[Album Review] Yuri – The First Scene (ou Uma das integrantes mais avulsas do Girls’ Generation debutou solo provando que os ignorados sempre podem ser exaltados!!!!)

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Depois do sucesso de Lil’ Touch, a SM resolveu aproveitar o timming e debutar solo Yuri, uma das integrantes mais esquecidas e avulsas do Girls’ Generation (eu mesmo só aprendi a diferenciar ela da YoonA este ano, sendo que sou fã do grupo desde 2011 @_@’). Se tudo parecia avulso demais pra dar certo, as imagens teaser lindas e classudas acabaram me deixando no hype pra ver o que sairia disso tudo… Será que as ignoradas seriam finalmente exaltadas??

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Tracklist:

  1. Into You
  2. Illusion
  3. C’est La Vie (That’s LIFE!)
  4. Butterfly
  5. Chapter 2
  6. Ending Credit (To be continued)

Na verdade, eu planejava fazer este post só hoje a noite pra postar amanhã de manhã, mas não consegui terminar a album review de um álbum de faforas trash japonês a tempo de postar ontem, por motivos de: (1) ajudar minha irmãzinha na lição dela de matemática porque alguns professores são uns incompetentes, e (2) terminar o desenho do dia 3 do inktober pra postar antes do dia acabar (saiba mais sobre este projeto e veja os desenhos que estou postando no twitter clicando aqui!!! ^^). Neste contexto, para o blog não ficar as moscas durante boa parte desta semana, resolvi aproveitar um pouco o horário do meu almoço e já fazer e postar o album review do debut da Yuri (as faforas trash japonesas ficam pra semana que vem @.@’), espero que gostem ^^

O single, Into You, começa o álbum com um latin pop contido e surpreende por se inspirar em outros gêneros latinos além do reaggaeton. Eu não tenho ainda o conhecimento pra dizer quais seriam, mas acho que segue na linha do vallenato (como La Bicicleta da Shakira). O instrumental traz algumas surpresas, misturando a batida principal um xilofone/flauta peruana que dá um ar mais aesthetic pra música e a diferencia do latin pop que estamos mais acostumados e desacelerando o tempo da música antes de todo refrão, não deixando as repetições do refrão cansativas. O clipe é o padrão da SM, com a coreografia e alguns takes de rosto/corpo lindos que valorizam a beleza da Yuri e mantém a aura mais contida e delicada do single. A coreografia, por sua vez, tem seus sexy moves (como era de se esperar depois dos teasers), mas de uma forma bem mais classuda e delicada. O que incrível considerando a letra meio que explícita e sensual, onde Yuri diz “a única coisa que quero é você se absorver em mim e se espalhar em mim” O.O (apenas torcendo para os music banks não censurarem isso aí). Quanto ao vocal, Yuri sempre teve uma parte mínima nos lançamentos do Girls Generation, então não era de se esperar que tivéssemos vários melismas ou gritinhos. Na verdade, não há qualquer alongamento de sílabas na música, o que a deixa com um caráter ainda mais contido e classudo. Se GaIn tivesse um comeback com latin pop, provavelmente iria neste mesmo estilo (mas, provavelmente, com uns sexy moves um pouco mais chocantes pra família tradicional coreana).

Illusion mantém o clima contido num minimal pop suspirado e inebriante. Apesar de ter características de R&B, a música vai desacelerando e acelerando seu ritmo conforme adiciona e retira elementos do instrumental, criando uma ótima textura em três camadas diferentes: (1) a voz delicada e esfumaça da Yuri, (2) os estalares de dedos e (3) os sintetizadores. Pra não dizer que é tudo contido e delicado, temos um breakdown onde os sintetizadores tomam conta e criam um contexto para um refrão final com mais elementos como teclas de piano e uma batida mais própria do R&B. A letra continua no limite entre o sexy explícito e o sugerido, com Yuri descrevendo um sonho sexy selvagem (com direito a gemidos no refrão), lamentando que, ao acordar, ela na verdade está sozinha.

Em C’est La Vie (That’s LIFE!), Yuri desperta sua Uhm Jung Hwa/Sunmi interior e traz um synthpop new wave reflexivo, descrevendo como a vida é complexa em seus altos e baixos (“conforme você percorre o labirinto, a vida continua”), mas que a companhia de alguém (seja romântica ou não) traz momentos que valem a pena viver . Além da letra, pra aumentar o impact melancólico e hipster, temos um título em francês e uma explosão no refrão de voguing ao som de future bass. A faixa é frenética sem perder o tom contido do single, permitindo a Yuri uns gritinhos mais espevitados e girly no refrão. Eu apenas espero que esta seja a faixa que ela apresente em Music Banks, porque isto merece muito uma coreografia que seja meio sexy e meio estranha…

Depois de se inspirar em GaIn, Uhm Jung Hwa e Sunmi, Yuri agora traz um pouco de IU realness com Butterfly, um número de bossa-nova que parece demo de Modern Times (que, inclusive, tem muito mais pulso e é bem mais memorável que One Afternoon, a faixa de bossa-nova do Girls’ Generation). A faixa acalma um pouco o clima do álbum, com Yuri se definindo como uma criança estranha no meio da multidão por estar apaixonada (“como uma criança com um intervalo secreto, eu me sinto estranha e estranha”). Aqui temos melismas vocais propriamente ditos, mas ainda no clima mais agudo e esfumaçado que vimos nas músicas anteriores. No fim, a música é bem estruturada, agradável e tão curtinha que tem um replay factor gigantesco @.@’

Chapter 2 é a baladinha padrão do álbum, com o típico instrumental orquestral e a letra romântica meio blasé (apesar de manter as figuras de linguagem com sonhos e com o clima que estão nas letras de todas as outras faixas anteriores). Sozinha, é um picolé de xuxu que vai agradar os fãs de baladinha e desagradar os que detestam baladinhas. Na tracklist, ela foi extremamente bem posicionada, ficando entre números bossa-nova e pop acústico, o que deu um certo destaque a sua sonoridade padrão e não a deixa tão avulsa e esquecível como a grande maioria das baladinhas por aí…

Ending Credit (To be continued) tem o título conceitual perfeito para finalizar a tracklist (não sei se Yuri pegou a ideia de Uhm Jung Hwa ou não, mas a referência foi legal), já dando um gostinho de quero mais antes mesmo de começar a tocar. Como eu disse no parágrafo anterior, temos um pop acústico com toques de R&B, no mesmo estilo que sempre figura nos lançamentos da Taeyeon. A evidência das notas do violão diferenciam a faixa de tudo na tracklist e a ligam a sonoridade de bossa-nova de Butterfly, dando, realmente, a sensação de estar vendo os créditos finais do EP enquanto ouvimos a música, só pra, no final, aparecer um TO BE CONTINUED, como nos episódios do Pokémon…

conclusc3b5es-wphtfThe First Scene é uma baita de uma surpresa. Não apenas teve um single e um photoshoot marcante como manteve uma tracklist coesa, faixas diferenciadas entre si e referenciou trabalhos de outras solistas sem parecer uma imitação propriamente dita. Se gostarei muito ou pouco, só o tempo dirá, mas, com certeza, é um dos álbuns mais memoráveis e bem construídos do k-pop de 2018, sem contar que chega tranquilamente no nível de qualidade (que eu já tinha considerado como inalcançável para uma solista provinda do Girls’ Generation) de I Just Wanna Dance, da Tiffany, e Why, da Taeyeon.

Agora é esperar pra ver se Sunny, DJ HYO ou YoonA  manterão este nível em seus futuros EPs (na verdade, eu acho que, sinceramente, nenhuma delas chegará a lançar um EP solo, mas depois das mil e uma surpresas da Yuri, não duvido mais de nada… @.@’)


Confira mais posts sobre Girls’ Generation e suas integrantes clicando aqui!!!!

8 comentários em “[Album Review] Yuri – The First Scene (ou Uma das integrantes mais avulsas do Girls’ Generation debutou solo provando que os ignorados sempre podem ser exaltados!!!!)

  1. espero que obtenha certo sucesso e a sm faça mais comebacks pra ela (é bem difícil aguentar só a taeyeon lançando solos das snsd)
    por fim, yuri rainha conceitual do maior gg da história!!!

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  2. Assim como você, só fui diferenciar a Yuri da Yoona agora quando elas lançaram Lil’ Touch HAHAHAHAHHA, mas eu gostei DEMAIS do mini e da música, além das fotos terem ficado lindíssimas. Ela é bem carismática e achei bem diferente ela ter ido solo. Tinha apostado talvez na Sunny pra um debut agora ou mais um comeback da Taeyeon/Hyo.

    Ainda acho a Taeyeon a melhor solista que saiu do GG (talvez um pouco de bianismo talvez), mas nenhuma fez feio. Gostei mais do debut da Yuri do que da Seohyun, mesmo que a segunda tenha uma voz mais trabalhada e mais destacada também.

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    1. Eu só comecei a diferenciar a Yuri da YoonA porque minha irmãzinha começou a gostar de Girls’ Generation e teve como bias a YoonA… Aí depois de tanta foto e até ver dorama estrelado pela mulher, a diferença acabou ficando mais nítida kkkk

      Eu confesso pra você que o álbum da Seohyun é o que eu menos gosto das Solistas Generation, acho ele meio básico demais em comparação aos outros. Eu curto muito a inovação de Taeyeon a cada comeback (e como ela sempre é meio hipster) e achava que a única que tinha calibre pra fazer isto e ainda estava lançando coisa no k-pop este ano era Hyoyeon (fico chocado de ela ainda não ter um EP solo), agora, com a Yuri, só espero que ela apenas vá refinando seu estilo e descobrindo novas formas de expressar-se a cada comeback, porque o nível de qualidade já tá ótimo xD

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  3. Deixei de preguiça e passado o enem e os outros lançamentos tive tempo pra Yuri 😅
    Por mais que não tenha caído de amores pela title, gostei da coreografia e da presença dela na faixa e achei o álbum bem surpreendente, a voz da Yuri é boa e se diferencia das outras solistas, nem grita e nem fica gemendo muito nas faixas e é uma baita surpresa boa.
    A muita preferida foi a que tem título francês porque amo músicas dessas vibe, mas as outras não ficam pra trás. As fotos estão lindas e amaria ver mais álbuns futuros, a sm dava pra lançar ela, ela poderia fazer uns pop dance ou coisas na vibe latina, mas não sei porque sinto que é apenas mimos e não veremos mais nada tão cedo 😕

    PS. Sério que tu só conseguiu distinguir ela da Yoona agora?? Eu confundia lá em 2010 e no começo de 2011, mas daí ela era a única que tinha as pernas mais saudáveis e que não era uma vela, se bem que ela tá bem mais magra e um pouco mais clarinha

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    1. O projeto foi tão bem estruturado que é até estranho kkkk Não sei se este é o começo de uma super carreira como solista, mas, do jeito que a SM tá colocando todo mundo pra trabalhar (o Key lançar um full album solo foi uma baita de uma surpresa pra mim), é bem capaz de já termos comeback no semestre que vem da Yuri @.@’

      PS: Siiiim… É até engraçado porque eu era muito SONE há uns tempos atrás e mesmo tietando muito o grupo, elas eram idênticas pra mim… Agora, olhando em retrospecto, vejo como tem uns clipes que ela tá bem mais morena e identificável (como Genie) e e outros que fizeram copia e cola no tom de pele da YoonA e colocaram nela (como Run Devil Run)

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