorias de Wings e The Most Beautiful Moment in Life (isto porque esta era teoricamente seria independente das outras @.@’)…

A seguir temos a primeira das três trivias do álbum (as faixas solos dos rappers do BTS que dividem na tracklist a trilogia Love Yourself): Just Dance, o solo de J-Hope. Carregando o clima leve e descompromissado do próprio solo dele, temos uma club song bem leve, previsível e gostosa de ouvir, desligada de grandes teorias ou pretensões. A parte de rap conseguiu surpreendentemente manter o clima da música e aumentar a efetividade de seu refrão. A única parte que soou meio descolada foi o breakdown, mas nada que deixou a faixa menos catchy ou divertida.

Serendipity, o solo de Jimin, aposta em um R&B cheio de harmônicos, com um instrumental house praticamente despercebido pela melodia da faixa. O que poderia ser algo completamente genérico acaba ganhando uma nova roupagem por conta do clipe lindo e aesthetic sem muitas teorias (sendo inclusivo pra quem não conhecia nada das referências como eu) e dos toques acústicos que aparecem depois do primeiro refrão. Assim, conseguimos uma faixa que consegue ser chill sem cair no ostracismo… Parabéns Jimin!!! Já estou a espera de um EP solo seu kkk

DNA é uma faixa que funcionou de uma forma estranha comigo. Quando ela lançou ano passado, eu acabei achando ela uma farofa meio indiferente e mais com cara de b-side do que de single, porém, escutando na tracklist, a transição para o chill acústico de Jimin para a intro dos violões deixou tudo mais orgânico e agradável para os meus ouvidos. A faixa aposta em uma batida acústica constante para construir os versos, em um crescendo que acaba sendo melhor que o refrão EDM que ganhamos… @.@’ O clipe, por sua vez, é uma brisa de ar fresco para as mil e umas teorias do BTS, apostando em simbolismos mais singelos, que, além de ser mais inclusivos para pessoas que não são ávidas das teorias, deixaram todo o lançamento com uma carga mais leve e despretensiosa (comparem com os clipes mostrando cenas de tentativa de suicídio e abuso familiar, por exemplo).

Pra finalizar a primeira parte do álbum, temos Dimple, juntando os vocais (lê-se: os que não são rappers) do grupo (Jimin, Jin, V e Jungkook) em um future bass inofensivo que usa da analogia de Criminal, da Britney Spears, ao contrário. Apesar da referência, é uma faixa ficou genérica na tracklist e, apesar de não ser ruim nem nada, não acabou ganhando muito replay factor comigo…

I

Euforia

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“Beba uma xícara de chá quente”, disse o estranho mascarado, estendendo uma frágil e antiga xícara de porcelana para Jin, “pra se acalmar”.

Jin não sabia o que pensar. Quem era aquela pessoa? Onde estava? Como chegou até ali?

“Acalme-se”, continuou o estranho, “não vou te machucar”.

Jin atravessou os olhos pelo local. Era uma sala de paredes brancas centenárias, cheia de estantes dos mais diversos tipos de madeira, estofadas com um número incontável de estátuas e decorações de porcelana. Ao seu redor, várias poltronas de tecido envelhecido e mesas de vidro rachado preenchiam cada milímetro do chão. Percebia, agora, que a única coisa que o separa de seu interlocutor era uma delas.

“Onde estou?”, perguntou, ainda processando o que estava acontecendo.

“Isto é uma loja”, o estranho respondeu, “mas, como pode perceber, você é o nosso único cliente…”, não era possível dizer se ele havia sorrido por conta da máscara branca, dourada e tenebrosa que usava, mas, inconscientemente, Jin imaginou que o havia feito.

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“Loja?”, foi a única coisa que conseguiu responder. Como havia chegado até ali?  A última coisa que se lembrava era… Não, era melhor não voltar ao passado depois do que havia acontecido.

Pegou a xícara de chá.

Não havia conseguido salvar ninguém mesmo, de que adiantava se preocupar consigo agora? Até porque, se algo acontecesse, duvidava que alguém iria se incomodar naquele ponto.

Imaginou infinitas possibilidades conforme bebia o chá. O que aquele estranho queria? Que lugar era aquele? Que tipo de veneno ou droga poderiam ter colocado no que ele estava bebendo?

“Não se preocupe”, o estranho disse, interrompendo seu pensamento, “a bebida não está envenenada”

Quase que cuspiu o chá. Como ele poderia saber exatamente o que estava pensando?! Será que ele lia mentes?! Estaria em uma daquelas estórias de ficção em que a magia entrava na vida do protagonista justamente quando a vida dele estava no pior momento possível?

“E não”, o estranho continuou, sobre aquela expressão porcelanizada indecifrável, “esta não é uma estória de ficção.”

Novamente, imaginou que, sob aquela mascara, ele deveria estar sorrindo.

“Então, porque está aqui?”, perguntou ele.

Jin ainda não havia terminado de tomar o chá. A bebida estava surpreendentemente quente e aconchegante, era bom sentir um pouco de conforto depois do que tinha acontecido. Mas não sabia como responder aquela pergunta. Passou a beber mais lentamente para ganhar mais tempo para pensar antes de pensar qualquer coisa.

Ele não sabia como havia chegado ali. Talvez tivesse desmaiado na rua e aquele estranho o tivesse ajudado… Mas porque ele estaria perguntando o que queria? E o aquele mascarado poderia lhe dar? Tudo que perdera não tinha como reconquistar…

Terminou de beber o chá. Era melhor ser direto:

“Como eu vim parar aqui?”, perguntou, tentando não parecer completamente perdido.

“Não fique desesperado”, o estranho respondeu… Claramente havia falhado em esconder seu receio, “Todos que precisam desta loja são simplesmente trazidos até ela…”, mal teve tempo de pensar em outra pergunta antes do estranho continuar, “E, antes que você pergunte, esta é uma loja que realiza desejos… Já deve ter visto alguma assim em algum mangá ou dorama”.

Jin não conseguiu fazer outra coisa senão assentir silenciosamente. Com certeza, tinha entrado em uma estória de ficção.

“Pode pedir qualquer coisa”, o estranho disse, com tom misterioso. Finalmente estava se acostumando com aquela mascara macabra que cobria seu rosto.

“Qualquer coisa?”, Jin repetiu, sentindo o gosto das possibilidades junto com o chá. Talvez estivesse sonhando. Faria sentido. Depois de tudo que aconteceu, não seria estranho fantasiar com a possibilidade de consertar os erros. Dar atenção o suficiente aos problemas para salvar todos. Com certeza se tivesse sido mais cuidadoso e atencioso, não só ele, como todos os outros teriam percebido os avisos do caminho sombrio que estavam percorrendo.

“Sim, qualquer coisa”, o estranho falou.

Se era um sonho, iria jogar conforme as regras. Devia ser a primeira vez que percebia que estava durante um sonho, imagina o quão divertido não seria ter a liberdade para modificar a realidade da forma que quisesse? Iria conseguir até voar!

“Então”, começou… O que poderia pedir? Será que deveria deixar as adversidades da realidade entrar naquele mundo? Ou será que poderia aproveitar e esquecer um pouco de tudo que aconteceu? “Eu quero consertar tudo!”

Não ia conseguir esquecer… Nem se quisesse.

“Imaginei que fosse desejar isto”, o mascarado disse, “basta fechar os olhos…”

Obedeceu. Sua mente se expandia conforme imaginava o que veria ao abrir os olhos. Será que seu sonho mostraria um futuro em que nada daquilo havia acontecido? Em que os cinco estariam juntos e bem. Juntos e bem… Involuntariamente, seus lábios curvaram em um sorriso.

“Até quanto tempo ele vai ficar dormindo?”, uma voz dizia, ao fundo.

“Não vai acordar ele…”, outra respondeu, “Você sabe muito bem que temos de ter paciência…”

Pensou que iria sentir alguma coisa diferente que lhe daria o aviso para voltar a abrir os olhos.

“Paciência? Eu nasci com paciência!”

“Sei…”

Nada parecia dizer que alguma coisa havia mudado. Quer dizer, ainda estava sentado?! O mascarado ainda estava a sua frente?! Estranhamente, não tinha mais certeza. Não conseguia sentir seu corpo. Talvez se tentasse mexer o braço… Nada aconteceu. Nada aconteceu! Meu deus, será que tinha realmente caído em alguma armadilha e aquele chá tinha alguma coisa?!

As vozes continuavam.

“Já esperamos o suficiente, não acha?!”, uma era mais explosiva.

“Não…”, e a outra era serena, “E você sabia que eu ia responder exatamente isto”.

Que burrice foi aquela de achar que tudo tinha sido um sonho?! Jin bufou. Tinha sido bem estúpido mesmo… O que será que iam fazer com ele?! Quem eram aquelas pessoas?! Nenhuma das vozes lembrava a voz do mascarado… Mas, como era a voz do mascarado mesmo?! Não conseguia se lembrar.

“Porque você é certinho demais… Não estaríamos infringindo nenhuma regra se apressássemos um pouco as coisas…”

“Não tem relação com regras… Estamos falando de contextos…”

A respiração de Jin estava pesada. Inspira. Expira. Inspira. Expira. Inspira. Expira… Podia sentir as batidas de seu coração acelerando. E tinha certeza que não era nada relacionado a amor… Até porque, tudo já tinha se perdido.

“Ele nem vai perceber”, continuava o impaciente, “eu vou lá e…”

“Suga, termina de beber seu chá”, o calmo respondeu, severamente, “logo, logo Jin se juntará a nós”

Abriu os olhos. Haviam falado seu nome. Estavam-no esperando. Para quê? Será que queriam o prazer de dar a notícia pessoalmente de que tinha sido raptado e agora estava perdido? Ou será que ainda estava sonhando…?

Não, Jin, pare com estas ideias estúpidas!

“Está vendo?”, o sereno disse, com um toque de superioridade, “Ele já acordou”

De fato, ele não estava mais sentado em frente ao mascarado. Nem ao menos estava sentado. Tudo tinha sido um sonho, agora estava provado: acabara de acordar, como uma das vozes tinha dito.

Espreguiçou-se e sentou-se em sua cama.

“Antes tarde do que nunca, hein?”, a voz mais explosiva dizia, rindo, “Se não fosse pelo Jimin aqui, eu já teria queimado você pra fora desta cama!”

Jin começou a ficar mais preocupado ainda. Quem eram aquelas pessoas?

“Não liga para o Suga não Jin”, o mais calmo retrucou, sorrindo.

“O qu…”, começou Jin, sendo imediatamente cortado por V:

“Você conta pra ele ou eu conto?!”

“Jin, bem-vindo a setembro de 2017!”, disse Jimin, ainda sorrindo.

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“Pô”, praguejou Suga, “você nem me deu chance de contar…”

A segunda trivia é Love, do RM. O nome extremamente genérico já preparava para uma faixa meio blasé, mas, ainda sim, o resultado final saiu mais inofensivo do que eu esperava. É um número chill que cai justamente nos vícios que o solo de Jimin conseguiu desviar. Pra finalizar, a letra, apesar de ser fofinha, não empolga muito…

Her faz um megazord com os três rappers do grupo (J-Hope, RM e Suga) trazendo outro hip-hop chill. É legal a faixa mantenha o clima mais leve e despretensioso das faixas anteriores, mas é extremamente complicado fazer isto sem cair em números que pareçam similares ou inofensivos. Se no EP de Her esta faixa ficava perfeita como outro (o contrário de intro), no meio de uma tracklist maior, ela só soa, assim como o solo de RM, dispensável e genérica.

Singularity, o solo do V, quebra o clima chill e cai na parte mais dark que veio com Love Yourself: Tear. Em uma midtempo sensual bem executada com uma letra muito bem construída sobre sofrência amorosa (“eu me joguei no rio, queimei minha voz por você” “minha dor fantasmagórica agonizante ainda é a mesma”) um clipe com uma ideia super inventiva (eu demorei um tempinho pra perceber que a mão que vinha do chapeleiro era a do próprio V… até me assustei, mano kkk), o erro só veio mesmo com a coreografia, que ficou rápida demais para o ritmo de faixa.

Fake Love também demorou um pouco pra funcionar comigo, mas é, de longe, o meu single preferido do BTS em toda esta era de lançamentos. Em uma mistura de EDM e rock emo, temos um hino da sofrência masculino que consegue trabalhar muito bem os rappers e os vocais do grupo em harmonia, colocando os raps nos versos, harmônicos melancólicos no pré-refrão e gritos levemente desafinados no refrão, que dão uma carga mais sofrida pro lançamento como um todo. A letra complementa muito bem o que os vocais representam, sem grandes invencionices em figuras de linguagem, deixando tudo mais cru e verossímil. O clipe, por sua vez, traz a mascara branca bizarra e várias referências as teorias de outros lançamentos do grupo, mantendo as narrativas bad vibe (que eu usei como inspiração pra fanfic) dos personagens de cada um dos integrantes. Sendo um lançamento mais sóbrio, até que faz sentido trazer uma carga mais dark, mas, bem, não era pra esta era não ter nenhuma relação com os outros álbuns?? @.@’

The Truth Untold traz novamente os vocais do grupo, desta vez em uma parceria com o Steve Aoki, em uma “surpreendente” baladinha genérica de sofrência no piano, com a estrutura típica que vemos em várias outras baladinhas no k-pop… Sinceramente, precisava do Steve Aoki??

II

Singularidade

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Demorou alguns dias até que Jin acreditasse que realmente havia voltado um ano no passado. Seu desejo realmente havia sido realizado! Apesar da certeza já ter atingido sua mente, ainda se pegava imaginando que tudo aquilo poderia ser um sonho. Talvez estivesse em choque depois de tudo que acontecera… Agora já não lembrava mais com tantos detalhes, mas aquela memória ainda era vívida.

Ainda mais tendo se reencontrado com RM, Jungkook e J-Hope.

Assim como havia acontecido da primeira vez, foi inesperado. Pensando bem, não sabia se poderia definir enquanto “inesperado” algo que já sabia como acontecia… Pelo que se lembrava.

Jungkook fora o primeiro. Ele ainda estava com a cadeira de rodas quando começou. Ou melhor, estava zunindo com a cadeira de rodas ladeira a baixo, sem qualquer controle, quando esbarrou com tudo em Jin. O impacto havia jogado ambos com tudo no muro da calçada, rendendo algumas boas escoriações.

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Jungkook estava caído, sem conseguir se levantar, enquanto Jin processava novamente o que havia acontecido: fora exatamente igual! Cada canto da paisagem refletia o que suas memórias guardavam do momento. Ou, pelo menos, foi assim durante alguns segundos, antes de Jimin se materializar ao seu lado.

“Bem que você falou que não tinha esquecido como se conheceram”, ele disse, observando os dois estatelados no chão.

Com o passar dos dias, Jin havia descoberto que Jimin e Suga tinham vindo no pacote, junto com o desejo que o fez voltar no tempo. Ambos estavam lá a mando do homem mascarado, para impedir que paradoxos acontecessem ante as ações de Jin. Apesar de no começo achar a presença de dois elementais era um ganho para toda aquela situação, ter os dois morando consigo em seu pequeno apartamento realmente poderia ser considerado como uma forma cruel de pagamento. Tinha certeza que o mascarado riria por trás aquela mascara tenebrosa se visse o que tinha de passar com aqueles dois…

“Quer que eu ajude?”, Jimin perguntou, sempre com aquele ar sereno e gentil que já tinha começado a irritar Jin.

“Isto não vai atrapalhar o contínuo espaço tempo ou algo do tipo?”, Jin respondeu. Foi aí que percebeu. Jungkook estava desacordado… Certo? Se ele escutasse aquela conversa, dificilmente conseguiriam se aproximar como ocorrera no passado… E, com certeza, não conseguiria impedir o trágico futuro que o aguardava.

“Fique tranquilo”, Jimin respondeu, “você tem que lembrar que o que você lembra nunca existiu”.

Enquanto tentava decifrar aquela estranha frase, Jimin fechou os olhos e agitou as mãos, como se fosse lançar um feitiço. E, de fato, era isto que estava fazendo. Como uma criatura elemental da água, ele conseguia exercer um controle sobre sangue e outros fluídos corporais. Quando Jin percebeu, o sangramento de suas escoriações já havia estancado sozinho, assim como as de Jungkook…

Pouco depois de Jungkook, fora J-Hope.

Ele já se encontrava assiduamente com Jungkook no hospital. Eram visitas curtas que se alongavam lentamente com o passar dos dias, exatamente como da primeira vez. Assim como Jin, ele também era sozinho. Agora, pelo menos, conseguiam compartilhar a solidão um com o outro.

Apesar de seu novo e velho amigo se negar a dizer o que tinha acontecido para ele não conseguir mais mexer as pernas, sabia o que havia acontecido ou, pelo menos, achava que sabia. Quando encontraram J-Hope no hospital, já não tinha mais tanta certeza…

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As memórias estavam começando a ficar confusas. Como tinha conhecido J-Hope mesmo?! Pediu a Jimin para encontrá-lo, apenas para assegurar. Ele também era um paciente do hospital? Ou se encontravam na rua mesmo? Quem conhecia ele primeiro: Jin ou Jungkook?

Depois de um bom tempo em insegurança de Jin, Jimin havia achado J-Hope num galpão abandonado, dançando. Realmente, aquele tipo de atitude descontraída era a cara do J-Hope… Ele e Jimin estavam planejando alguma forma de trazê-lo ao grupo… Realmente, não fazia ideia de como havia acontecido da primeira vez. Tinha pensado em perguntar sobre aquela perda de memória para Suga e Jimin, mas o receio de aquele fato estragar sua chance de mudar o futuro acabou o fazendo guardar suas inseguranças para si.

Jimin havia começado a se aproximar de J-Hope, indo sempre para os ensaios de dança como espectador, para que não perdessem muito tempo. Nesta época, já estavam em janeiro de 2018… logo logo, V iria aparecer e tudo começaria a desandar.

Suga já estava ficando impaciente com toda aquela lerdeza e lenga lenga. Como todo elemental de fogo que se preze, já queria resolver logo aquela questão. Morar com Jimin e seu sorrisinho indiferente realmente era um pé-no-saco. Foi exatamente por isto que ele colocou fogo no galpão e deixou J-Hope queimar-se o suficiente para ir para o mesmo hospital onde Jungkook estava.

Vendo aquele desenrolar de ações, Jin pressentiu que era algo natural. Parecia com algo que poderia se lembrar. Apesar da ação impensada de Suga ter colocado tudo a perder, J-Hope realmente acabou encontrando com Jungkook nos corredores do hospital.

As discussões entre Jimin e Suga pela imprudência deste duraram tempo o suficiente para a solidão de J-Hope juntar-se a de Jin e Jungkook.

Em abril, já era a vez de RM.

Foi um encontro simples, na verdade. Se com Jungkook e J-Hope a tragédia já parecia como um prenúncio, RM veio em uma escolha aleatória de assento de ônibus.

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Jin já havia começado a anotar o que ainda se lembrava. Teria que pegar o ônibus no dia quatro de abril, ser o primeiro a entrar e escolher o lugar solitário a frente de RM. O motivo pelo qual havia tomado o ônibus? Não se lembrava mais… Era realmente estranho pensar que pegara um ônibus mesmo com seu trabalho e o hospital de Jungkook sendo perto de seu apartamento.

Seguido o script e o que havia anotado, tudo ocorreu como esperado: RM passou a integrar o trio e as visitas conjuntas ao hospital de Jungkook se tornavam cada vez mais agradáveis e longas conforme ele começava o tratamento de fisioterapia e seguia rumo a receber alta.

“Era realmente só por isto que você estava reclamando?!”, reclamava Suga, no apartamento, depois de tudo parecer resolvido.

“Vai começar de novo, Suga?”, dizia Jimin, milagrosamente irritado, levemente.

“A parte mais fácil já foi”, respondeu Jin, “esperem até o V chegar.”

Com a última trivia temos Seesaw, o solo do Suga, utilizando a analogia de uma gangorra para os altos e baixos de um relacionamento. Tudo bem, é uma analogia comum, mas o instrumental da faixa compensa e muito, começando com versos bem melancólicos e contidos para, depois, aumentar-se o tempo da música e o número de elementos na melodia, dando para o refrão até uma backing vocal, transformando o que seria um número de hip-hop qualquer em um synthpop super harmônico e gostosinho de ouvir.

Tear traz o megazord de rappers novamente, falando a raiva que vem após o término do relacionamento. Por vir do Love Yourself: Tear claramente viria em um clima mais sóbrio e agressivo, mas tanto o instrumental e os raps, pra mim, só ficaram naquela zona de conforto de mano do hip-hop vida loka… Sério, se você não ver a letra, nem vai parecer que eles não estão falando que são manos do hip-hop vida loka.

Epiphany é o último dos solos do álbum (desta vez é o Jin) em uma baladinha orquestral padrão. Apesar de apostar em uns solos de rock no meio, pra mim ainda soou muito aguada e previsível, então eu simplesmente vou acabar esquecendo que ela existe com o passar do tempo… O que é uma pena, porque a letra realmente traz a carga de amor próprio que eu estava esperando pra este álbum.

I’m Fine é, de longe, a melhor b-side de todo o álbum. Funcionando enquanto um reflexo de Save Me (que inclusive aparece no clipe de Fake Love), ela começa com o synthpop melancólico se EDMizando até desembocar em um refrão energético de synthpop, que aumenta o tempo da música para os próximos versos. Estes, por sua vez, utilizam-se da estrutura de raps para diferenciar-se dos EDMs do começo, desacelerando no pré-refrão pra entregar o refrão novamente, que até aí já está extremamente chiclete. E, além de toda a construção inteligente da melodia, temos a letra falando que o amor próprio pode superar muitas das adversidades da vida. Sinceramente, se este tivesse sido um dos singles do projeto, com certeza teria atraído muita gente de fora dos fandoms.

IDOL, o derradeiro single de clipe maluco e cheio de chroma key. O clima cômico combinou e muito com o grupo, o chroma key, mesmo não sendo dos melhores, nos trouxe bons simbolismos envolvendo o que se espera da figura do idol (como o tubarão e os CGs gigantes dos integrantes) e os eles estão muito bem caracterizados (os suéteres da Branca de Neve e do Pernalonga ficaram geniais), o grande problema, porém, foi a música… Mesmo com uma boa intro e um bom refrão de zumba, quando elas começam os versos, os vocais estão rasgados e forçados, tirando bastante o appeal da faixa. Além disso, a mistura de elementos e instrumentos musicais acabou resultando numa bagunça estranha, que, de tanto que eu acabei ouvindo pra fazer este post, já tô até me acostumando @.@’

III

Epifania

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Para Jin, era V quem tinha começado todos os problemas. Por mais que sua memória falha não desse mais certeza de como e quando tinha se dado a sequência dos fatos tinha de começar a se precaver.

Suga estava cada vez mais impaciente com o marasmo da situação. Por que deveria ficar sentado, esperando pelo famigerado V dar as caras? Já tinha se arrependido de ter feito o acordo com o mascarado.

Jimin, por sua vez também não estava confortável, por mais que parecesse. A sequência de eventos ainda estava fadada ao desastre e apenas Jin poderia resolver tudo. Se ele não conseguisse, sabe-se lá o que ocorreria com o contínuo espaço tempo!

A situação começou a apresentar sinais de mudança com a saída de Jungkook do hospital. Ele ainda utilizava muletas, mas o médico havia assegurado que ele não precisava mais ficar vinte quatro horas no hospital. Como esperado, Jin, RM e J-Hope o acompanharam naquele dia:

“O que você vai fazer agora, Jungkook?”, Jin, perguntou, sabendo que havia perguntado isto da primeira vez, porém, sem ter noção de qual era a resposta.

“Não sei…”, ele respondeu, “Eu já perdi tanto com o acidente… Minha família adotiva mal veio me visitar em todo este tempo… Não acho que devia voltar a morar com eles…”

Aquele era um tópico particularmente sensível para todos os envolvidos, Jungkook era o único que, de fato, ainda tinha uma família.

“Se você achar que não deve voltar”, J-Hope começou, assumindo um surpreendente ar sério, “apenas não volte… Podemos dar um jeito de dividir algum aluguel”, e sorriu. Realmente, os sorrisos de J-Hope eram capazes de melhorar o humor de qualquer um.

“Acho que cabe mais um no meu contêiner”, disse RM, “até conseguirmos uma solução melhor…”

Aquela parecia uma boa ideia. Tinha anotado aquele momento a muito tempo atrás em seu caderno. Mesmo já tendo esquecido, a pequena inveja que sentiu de Jungkook era um sentimento nostálgico que passou pela sua mente. Imagina poder estar junto de RM todos os dias, sozinhos…?

Ninguém sabia. Os sentimentos de Jin por RM cresciam desde a conversa extremamente animada e despretensiosa no ônibus que os fizeram ir até o final da linha sem querer. Será que sentira-se assim da primeira vez? Em suas anotações, não encontrava qualquer pista que deste a entender isto, mas era verdade. Pelo menos, no presente, naquele momento, tinha certeza que era verdade.

“Ele tá realmente caidinho pelo outro, né?”, perguntou Suga, que flutuava despercebidamente atrás do grupo, junto a Jimin.

“Vai saber…”, Jimin respondeu, “Mas, de acordo com o que Jin nos falou, era justamente hoje que tudo começava a desandar, fique atento”.

“Típico de elementais da água…”, Suga bufou, achava incrível como a água poderia ser compreensiva e insensível ao mesmo tempo.

Enquanto ambos discutiam, uma nova figura se aproximava do quarteto. E, sim, era o famigerado V.

“Já podemos contar toda a verdade para Jin, de uma vez?”, Suga disse, sem perceber V.

“Ainda não…”, Jimin respondeu. Ele era o único de todos os envolvidos que havia percebido a nova figura se aproximar. Será que teria de agir?

Esperou o máximo que pode. Aquele era um momento crítico, sabia.

“Alô?!”, Suga exclamou, irritado, “Fogo pra Jimin!”

Foi só aí que Suga percebeu que Jimin tinha começado a cair.

O mais rápido que pode, impulsionou-se para baixo, na esperança de pegar o amigo antes que ele caísse. Apesar de não serem meros humanos e passarem grande parte do dia juntos, não fazia ideia do que poderia acontecer com elementais de água se caíssem certeiros da altura em que estavam. E não ia aturar os dilemas de Jin sozinho!

A caminho do chão, percebeu que não era o único que procurava alcançar Jin. Um garoto, que Suga ainda não sabia que era V, tinha reunido toda a estática que pudera e se atirado para cima, na esperança de conseguir capturar o elemental de água. Ambos percorriam a mesma velocidade apoiado por seus elementos, enquanto Jin e os outros mal reparavam. As memórias de Jin ficavam cada vez mais confusas e em momentos felizes como aquele, mal se lembrava de que havia voltado no tempo…

Suga não estava conseguindo acreditar que, justamente agora que tinha se acostumado com a calmaria indiferente de Jimin, algum outro elemental avulso queria raptá-lo… Será que aquilo tinha relação com a verdade por traz da loja de desejos do mascarado?! Não, não podia ser… Aquele homem poderia ser poderoso, mas jamais iria se meter indevidamente com elementais… Se bem que se raptassem Jimin…

Merda!

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Com sua mente em um turbilhão de chamas, Suga tentou aumentar ao máximo sua velocidade. Aqueles segundos mantinham-se intermináveis. Mais perto. Mais perto. Esticou-se o máximos possível para conseguir puxar a perna de Jimin primeiro…

Mas acabou segurando-a no mesmo momento em que V havia alcançado o braço.

“Perfeito!”, V exclamou.

No segundo seguinte, os três haviam desaparecido, junto com qualquer evidência que Jin pudesse ter de que seu encontro com o mascarado, e a consequente viagem no tempo, foram reais.

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Sendo um número rock bem light, Answer: Love Myself tem toda uma carga de créditos que poderiam tocar no final da fanfic (por isto que coloquei o final dela bem aqui kkk). Novamente, temos um bom equilíbrio dos harmônicos e dos raps, na mesma estrutura: raps nos versos e harmônicos no pré-refrão/refrão. Desta vez, porém, o refrão mistura duas linhas de voz, uma mais fininha e uma grossa, criando camadas e texturas que dão uma encorpada e tira a faixa do lugar comum. Sobre a letra, nem tem o que falar, temos novamente o tema do amor-próprio, desta vez com figuras de linguagem orgânicas que combinam com o clima da faixa, porém meu verso preferido foi a primeira parte mais direta do refrão: “você me mostrou que tenho razões, eu deveria me amar”.

A grande inspiração para o início da fanfic, Magic Shop, é um número de R&B + hip-hop com toques de future bass. Não é nenhuma melodia que tenha me cativado ou tenha se tornado memorável como I’m Fine e Answer: Love Myself, mas o trabalho com a simbologia das letras é louvável. Inclusive, a primeira fala da fanfic é baseada no verso “beba uma xícara de chá quente e olhe para aquela galáxia”.

Best of Me é a colaboração do BTS com The Chainsmokers, que acabou gerando um hype por aí (tanto negativo quanto positivo) quando foi anunciada. Por incrível que possa parecer, a faixa é melhor do que muita coisa do The Chainsmokers, se tratando de um eletropop melancólico redondinho e bem construído que acaba sendo ofuscado por outras faixas melhores no álbum, com uma letra que é óbvia, mas que não chega a ser preguiçosa ou direta ao extremo, como outros lançamentos do The Chainsmokers.

Airplane pt. 2 é a continuação da faixa solo de J-Hope, que ganhou muitos pontos comigo por ser criativa e catchy. Aqui, agora com o grupo completo, temos como base da melodia o TANGO… TANGO… SIM!!! Eu confesso que fiquei tão animado com o instrumental que a letra continuando a metáfora do J-Hope e comparando o avião de brinquedo com as viagens internacionais que o grupo faz agora acabou ficando em segundo plano (mas, é legal ressaltar que tem uma menção ao Brasil no refrão).

Go Go mantêm a referência latina, caindo no dancehall mesmo se tratando de um número de hip-hop. O instrumental ficou interessante, mas a interpretação vocal deles não me animou muito, principalmente por não termos nenhum harmônico no meio pra quebrar alguns dos versos mais rasgados (a melhor parte da faixa são os versos repetitivos no final ao som da flautinha peruana). A letra, por sua vez, consegue falar de diversão e dinheiro sem cair no esteriótipo de oppa vida loka, reverenciando, inclusive, a filosofia de vida do carpe diem… Bem que algumas boybands poderiam fazer que nem o BTS e aprender que é possível lançar rap fora do oppa vida loka concept, né?? @.@’…

Anpanman é outro número de hip-hop, sendo ainda mais descontraído e fora do esteriótipo. O instrumental energético cheio de elementos (acho que ouvi até barulho de grilo no fundo @.@’), a letra meio debochada sobre tornar-se um super-herói e a interpretação mais orgânica nos versos dos integrantes tornaram a faixa divertida para uma ouvida casual, sendo, dos números de rap em grupo no álbum, o que mais funcionou comigo.

Como última faixa do álbum antes do remixes, MIC Drop traz um hip-hop de instrumental pesado, com os integrantes apostando um pouco no egocentrismo depois de ter ganhado o Billboard Awards. Não sou contra a ter uma faixa dessas no álbum (acho até que o tema deixa toda esta carga “artista no controle de sua carreira” do BTS mais verossímil e orgânica), mas eu não curti não, muito por conta da carga hip-hop pesadão. Ironicamente, porém, os raps deles estão bem melhores aqui que na faixa anterior… Vai entender??

Eu não sou muito fã de remixes porque acho que eles tem a habilidade mágica de piorar a música original e, provavelmente, nem os analisaria aqui na Album Review. Mas como o feat com a Nicki Minaj está depois dos três remixes, não custava nada eu dar uns comentários rápidos sobre eles né?? (até porque descobri que dois ficaram decentes).

Tanto o remix de DNA quanto o de Fake Love transformam as faixas em números de rock raiz, inclusive, no caso de DNA, sendo mais orgânico que a música original. Como eu sou ouvinte ocasional de rock e amante de pop-rock anos 2000 e anime songs, claro que estes remixes me atingiram em cheio. Fake Love eu ainda prefiro a versão original, mas é bem capaz que o DNA rock version aparecessa continuamente nas minhas playlists.

Em comparação, porém, o remix do Steve Aoki para MIC Drop é bem aleatório. Nem sei mais o quiser dizer sobre a faixa porque, pra mim, ela só acabou sendo indiferente mesmo…

Agora, a versão de IDOL com Nicki Minaj conseguiu aumentar e muito a força da faixa comigo, mesmo se mantendo todas as questões que falei lá em cima. O mais incrível de tudo isto, na minha opinião, é todo o poder ideológico que este tipo de lançamento gera. Sério. Estamos em uma época em que representatividade e xenofobia estão sendo amplamente discutidos no meio cultural e aí me vem uma boyband sul-coreana junto de uma cantora negra de Trinidad e Tobago e lançam um feat falando sobre amor-próprio e controle de sua carreira em um mercado extremamente controlador e sufocante para qualquer aspecto que envolva diversidade…

BAAAAMM conservadores!!! BAAAAM cantores brancos e heteronormativos sem graça que estão dominando os charts da billboard!!!

Uma faixa como estas realmente prova que o mundo está mudando e que não estamos errados em sonhar com um futuro mais inclusivo e mais diverso no âmbito da cultura.

Indo agora um pouco mais pra música em si, Nicki tem a habilidade mágica de agregar a praticamente todo feat que faz. Com mais de cem feats na carreira (e, sim, eu contei a lista no Wikipédia), ela conseguiu mais uma vez transformar a música original e deixar IDOL bem mais divertida pra mim. Além de nos ter presentado com o verso icônico “eu sou como a Gucci… mas não compre lá.”

Conclusões RV#1Love Yourself: Answer é um álbum gigante que realmente tem mais aquele caráter de compilação do que de lançamento comum. Juntando todo o último ano do grupo (choquem-se que, em um ano, BTS já lançou praticamente três vezes a discografia completa do BlackPink), tivemos pontos altos e baixos que, ao meu ver, conseguiram fazer algo que nenhuma outra era do BTS conseguiu: ser mais inclusivo a novos fãs e vestir os sapatos da humildade em números mais despretensiosos.

Quase que metade de todas as músicas funcionaram comigo, o que é um bom saldo considerando que eu não tinha muitas expectativas para as b-sides… Será que alguma delas vai figurar no Best Zodiacal no final do ano??

Agora é esperar pra ver o que o grupo está preparando para o ano que vem… Será que continuaremos com o clima mais leve?? Ou as mil referências e teorias pesadas voltarão??

E como será que isto influenciará na continuação da fanfic?? O que aconteceu com Jimin, Suga e V?? O que será que acontecerá com Jin, J-Hope, RM e Jungkook?? O que, de fato, aconteceu da primeira vez??

 

Confira outros posts e fanfics do Aquário Hipster!!! J-Hope | A Saga do Loonaverso | Fanfics de um capítulo só

 

10 comentários em “[Album Review/Fanfic] BTS – Love Yourself: Answer (ou Seria o desejo esperançoso de Jin o suficiente para mudar o futuro??)

  1. Parabéns pelas fanfics estou pirando com elas kkk. Como eu adoro essa trilogia.

    O único blog que analisa musica de forma inteligente. Parabéns por não usar o método dos outros blogs que só falam mal, e dispejam ódio e deboche sobre um grupo que eles nem gostam só pra chamar a atenção e demostrar inveja só por que seus grupos não chegaram a nesse nível de sucesso.

    Então vamos ao que interessa.

    SOLOS

    Euphoria, o solo de Jungkook: demorei pra curti a musica mais quando eu comecei a gosta não parei de apreciar a voz do kook que por sinal é a mais estável.

    Serendipity, o solo de Jimin: foi amor a primeira escutada kk ele sabe passar emoção em cada nota e melodia e o MV é de uma beleza singela.

    Singularity, o solo do V: o melhor é o tom de voz é muito profundo é a voz que eu mais curto entre os 4 solistas (eu demorei um tempinho pra perceber que a mão que vinha do chapeleiro era a do próprio V kkkk eu notei que era o braço dele logo na primeira vez kk. Sobre a coreografia é difícil fazer os passos em uma musica sem marcação com batidas fortes. Eu particularmente amo o mv, musica e coreografia.

    Epiphany solo do Jin: Eu sou aquele que eu deveria amar neste mundo. Que letra linda ame a si mesmo a mensagem é linda mv triste.

    Triviais ( solos dos rappers)

    Just Dance – J hope: é praticamente uma musica sobre venha dance para ser mais feliz kk

    Seesaw – Suga: musica gostosa de ouvir ele disse que gostaria de dançar e cantar e foi isso que ele fez nessa musica ( já tem video dele performando essa musica na turnê).

    Love – RM: Se eu vivo tenho que amar essa letra é maravilhosa que VOZERÃO. Fiquei surpresa vendo todos os rappers cantando e bem por sinal.

    Dimple – vocais :comigo ganhou muito replay factor.

    HER – rappers: tentando me acostumar com eles cantando no refrão.

    Fake Love: coreografia impecavel dark, sofrimento e figurino lindo.

    The Truth Untold: não curto muito

    Tear: Adorooooo

    I am fine: é um chiclete sem duvida. Amo o inicio que é a batida de Save – me

    IDOL: PURO DEBOCHE KKK. As roupas estão fofas, cenario exagerado, FAROFAA gosto assim eu quero o sueter do pernalonga kk.

    Answer Love Myself: pra mim é o resumo da era ame a si mesmo.

    Best of me:coreografia 10 aqui o Suga vira um cantor kk

    Magi Shop: produzida pelo Jungkook feita especialmente para as armys.

    Airplaine p.2: AMO AMO eles não esquecem o Brasil

    Anpanman: não é um das minhas preferidas mais a dança é fofa

    GO GO: sou fluente nessa musica divertida

    MIC DROP: foda-se os haters sou rico e bem sucedido mundialmente.

    DNA e Fake Love versão ROCK É A MINHA PAIXÃO.

    Nicki Minaj por essa eu não esperava PISÃO nas cobras que falam mal dela e do BTS nas redes sociais.

    E QUE VENHA A NOVA ERA.

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    1. Fico feliz que esteja gostando das fics e que tenha gostado da Album Review ^^

      Confesso que estou ansioso pra ver o que de inusitado eles podem trazer na próxima era (depois do feat com a Nicki e os remixes versão rock, tô esperando de tudo kkkk)

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  2. Quanta criatividade pra escrever fanfics. Eu queria ter esse talento também mais sou um horror pa escrever historias kkkkkk sou 0 criatividades kkk.

    Descreveu a era Love Yourselfe de forma inteligente tá um arraso dá gosto de ler 2x.

    Dos singles o mais marcante pra mim é Mic Drop e Fake Love. De todos os solos o que eu mais gostei sem duvida foi do Jimim. Mano serio olha essa coreografia é tão dança contemporânea que inveja queria ter talento pra dança.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigado pelo elogio ^^ Esta questão de criatividade (e de dança também) é ir treinando e escrevendo mesmo que a gente vai melhorando com o tempo xD

      O Serendipity realmente foi o que mais me marcou dos solos e esta coreografia realmente ficou bem legal E conseguiu combinar com a batida mais tranquila da faixa mesmo com ele se arrastando no chão (quem diria??)

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  3. Eu tenho preguiça de ler textão mais como vc escreve muito bem e adoro suas analises li e o texto tá maravilhoso deve ter demorado horrores pra deixar- lo bonito.

    Bom essa trilogia Love yourselfe demorou pensei que BTS iriam congelar nessa era kkk. Do álbum Answer a musica que eu mais amei foi I´M FINE vou concordar contigo é UM CHICLETE serio tô esperando eles liberarem um clip especial pra essa musica pelo menos eles irão apresenta-la no stage.

    IDOL é o tipo de musica barulhenta que é perfeita pra uma copa do mundo ou festival serio escuto ate apitos nas melodias. As pessoas pensam que a vibe é indiana mais na verdade é batida de musica africana inclusive tem dança africana na coreografia.

    GO GO e Anpanman são tão divertidas que coloco elas para tocarem no intervalo da aula das crianças elas já aprenderam a cantar e sabem um pouco da cultura coreana por causa do BTS.
    O que aconteceu com Jimin, Suga e V?? O que será que acontecerá com Jin, J-Hope, Rap Monster e Jungkook?? O que, de fato, aconteceu da primeira vez??

    Continua essa fanfic na próxima era pelo amor de Buda. A curiosidade tá me matando kkkkk

    Os meninos se arrastando no chão UAUUU. I m fine the best music. O rap tem uma batida tão rapida.

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    1. Realmente, demorou um bom tempo pra deixar ele bonitinho kkk Muito obrigado pelos elogios xD

      Bem que eles podiam liberam um clipe especial pra I’m Fine (o que tá ótimo tem que ser exaltado, não é mesmo?? kkk), ainda mais com eles arrastando no chão na coreografia o.o’… E não sabia que tinha passos de dança africana!!! Vou dar uma procurada nisso depois

      Muito legal que as crianças estão curtindo ^^ Isso aconteceu com minha irmãzinha quando colocava Gee, do Girls Generation, e agora ela é super k-poppers e me apresenta uns grupos que eu nem conhecia muito kkk

      Pode deixar que, com a próxima era de lançamentos do BTS, teremos continuação da fanfic… Aguarde ^^

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  4. Finalmente encontrei um blog q faz review de musicas de BTS como faz de qualquer outro grupo/solo e n fica na mesma merda de “ah vou escrever que as fãs idolatram demais e que só tem uma musica boa”.

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  5. Engraçado que quando essa nova era do BTS começou eu tive algumas resistências, principalmente depois do álbum wings que é sem dúvida um dos álbuns que mais ouvi em minha vida. Mas depois de dar uma pausa no BTS por quase um ano e me propror a ouvir com coração aberto deu para perceber como eles amadureceram, é até engraçado pois faz com que ao retornar ouvir wings a experiência seja outra. E ler essa resenha detalhada desse álbum que é uma recapitulação desse novo momento do BTS me fez ser mais atenta a alguns ponto que eu não tinha notado como o house no solo de Jimim, enfim, obrigada por enriquecer minha experiência.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Fico muito feliz que meu texto tenha enriquecido sua experiência xD!!! Eu fui escutar este álbum nesta mesma ideia de coração aberto pra ver no que ia sair (até porque eu escutava só os singles do BTS antes)… Quando a gente se propõe a mergulhar e conhecer melhor um projeto, acabamos realmente percebendo coisas que não víamos antes ^^

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