[Review/Fanfic] BTS – Mikrokosmos

(ou J-Hope cumpre a ameaça que fez a Namjoon!!!)

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E chegamos ao segundo capítulo/review de Mal Of Soul: Persona, com o desenvolvimento da estória envolvendo um Namjoon levemente aéreo e um J-Hope sacana como dublês de ação, com a inusitada participação especial de Eunha do GFriend (já que ela era trainee da Big Hit junto da SinB). Ao final do post, continuamos a Album Review do EP, com a resenha de Mikrokosmos, e, para quem ainda não participou, as regras para participar do sorteio que o Aquário Hipster está fazendo do álbum!!

Para quem está chegando agora no Aquário Hipster e nesta série de posts, segue uma pequena introdução ^^:

Com o sucesso da Album Review do Aquário Hipster que analisa toda a última era do grupo, junto de uma fanfic (que está no top10 de posts mais vistos do blog), resolvi, assim como na Saga do Loonaverso, a análise do álbum e a fanfic serão dividas em sete posts/capítulos, de periodicidade semanal (um para cada música nova do álbum), dando mais espaço para desenvolver as tramas e teorias dos personagens (na fanfic de Love Yourself, o espaço ficou bem enxuto @.@’).

E, claro, considerando todo o início de uma nova era, a boa receptividade do post de Love Yourself (e a possibilidade financeira kk) o Aquário Hipster vai sortear um álbum de Map of Soul: Persona!!!

Cronograma de Capítulos/Reviews de Map of Soul: Persona:
(Capítulos/Reviews novas toda sexta e domingo!!!)
  • Capítulo I – Boy with Luv
  • Capítulo II – Mikrokosmos (Você está aqui!)
  • Capítulo III – Faça Certo!/Make It Right (19.04)
  • Capítulo IV – Home (21.04)
  • Capítulo V – Jamais Vu (26.04)
  • Capítulo VI – Dionysus (28.04)
  • Capítulo Final – Persona (03.05 – Com o resultado do sorteio e a análise final do álbum como um todo!!!)
O Aquário Hipster estreou no Wattpad e no Spirit Fanfics com esta fanfic!!! Caso prefira, acompanhe por lá 😉

CAPÍTULO II
Mikrokosmos

Em um mundo conectado e globalizado, as interações sociais são permeadas pela liquidez. Característica evidente, pois a imagem social de qualquer ser humano perante seus semelhantes é mutável e disforme. 

Preencha uma jarra com água e observe como o líquido assumirá a forma do recipiente, assim como ocorre com os padrões sociais.

Isto não chega algo inédito em meio às interações humanas. Porém, atualmente, a queda da água no recipiente ocorre de maneira tão violenta e veloz que um mero piscar de olhos pode ser considerado uma eternidade.

Eunha fitava a tela de seu celular apreensiva, não apenas pelo fato do irritante J-Hope conseguir o seu número e lhe ter enviado uma mensagem, apesar de isto, por si só, já ser motivo desencadeador de preocupação e raiva. Naquele contexto, o conteúdo da foto era mais importante e impactante.

De fato, as ameaças de J-Hope haviam piorado.

Não tinha certeza do que fazer, até porque duvidasse que RM receberia aquela mensagem. Conhecia todos na produção o suficiente para compreender que ninguém teria a coragem ou a preocupação de falar com ele… Talvez Moonbyul faria, mas, apesar de participar do time de dublês do filme, duvidava que J-Hope a avisaria, tendo em vista sua proximidade com RM.

Poderia não ter recebido a mensagem também, afinal, também era levemente próxima ao dublê, mas, tinha certeza, aquela era uma forma do detestável J-Hope ameaçá-la. A fazer perder minutos preciosos de seu dia pensando na dúvida de enviar ou não a foto para RM. De avisá-lo de como o próximo dia para ele poderia ser difícil no set de filmagens.

Suspirou. Iria ter de encontrar um jeito. Querendo ou não, avisar RM fazia parte de seu trabalho para manter a equipe de filmagem em sintonia e jamais seria ineficiente naquele estágio de ouro!

Fitando a tela do celular, passou a rodar sua lista de contatos, na esperança de encontrar uma forma de avisar RM sem parecer que compactuava com J-Hope ou fazia mal julgo dele pelo que via na foto… Eis que, próximo a letra J, um lampejo brilhou em sua mente. Não iria ser muito agradável conversar com Jungkook, mas, pelo menos, eles tinham proximidade o suficiente para ela lhe confessar o que ocorria sem ser mal entendida.

Além disso, pelo que SinB havia lhe contado, ele dividia um apartamento com RM, então poderia avisá-lo… Não era uma medida completamente eficiente, mas, pelo menos, era o melhor que Eunha poderia fazer antes que a noite se tornasse mais profunda e sonolenta…

Namjoon, por sua vez, chegando no pequeno apartamento que considerava uma república estudantil em miniatura, permanecia com a mente nos céus. Desta vez, para harmonizar com a noite, a maciez das nuvens fora trocada pelo brilho das estrelas. O rosto alheio da festa de sábado ainda permanecia em seus pensamentos, como um brilho único e rebelde.

E, por sorte, este brilho não havia o impedido de concluir a cena da escalada, para a felicidade da diretora Halsey.

O brilho daquele garoto misterioso levou Namjoon ao apartamento mais rápido e leve do que se esperaria depois de um dia inteiro escalando e caindo e uma montanha. Antes mesmo de dar qualquer sinal de que havia chegado, Jungkook abriu a porta, eufórico, com um olhar preocupado e um semblante arfante que não combinava em nada com sua aparência. As tatuagens em seu braço esquerdo se mexiam em profusão, como se estivessem vivas.

“Namjoon!”, ele gritou, “Que bom que você chegou!”

Por entre o pequeno corredor, Jungkook puxou Namjoon pelo braço direito sem nem mesmo se preocupar em fechar a porta. Juntos, eles percorreram o caminho até o quarto do dublê, o mais próximo a entrada, no qual Jungkook o empurrou contra a cama. Ele estava tão energético que Namjoon começou a se perguntar se o amigo não havia fumado ou bebido algo forte em plena noite de segunda.

“Sabe a Eunha?”, Jungkook começou, tirando o celular do bolso.

“Sei, sei…”, o outro respondeu, confuso.

“Ela me ligou agora pouco…”, Namjoon abriu um leve sorriso. Será que, finalmente, Eunha havia dado uma chance para seu amigo?, “…e, bem, a coisa tá feia”

Interrogativo, Namjoon apenas fitou Jungkook, esperando pelo resto da explicação. Será que havia acontecido alguma coisa a Eunha conforme ela voltava para casa? Ou talvez ela caiu dos andaimes de filmagens?! Mas, porque ela ligaria para Jungkook? Não, não, não fazia sentido… Por mais que a amiga dela fosse colega de sala do Jungkook, e ele já tenha se declarado pra ela, nunca que ela ligaria justo para ele numa emergência…

“Ela me disse”, Jungkook continuou, receoso, “que aquele tal de J-Hope mandou uma foto sua de sábado a noite para boa parte da equipe de produção do filme…”

“Foto…?”

Jungkook não teve tempo para pensar muito em como contaria tudo antes da chegada de Namjoon. Mal terminara a ligação com Eunha e já havia escutado os passos do amigo na escada. Respirou fundo. Como isto era algo que não estava acostumado a fazer, teve a impressão de que estava prestes a engasgar. Tirou o celular o bolso. Estava tão corrido e afobado que o mesmo parecia escapar-lhe das mãos como se coberto de manteiga.

Conseguindo não derrubá-lo, Jungkook abriu a foto enviada por Eunha e estendeu o celular na direção de Namjoon, temendo que sua expressão tranquilizada não fosse durar mais muito tempo.

“Hã?!”, exclamou o dublê assim que pôs os olhos na foto.

Estava ali o garoto que não saia de sua mente desde a noite de sábado. Os lábios carnudos, o rosto alheio e a expressão sonhadora. Os olhos, porém, se encontravam totalmente fechados, claramente inebriados conforme ambos os braços dele se enroscavam no corpo de outra pessoa. Seus rostos estavam extremamente próximos e suas bocas se conectavam, ligadas por um beijo íntimo e reluzente ante a luz negra da festa.

Esta pessoa, era Namjoon.

“O que é isso?!”, ele exclamou, tentando processar o que acabara de ver.

“Como assim?!”, Jungkook retrucou, surpreso com a reação confusa do amigo, “É uma foto de você pegando aquele menino que conhecemos na festa”, pela expressão de Namjoon, um receio que não imaginava passou a rondar sua mente, “Não vai me dizer que não se lembra… Você nem bebeu tanto…”

Não, Namjoon não se lembrava. Iria se lembrar de algo assim, tinha certeza. O rosto do garoto não saía de sua mente, é fato, mas não imaginava que o fosse por uma razão romântica. Sentia uma motivação suspeita e inusitada em seu âmago. Será que era por conta disto? Será que a figura daquele garoto havia se afixado tanto em sua mente bêbada que agora estava apaixonado sem nem se dar conta?

“É, não lembrava…”, ele respondeu, envergonhado. Imaginava que algo assim, pela vivência e pelo próprio trabalho de Jungkook como barman, devia ser algo, no mínimo, de iniciantes…

Jungkook suspirou. A situação acabara de ficar um pouco mais complexa.

“Enfim”, ele começou, um pouco menos tenso e eufórico agora que o amigo já havia visto a foto, “pelo que a Eunha me disse, todo mundo no set de filmagem viu esta foto”, os olhos de Namjoon se arregalaram em espanto. Maldito J-Hope! Maldito garoto!

“Mas…”, como poderia se explicar? Nunca havia beijado nenhum garoto antes… Mal imaginava que tinha esta predisposição… E, agora, todos em seu trabalho detinham desta informação… Qual será que fora a reação da Eunha ao ver a foto? Meu deus! E o que a diretora Halsey vai pensar?!

Jungkook fitava o amigo conforme suas expressões se transformavam. Mal poderia imaginar o turbilhão de pensamentos que povoavam sua mente. A noite estrelada fora substituída por uma tempestade sombria, onde nem a luz da Lua reluzia ante a escuridão.

Naquele mesmo instante, o silencia sepulcral que seguira o momento da revelação fora interrompido por um rangido agudo provindo das escadas. A escada daquele prédio velho realmente fazia um barulho dos infernos! Todos os moradores sabiam disto e procuravam conter suas passadas conforme subiam até seus apartamentos. Obviamente, quem subia não era um morador, pois pisava com tanta violência que todos que ouviam não imaginavam se aquele seria o prenunciado momento em que a madeira velha da escada iria ceder.

Jungkook sabia exatamente quem vinha. Taehyung era uma pessoa espalhafatosa e agressiva, movido pelo ímpeto de nunca se conter. Tinha dó das senhoras que morava m no primeiro andar, que já deviam estar tentando dormir àquela hora.

“JUNGKOOKIE!”, ele gritava, antes mesmo de terminar o lance de escadas. “VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR NO QUE O JIMIN FEZ DESTA FEZ!”

Mais uma vez, ele pensava, os dois haviam brigado. Não entendia o sentido de namorarem e morarem juntos se Taehyung reclamava dia sim dia não…

Virando-se seu olhar da porta escancarada do apartamento de volta para o semblante de Namjoon, que, claramente, não dera a mínima atenção para a futura chegada de Taehyung, Jungkook pensou, subitamente, que aquela não era um momento tão inoportuno. Em meio aquele contexto crítico, Taehyung teria muito mais propriedade para aconselhar seu amigo, por mais que não fossem tão próximos…

Nenhum dos três esperava, porém, que aquele singelo pensamento transformaria completamente a forma que a liquidez desencadeada pela foto de J-Hope assumiria perante todos os envolvidos. 

Vindo da palavra grega para microcosmo, Mikrokosmos traz um pouco de teoria e reflexões para o álbum após a sonoridade oitentista descompromissada de Boy with Luv. Mesmo sem uma letra particularmente inventiva ou inusitada ( eles comparam a sensação de paixão e romance com o brilho de uma estrela em meio a uma noite sombria, assim como o Namjoon na fanfic), a faixa consegue vender um caráter pseudo-conceitual por conta de seu título inusitado, que, felizmente, não é dito nenhuma vez pelos integrantes no refrão ou nos versos, deixando este simbolo de “universo pessoal” sutil e subentendido.

A melodia, por sua vez, segue a estrutura de baladinhas melodramáticas de synthpop dos anos oitenta, contando, inclusive, com sininhos etéreos e coros explosivos típicos de encerramento de filmes frenéticos sobre liberdade e violência desta década, mas, claro, com um pouco menos de exagero nas interpretações vocais dos integrantes, que ficou concentrada mais no último breakdown e no último refrão. Neste sentido, o que achei mais interessante foi o contraste que conseguiram fazer entre as vozes mais finas dos vocals e as mais graves dos rappers, o que ajudou na criação do contexto noturno e sombrio que a faixa se propõe.

Ou seja, Mikrokosmos funciona como um bom acompanhamento para o single, com sua sonoridades conversando entre si e criando um contraste entre o mais descompromissado e o mais conceitual, algo que costuma impedir que o álbum fique cansativo de se ouvir (se for muito conceitual) ou sem identidade própria (se for muito descompromissado).

REGRAS e informações sobre O SORTEIO DE MAP OF SOUL: PERSONA!!!

Seguindo a onda aquariana de querer juntar um monte de coisa, dá pra participar do sorteio seguindo o Aquário Hipster no Twitter ou no Instagram:

  • Caso seja no Twitter: curtir e compartilhar pelo menos um dos futuros sete tweets com os posts de Review/Fanfic de Map Of Soul: Persona
  • Caso seja no Instagram: curtir e marcar dois amigos em pelo menos uma das sete publicações com os posts de Review/Fanfic de Map Of Soul: Persona

E ainda, não perdendo a onda astrológica do blog, se quiser aumentar suas chances de ganhar (ter seu nome duas vezes no sorteio), é só seguir o Aquário Hipster aqui no WordPress e comentar qual o signo que você mais odeia no post que resenha Boy with Luv 😉

O sorteio só vale para o território brasileiro e a versão do álbum sorteado é a 4, acompanhando um pôster xD

Por fim, o resultado sai no dia 03 de Maio, no post do último capítulo da fanfic (que também terá a resenha final do álbum como um todo)!!!

E este foi o segundo capítulo/review de Map Of Soul: Persona!!! O que acharam de Mikrokosmos?? Preferem um lado mais conceitual ou um mais descompromissados?? Como será que as pessoas reagirão a foto do RM??

Muito obrigado a todo mundo que leu até aqui e boa sorte pra quem vai participar do sorteio!!! o/

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