[Review/Fanfic] BTS (feat. Halsey) – Boy with Luv

(ou Conheça a mais nova fanfic do Aquário Hipster e concorra ao mais novo álbum do BTS!!!)

Depois de semanas de esperas e teorias (envolvendo, inclusive, Carl Jung!!), os meninos do BTS voltaram ao cenário musical em uma nova fase, a primeira estruturada depois da explosão de popularidade do grupo ter ultrapassado a barreira das fangirls e fanboys de boybands e/ou animes de harem inverso/yaoi e calcando seu caminho ao mainstream norte-americano.

Neste sentido, tivemos a participação de várias personalidades norte-americanas na produção das faixas, além de um clima mais descontraído e acolhedor a novos ouvintes, algo que já se percebia no final da era de Love Yourself. Com o sucesso da Album Review do Aquário Hipster que analisa toda esta última era do grupo, junto de uma fanfic (que está no top10 de posts mais vistos do blog), resolvi, assim como na Saga do Loonaverso, a análise do álbum e a fanfic serão dividas em sete posts/capítulos, de periodicidade semanal (um para cada música nova do álbum), dando mais espaço para desenvolver as tramas e teorias dos personagens (na fanfic de Love Yourself, o espaço ficou bem enxuto @.@’).

E, claro, considerando todo o início de uma nova era, a boa receptividade do post de Love Yourself (e a possibilidade financeira kk) o Aquário Hipster vai sortear um álbum de Map of Soul: Persona!!! As regras do sorteio se encontram no final do post, após o primeiro capítulo da fanfic e a análise do single, Boy with Luv 😉

Cronograma de Capítulos/Reviews de Map of Soul: Persona:
(Capítulos/Reviews novas toda sexta e domingo!!!)
  • Capítulo I – Boy with Luv (Você está aqui!)
  • Capítulo II – Mikrokosmos
  • Capítulo III – Faça Certo!/Make It Right (19.04)
  • Capítulo IV – Home (21.04)
  • Capítulo V – Jamais Vu (26.04)
  • Capítulo VI – Dionysus (28.04)
  • Capítulo Final – Persona (03.05 – Com o resultado do sorteio e a análise final do álbum como um todo!!!)
O Aquário Hipster estreou no Wattpad e no Spirit Fanfics com esta fanfic!!! Caso prefira, companhe por lá 😉

CAPÍTULO I
Boy with Luv

Existe um segredo na sociedade que envolve o desenvolvimento da âmago do ser humano. Afinal, o que é humano? Qual sua motivação secreta?Qual seu caráter definidor que o transforma no ser confuso e paradoxo conhecido como humano?

Em meio a uma mistura de convulsões históricas e linguísticas os seres humanos são atentados ao fingimento e à mentira, à ilusão diótica da perfeição e do ideal.

Kim Namjoon não poderia reclamar deste aspecto social, uma vez que sua rotina era moldada pelo disfarce. Fitando o céu pensativo, era como se todos os defeitos da humanidade  derretessem quilometros abaixo de seus pés, conforme o vento úmido das montanhas praianas afastava os males da humanidade e seu teatro de ilusões. Cada pedra irregular que segurava e cada passada que dava deixavam cada mais distance as toxinas sociológicas da possibilidade humana.

Ou, pelo menos, era isto que aparentava-lhe a face contraposta à parede encarapitada da montanha. 

Por detrás desta fachada, porém, a mente de Namjoon ressoava pelo mundo. A cada acorde, seu caminho se tornava cada vez mais tortuoso, na tentativa inútil de tentar escapar de um instante congelado na história. Um momento único que se refletia em um mundo há poucas horas de distância, na noite de sábado em que Namjoon finalmente havia aceitado o convite de Jungkook para uma festa universitária.

Aquele era um cenário diverso de tudo que já havia visto: das batalhas de rap, dos encontros com seus concorrentes, até mesmo das festas que já havia ido com outras pessoas. Era um ambiente etéreo, soturno, incompreensível e ameaçador. Uma dimensão paralela com cores demais para o olhar de Namjoon absorver.

Jungkook vinha animado, arrastando o pesado e relutante corpo de Namjoon para o centro daquela confusão. Não o conhecia antes de ele começar a faculdade de artes plásticas, mas sabia que o ambiente artístico o havia transformado. Não apenas pelas tatuagens que se multiplicavam em seu braço esquerdo, mas, também, pela forma acolhedora com o qual ele fitava toda aquela imensidão de cores. Algo que, para o universo de Namjoon, parecia ser, no mínimo, alienígena.

O mais irônico, porém, era que, naquele momento, agarrando-se àquela montanha, o corpo de Namjoon parecia ser mais leve que o próprio ar.

Respirou fundo. Tinha de se concentrar.

No céu nublado, os outros alienígenas da festa revoavem sob a mente de Namjoon, dois em particular. Jungkook, claro, pela própria convivência que tinham dividindo o mesmo apartamento. E o outro… Como era o nome dele mesmo?

Um rosto alheio, uma expressão sonhadora, lábios carnudos, olhos semicerrados encarando o vazio… Não se lembrava do nome! Deveria se lembrar? De fato, havia vários fatos daquela noite que haviam se enevoado em sua mente…

Eis que, com os pensamentos a flutuar, Namjoon esticou sua mão despreocupadamente entre uma rocha e outra, pendurando-se, sem o devido cuidado, em uma frágil lasca que desprendeu-se da montanha com o seu peso. Em uma sucessão eufórica de acontecimentos, seu corpo começou, furiosamente, a pender para baixo, com a sola de seus pés seguindo o movimento da palma de sua não, deslizando pela superfície montanhosa. Ainda nas nuvens, foi apenas quando seu corpo começou a se afastar da montanha que percebeu que estava caindo.

“CORTA!”, a diretora gritou, estressada, se utilizando de um megafone metálico e gigantesco.

Namjoon iniciou sua queda bruscamente, mas, por sorte, seu corpo se desprendeu o suficiente da montanha para cair no grande colchão que ar que se postava cinquenta metros abaixo. O impacto fez o colchão inflar e se contrair, como se estivesse suspirando de alívio.

“Já é a quinta vez”, a diretora dizia, empunhando o megafone como uma arma de fogo, “Já é a QUINTA VEZ que tentamos gravar uma rápida e SIMPLES cena de escalada! MAIS UMA VEZ, faltava menos de dez metros para chegar o ponto da cena!”, seus olhos flamejavam, “E ainda temos menos de DUAS HORAS de luz do sol! Não podemos gravar à noite!”, a diretora bufou, som que ressoou no megafone como uma ameaça de deslizamento.

“EUNHAA!!”

“Sim, diretora Halsey!”, a menina logo respondeu, correndo em direção a sua chefe com uma prancheta lilás agarrada ao peito. Seus curtos cabelos pareciam ser o único elemento estático em meio a cena caótica do set de filmagem.

“Dá um jeito nele, pelo amor de deus!”, ela ordenava, esfregando as têmporas com violência, “Temos de gravar a cena hoje, antes que o ator principal retorne amanhã!”

“Pode deixar!”, ela respondeu, eficiente, contendo toda a raiva que sentia dentro de si naquele momento. 

A passos curtos, Eunha corria em direção ao colchão, agitando, sem qualquer receio, os andaimes instalados pela produção com as pisadas de seu tênis. A diretora Halsey estava furiosa! Não que isto fosse uma novidade, mas, pelo andar da carruagem, RM tinha de tomar cuidado pra não ter o trabalho ameaçado!

Faltava tão pouco para o fim das filmagens! Seria uma dó ele não receber o cachê de dublê depois de todas as cenas insanas que a diretora Halsey o havia obrigado a filmar. Já tiveram uma perseguição em corredeiras, corridas sob carros em movimento, equilibro em um fio elétrico de alta voltagem… Sorte que a produtora executiva a convenceu de desistir do mergulho no rio de piranhas!

Não entendia muito bem o que se passava na mente da diretora Halsey. Mesmo aquele estágio era uma oportunidade dos céus, afinal, ela era a mais premiada e bem paga do mercado cinematográfico mainstream, Eunha não conseguia gostar de nada que a mulher dirigisse. As premissas pareciam boas, mas, no final, não parece nem um pouco diferente dos trabalhos das outras diretoras da moda, como Anne Marie e Selena Gomez…

Suspirou. Seu currículo, pelo menos, estava pintado de ouro com a experiência que ela estava adquirindo naquele estágio, que, inclusive, tinha uma lista de tarefas tão variada que seria impossível de descrever em uma única página. Naquele momento, estava para atuar quase enquanto uma advogada de defesa do dublê principal.

“RM!”, gritou de forma aguda, assim que chegou no colchão.

Namjoon estava descendo, ainda com a mente enevoada pelo ar excitante daquela noite de sábado. Uma parte de si queria, e muito, arrepender-se de ter acompanhado Jungkook naquela noite. Esta mesma parte, porém, paradoxalmente mal esperava para uma nova festa da faculdade de Jungkook.

“RM!”, Eunha gritou, tentando soar mais aguda e irritante.

Pegou uma toalha

Foi até a pequena tenda que haviam montado próximo a cena. Estava completamente suado! Pegou uma toalha de rosto, tentando afastar os pensamentos pretéritos. A diretora estava perdendo a paciência. Tinha de terminar a escala com  perfeição. Tinha de se concentrar, tinha de se concentrar!

“R”, Eunha gritava, erguendo sua prancheta e acertando em cheio na cabeça do dublê, “M!”.

“AI!”, ele gritou, inconscientemente, “Eunha!”, disse em tom de reprimenda, “Não precisava me bater! Por que não me chamou?!”

Eunha respirou fundo. Era ótima em conter sua raiva. Praticamente uma expert no teatro das ilusões.

“Você. Tem. De. Terminar. A. Cena!”, ela disse, pausadamente, apontando o dedo indicador tão incisivamente, que qualquer um que visse acharia que ela poderia arranhar-lhe o rosto. “Não vai perder uma oportunidade como esta, não é mesmo?!”, ela completou, condescendente. De todos os dublês com quem lidava naquela produção, Namjoon claramente era de quem mais gostava.

“Deixa este incompetente pra lá, Eunhinha…”, desdenhou uma voz masculina, que estava pegando algumas frutas dispostas no meio da tenda, “Logo, logo este aura de bad boy tranquilão cai por terra e a diretora vai ver o inútil que ele é…”

J-Hope… Odiava aquele ser. Por que era exatamente aquilo que Eunha o considerava. Um ser. Alheio a qualquer trato social. Por sorte, não conseguira a posição de dublê principal… Se fosse o caso, isto sim seria um teste para sua paciência.

“Você não tem mais o que fazer?”, Namjoon retrucou, tranquilamente, “Acho que tão precisando de um cidadão quarenta e sete correndo e gritando ali no pé do monte”.

Eunha conteve o riso.

“Você pode falar o que quiser, RM…”, J-Hope dizia, aproximando-se dos dois, “Eu sei que esta sua pose de bonzão é tudo fachada!”, para Nanjoom, que já estava acostumado a lidar com as ameaças vazias das batalhas de rap, aquilo não significa nada.

“Suas ameaças estão ficando cada vez piores…”, respondeu, virando-se novamente para Eunha e dando o assunto por encerrado.

“Essa foi ótima, RM!”, Eunha exclamou, sem se importar se J-Hope já havia saído do recinto.

Namjoon sorriu timidamente. Não combinava muito com seu papel de “badboy tranquilão”, como J-Hope havia dito, mas, naquele dia em especial e com aquelas memórias rondando sua mente, achava que isto não teria importância.

“Sabe”, a estagiária disse, de forma analítica, “apesar das trabalhadas na escalada, você parece muito mais tranquilo que o costume hoje”, e depois sorriu, como se procurasse retribuir o caráter singelo da expressão de Namjoon.

Ele não acreditava que tranquilo fosse a palavra certa. Mesmo ali, com os pés fixos no chão, ainda se sentia nas alturas da montanha, flutuando por entre o espaço. E aquele sentimento único lhe dava força. Uma força incomum que poderia até mesmo encorajar a quebra de seu personagem no teatro de ilusões.

“Mas agora vamos tentar gravar a cena!”, ela exclamou, virando-se para os andaimes, “Discutir com o J-Hope deve ter renovado suas energias!”, suspirando em alívio ao perceber que o incômodo já havia partido para o lugar de onde nunca ter saído, completou: “Eu sei que, pelo menos, as minhas renovaram!”

Rindo, Namjoon seguiu Eunha, ainda com aquela força vibrando por entre sua mente e seu corpo. Mal sabia ele que aquela sensação de encorajamento seria posta em teste com a foto que J-Hope enviaria a todos do set de filmagem no final daquela tarde…

Boy with Luv é algo que eu, simplesmente, não esperava do BTS, ainda mais neste momento da carreira do grupo. Temos, aqui, o single com mais cara de k-pop que os meninos já desovaram, com um clima essencialmente descontraído, takes totalmente em estúdio, trocas de cenário, no mínimo, questionáveis e um certo abuso no fator aegyo da expressividade corporal dos membros. E, até onde eu percebi, nenhuma grande teoria por trás (tudo bem, eu sei que deve ter alguma, mas está bem obscura que o costume).

A melodia é um synthpop de transição dos anos oitenta para os noventa, misturando o funky do baixo com sintetizadores de house. Entrando entre os singles percursores da moda oitentista que, lentamente, está assolando o mercado musical internacional. É perceptível que deram um destaque maior para a vocal line do grupo, porque, apesar da existência dos breaks de rap específicos de Taehyung, J-Hope e RM, Jimin, Jungkook e Jin tiveram uma presença bem maior no clipe, o que combinou com o estilo musical escolhido, principalmente por conta dos harmônicos leves e gritinhos processados no refrão e no pré-refrão.

A Halsey, por sua vez (o que acharam da participação dela na fanfic??), teve uma parte mínima kkkk Isto era algo que eu já esperava, mas não achei um fator necessariamente ruim ou decepcionante, até porque não gosto muito dela (acho ela prepotente demais pra lançar músicas que nem chegam a ser hipsters ou diferentonas) e achei interessante ela ter, de fato, dançado a coreografia junto dos meninos. Como vimos com a Grimes e a própria Nicki Minaj, a participação de atos americanos em singles de k-pop costuma parecer completamente destoante, já que a celebridade convidada mal parece ter interação com o grupo.

Por fim, a coreografia foi descompromissada e acessível, não tendo aquele caráter de passos mega ultra difíceis que boybands costumam ter (até a Halsey conseguiu dançar kkkk) e fazendo uma referência ao icônico e inquebrável Girls Generation com a cena do chute ❤

Ou seja, como resultado final, tivemos um single redondinho, simples, good vibes, que não mostrou um caráter nem muito pedante nem muito mainstream. Parabéns aos garotos!!!

REGRAS e informações sobre O SORTEIO DE MAP OF SOUL: PERSONA!!!

Seguindo a onda aquariana de querer juntar um monte de coisa, da pra participar do sorteio seguindo o Aquário Hipster no Twitter ou no Instagram:

  • Caso seja no Twitter: curtir e compartilhar pelo menos um dos sete tweets com os posts de Review/Fanfic de Map Of Soul: Persona
  • Caso seja no Instagram: curtir e marcar dois amigos em pelo menos uma das sete publicações com os posts de Review/Fanfic de Map Of Soul: Persona

E ainda, não perdendo a onda astrológica do blog, se quiser aumentar suas chances de ganhar (ter seu nome duas vezes no sorteio), é só seguir o Aquário Hipster aqui no WordPress e comentar qual o signo que você mais odeia neste post 😉

O sorteio só vale para o território brasileiro e a versão do álbum sorteado é a 4, acompanhando um pôster xD

Por fim, o resultado sai no dia 03 de Maio, no post do último capítulo da fanfic (que também terá a resenha final do álbum como um todo)!!!

E este foi o primeiro capítulo/review de Map Of Soul: Persona!!! O que acharam de Boy with Luv e da participação da Halsey?? Ficaram surpresos com a participação de Eunha na fanfic?? E este papel sacana do J-Hope?? Quem será o garoto que não sai da mente de RM??

Muito obrigado a todo mundo que leu até aqui e boa sorte pra quem vai participar do sorteio!!! o/

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