[Review/Fanfic] LOONA – Butterfly

(ou A Saga do Loonaverso: Ato II, Capítulo Final)

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Depois de um mês fugindo dos spoilers e tentando ter inspiração/organizar a vida, continuamos aqui no blog a megalomaníaca Saga do Loonaverso!!! Apesar de ser uma boa ideia este sistema de postar um capítulo de fanfic por música da tracklist, na prática, acabou sendo algo muito difícil de sustentar, seja pela periodicidade dos lançamentos ou pelo espaço limitado que dá para desenvolvimento da fanfic em si. Neste sentido, o final desta segunda parte da Saga do Loonaverso marcará o final das fanfics postadas diretamente no blog, fechando um ciclo hipster refletindo o post que começou toda esta categoria…

Mas não se preocupem!! Isto não significa que não teremos mais fanfics!! A diferença é que, agora, elas serão postadas diretamente na minha conta do Spirit Fanfics e, se tivermos uma review de algum lançamento que as inspirou, os links para as fanfics darão as caras xD

(SOBRE O SORTEIO DO BTS: Como o correio acabou atrasando a entrega do meu pedido x.x’ vou prorrogar o prazo para participação do sorteio, que ocorrerá na sexta-feira, 24/05/2019. Neste sentido, os capítulos da fanfics de Persona: O Mapa da Alma serão publicados apenas no Spirit – quem curtiu é só acompanhar por lá ^^ – e teremos uma Album Review do EP em um único post ainda neste mês, antes do resultado do sorteio)

Sem mais delongas, vamos a conclusão desta mais nova etapa da restauração do loonaverso!! Será que Chuu será capaz de enfrentar a Ruiva??

Anteriormente em A Saga do Loonaverso… A caminho da Lua após o despertar de Yeojin, Go Yujin, a Ruiva, um ser enigmático avesso ao Loonaverso, disfarçou-se de Yeojin, substituindo-a. Vivi, Go Won, HaSeul, Yves, Olivia e a própria Yeojin desapareceram por conta das manipulações da Ruiva, sem deixarem quaisquer rastros. Quando tudo parecia perdido, o Círculo Bizarro do Olho traz uma nova e derradeira inimiga para Go Yujin: Chuu, a humana!

Go Yujin observava estática conforme o trio do Círculo Bizarro do Olho a ameaçava inutilmente com frases de efeito questionáveis. Seu surgimento claramente a havia assustado, porém, por mais que Kim Lip estivesse presente, nada poderia ser feito sem algum Elemento Modificador. Talvez se esforçaria um pouco mais, mas derrotar aqueles seres patéticos não havia se tornado mais difícil…

“Você já deve estar bem convencida né, Jijin?”, provocou uma quarta voz, surgida por detrás do trio, trêmula, apesar de se encontrar, em sua entonação, certa carga de confiança e desafio, “você sempre foi assim… Mesmo antes do loonaverso…”

Go Yujin não conseguia acreditar! Jijin… Jijin?! Chamá-la daquela forma implicava um conhecimento em algo anterior a até mesmo o desejo que iniciara o loonaverso!

“Chuu!”, a Ruiva exclamou.

Como se premeditado, o Círculo Bizarro do Olho saiu da frente de Chuu, permitindo-a contemplar diretamente a Ruiva em todo seu espanto e esplendor. Choerry tentava se conter ao máximo para não exclamar algo como “tcharam!”.

“Olá, Jijin”, a humana desviava de seu usual humor leve e travesso para uma expressão mais sóbria.

“Estou surpresa que tenha sobrevivido a atmosfera lunar, humana”, de fato, Chuu não mais encontrava dificuldades para respirar em solo lunar: uma límpida e reluzente bolha circundava sua cabeça.

“Sabe muito bem que eu iria sobreviver de qualquer jeito”, Chuu retrucou, seca, “não adianta vir com esta sua prepotência para cima de mim”, sua voz parecia se projetar cada vez mais alta e segura de si a cada palavra proferida, “sei que está com medo!”

“MEDO?!”, por mais que Chuu tivesse certa razão, a Ruiva fingiu um riso jocoso, explosivo, e ácido, “você é que está se achando, sua verme! Sabe muito bem que sua existência enquanto fundadora do loonaverso é desprovida de qualquer sentido!”

Diante daquele cenário, as irmãs wiccas fitavam Chuu tensas, incertas do que poderia se seguir. Não sabiam o que estava acontecendo direito e como ela iria enfrentar aquele ser super poderoso. Ainda assim, confiavam nela. A humana transbordava uma energia diferente de tudo que se lembraram sentir desde o início daquela jornada.

O trio, porém, permanecia determinado, a postos para qualquer ataque surpresa que a Ruiva pudesse lançar contra Chuu. Tinham certeza de que a humana se estabeleceria enquanto vitoriosa e restauraria o loonaverso.

Entretanto, quando o riso acalorado de Chuu preencheu o ambiente, toda a confiança pareceu rachar-se por receio. Seu bom humor havia retornado.

“É realmente lamentável que você parta para ofensas”, ela disse, quase como se mimetizasse o tom prepotente de Yves.

“Chega!”, a Ruiva exclamou, agitando ferozmente as mãos. Seus dedos se preencheram de pequenas labaredas faiscantes conforme o solo sob seus pés se agitava com um tremor. Quando perceberam, diversas faíscas foram arremessadas em direção a Chuu ao mesmo tempo em que o solo se partia violentamente, percorrendo o mesmo caminho de forma sinuosa.

O trio estavam pronto! Haviam previsto que a Ruiva faria algum movimento para atacar Chuu. Agora era o momento em que se fariam realmente úteis! Protegeriam a salvadora do loonaverso de sua algoz!

Ou era isso que imaginavam.

“Não precisam me proteger!”, Chuu gritou, direcionando tanto para o trio quanto para as irmãs wiccas de sangue, que estavam prestes a lançar feitiços de proteção, “Para derrotar Jijin, apenas basta confiança”, sob o olhar perplexo de suas companheiras, a humana deu um desafiador passo a frente, em direção à depressão crescente na terra e às labaredas. Contudo, a uma distância ínfima de seu corpo, as chamas começaram a cessar e, da mesma forma, o solo lunar havia se acalmado ao atingir seus pés.

“Estão vendo?”, ela complementou, alegremente, “Ela não pode me atingir!”

Go Yujin foi tomada pela fúria! Como, depois de todas estas eras, aquela humana ainda era protegida de seus encantamentos? O contrato de gênio havia terminado há tempos imemoráveis! Cerrando os dentes, a Ruiva agrupou todas as labaredas em uma grande esfera de fogo, que condensava e crescia, pulsando como uma bomba. Ao desprendê-la de sua mão, o calor derretia o solo lunar, condensando-o em lava.

Da mesma forma, Chuu mostrou-se confiante e deu mais um passo de fé. Kim Lip, JinSoul, Choerry, Heejin e Hyunjin mal tiveram tempo de reagir conforme a esfera se desfazia em um mero brilho ofuscado assim que se aproximava de sua companheira.

“Surpreendente, não?”, Chuu continuava, provocando a Ruiva, “Mas isto não é por acaso! Vou contar uma certa história para vocês…”, ela passou a avançar lenta e ameaçadoramente em direção a Go Yujin, cujos cabelos, agora acobertados pela chamas, arremessavam gigantes serpentes de fogo em direção a todas ali.

“Era uma vez, há um tempo atrás, uma menina solitária…”, mesmo as cobras não direcionadas diretamente à Chuu passaram a se desfazer assim que a ultrapassavam, “solitária ao ponto de pagar qualquer preço para ter amigas, companheiras, como vocês”.

A Ruiva estava desnorteada, procurava conjurar um gigantesco raio alaranjado entre suas mãos. Não haveria tempo de chamar seus meninos aqui para ajudá-la. Talvez seu contrato com a humana não se estendesse a eles…

“Como em um conto de fadas”, Chuu continuou, observando o raio esvaecer-se a sua frente, “alguém atendeu o socorro desta garotinha: uma gênia!”, ela estava extremamente perto da Ruiva naquele momento, tanto que, até mesmo as faíscas em seus cabelos haviam se apagado por conta da proximidade da humana. “Esta gênia concedeu três desejos para a jovem, que aproveitou a oportunidade para incrementar seu sonho por companhia com magia…”.

“Minha lua!”, Hyunjin, exclamou, chocada, conforme a Ruiva tentava inutilmente, socar o rosto e o corpo de Chuu com punhos cobertos de chamas, “então o loonaverso…”

“Exato!”, Chuu exclamou, animada, “Este foi o desejo tolo de uma criança ingênua que gerou o loonaverso, sua fundadoras e todos seus habitantes!”, a um palmo de distância de sua inimiga, a humana esticou seu dedo indicador para Go Yujin, pontando para sua testa, “Mas, como vocês puderam perceber, este desejo se tornou mais do que um desafio para a menina…”

Com a humana tocando levemente a testa da Ruiva, seus poderes estavam neutralizados. Não havia mais o que fazer!

“Habitantes…”, Go Yujin, mesmo imobilizada, desdenhou, “Fala como se as valorosas fundadoras tivessem se importado minimamente com seus súditos…”, a qualquer momento parecia que ela iria cuspir na humana, “conheci poucas crianças como você Chuu, mas seu desejo foi tão irresponsável e ridículo…”

“Que se tornou sua obrigação enquanto gênia revertê-lo”, a humana complementou, “mesmo depois de já ter se livrado de seu posto enquanto tal…”, o rosto de Chuu se emoldurava com uma mistura de compaixão e respeito. De fato, seu desejo havia colocado a ordem de Mobius em risco mais de uma vez, principalmente pelas disputas internas entre suas fundadoras…

“O loonaverso é uma bomba-relógio! Você sabe muito bem disso!”, a gênia dizia, desprovida de qualquer prepotência que demonstrara outrora, “Sou uma conquistadora de mundos? Sou! Quero ampliar meus domínios? Quero! Mas o loonaverso…”, o título lhe dava um gosto amargo em seus lábios, “deve ser destruído!”

Aquele tipo de afirmação atingia em cheio o coração vigoroso e sonhador de Chuu. A Ruiva não era a primeira inimiga do loonaverso e também não seria a última… Porém, ainda sim, escutar sua Jijin com tanto ódio para com seu grande desejo era entristecedor. Não poderia imaginar como teria sido o resto de sua vida na era Joseon se não tivesse encontrado a lâmpada mística onde Go Yujin era aprisionada…

“Chega, Jijin…”, a humana respondeu, “está na hora de você partir…”

“Pode fazer o que quiser!”, retrucou a Ruiva, desdenhosa como outrora, “Nunca encontrarão suas companheiras! O Loonaverso nunca…”, porém, antes mesmo que pudesse terminar sua ameaça, o toque de Chuu fez Go Yujin desaparecer em uma nuvem de poeira e brilho.

“Ela sempre falou demais…”, Chuu exclamou, espreguiçando-se.

As cinco expectadoras daquele embate observavam atônitas. O Loonaverso havia sido um desejo de Chuu a uma gênia! Um mero desejo de uma criança! Tudo que sonhavam… tudo que acreditavam…

“Ah”, Chuu continuou, percebendo o choque de suas companheiras, “se acalmem, se acalmem… Da primeira vez foi a mesma coisa, ai minha lua…! Logo, logo vocês se acostumam com a ideia…”. Dito isto, a humana saiu em dispara em direção as cinco. Elas, acalmando-se levemente por acharem se tratar de um abraço acolhedor após o combate, estenderam os braços, sorrindo.

Porém, o destino de Chuu não eram os braços de Kim Lip, JinSoul, Choerry, Heejin ou Hyunjin. A humana atravessou-as rapidamente, rumando para o palácio de cristal.

“Vamos!”, ela gritou, convidando as outras a acompanharem-na, “Ainda temos muito o que fazer! Temos que reencontrar as meninas! E despertar nossos habitantes!”

O Círculo Bizarro do Olho e as irmãs wiccas se entreolharam. Não formavam o grupo mais harmônico ou poderoso dentre as fundadoras do loonaverso e, considerando que não tinham a menor noção dos segredos revelados a pouco por Chuu, nem poderiam ser vistas como o mais sábio.

Elas eram apenas as que estavam ali. Assim como foram apenas as que estavam ali quando ouviram o chamado da Lua naquela nova vida…

Balançando suas cabeças em afirmação, as cinco correram na direção de Chuu, leves e graciosas como borboletas. A pálida superfície lunar refletia o brilho ansioso de suas almas pelo futuro e pelas aventuras que lhe aguardavam…

O XX foi, em várias formas, decepcionante. Não tão decepcionante quanto o ++, mas, para mim, alguma coisa se perdeu depois que o projeto de pré-debut acabou. Os conceitos, as teorias e todo o caráter pseudohipster-cult que acabaram virando a cara do grupo se perdeu em meio a uma lufada de decisões mais ligadas ao mainstream e ao seguro. Não chega a ser um lançamento ruim, mas, depois de todo hype criado, a impressão que ficou é que o álbum não ficou a altura.

O álbum com a intro XX, com vozes processadas em cima de uns sintetizadores de vaporwave. Depois temos Butterfly, um EDM desconstruído nos moldes que boa parte dos fãs esperava desde a quebra de expectativa que foi love4evah, do yyxy. A seguir, a midtempo melancólica Satellite funciona como típica faixa de transição para o
synthpop atmosférico Curiosity e o genérico dancehall de Colors. No fim, temos Where you at, uma power ballad que consegue se diferenciar por conta de seu instrumental inventivo.

Pelas músicas, em si, tentando desconsiderar um pouco do hype e das teorias, o álbum acabou saindo mediano, nada de mais nem de menos. Não sendo nenhum destaque no ano e ganhando 65 no sistema de notas do Aquário Hipster… Pelo menos tivemos como saldo realmente positivo Butterfly, Curiosity e Where you at, o que já é mais do que tivemos em ++.

E este foi o último capítulo do Ato II da Saga do Loonaverso! O que acharam?? Preferiram o Ato I?? Viram como algumas personagens já mudaram bastante em comparação a suas primeiras aparições??

A continuação, um futuro Ato III, ainda está sendo elaborado e será, como dito no começo do post, colocado apenas no Spirit Fanfics. Mas, além disso, toda a Saga será revisada e ganhará uns capítulos extras, principalmente envolvendo os lançamentos de antes de o blog existir ^^

Muito obrigado por lerem!! Caso queiram acompanhar mais fanfics do Aquário Hipster, é só dar uma olhada no meu perfil no Spirit Fanfics 😉

Veja mais capítulos da Saga do Loonaverso aqui no Aquário Hipster!!!

Ato II, Capítulo 1 – XX

Ato II, Capítulo 2 – satellite

Ato II, Capítulo 3 – Curiosity

Ato II, Capítulo 4 – colors

ATO II, CAPÍTULO 5 – WHERE YOU AT

Ou confira os capítulos (e reviews) do Ato I da Saga e veja como as doze fundadoras se reencontraram depois da tragédia que destruiu o loonaverso!!!

Ato I, Prelúdio – Odd Eye Circle

Ato I, Capítulo 1 – Yves

Ato I, Capítulo 2 – Chuu

Ato I, Capítulo 3 – Go Won

Ato I, Capítulo 4 – Olivia Hye

Ato I, Capítulo 5 – yyxy

Ato I, Capítulo 6 – favOrite

Ato I, Capítulo Final – ++

3 comentários em “[Review/Fanfic] LOONA – Butterfly

  1. Gostei do final! E é interessante que ele encerra uma fase, assim como Butterfly parece encerrar as tramas do loonaverso.

    Mas discordo respeitosamente da sua avaliação do álbum; pra mim, Butterfly é de longe o melhor MV de todo o projeto, e Where you at, a melhor música (ainda estou surpreso que gostei tanto assim de uma BALADA…). Mas imagino que muita gente compartilhe da sua opinião; como o pré-debut apresentava lançamentos cada vez melhores e mais ambiciosos, muita gente devia estar com a expectativa nas alturas. As minhas não estavam baixas, mas minha experiência com música pop que vem desde o começo dos anos 90 me ensinou que é impossível se superar o tempo todo, e que ainda é possível gostar de um trabalho mesmo não sendo tão marcante, vide Michael Jackson (o ápice dele foi Thriller, mas ainda assim adoro Bad, Remember The Time, Heal The World…), Spice Girls (Holler foi lançada na fase mais conturbada do grupo, e ainda assim é minha música favorita delas) e por aí vai.

    No fim das contas, pra mim, o repertório do LOONA continua impecável, e apesar da vida breve que os grupos de k-pop têm, torço pra que as doze continuem juntas por muito tempo.

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  2. A propósito, se quiser mais grupos pra inspirar fanfics, o PinkFantasy é uma ótima pedida graças à líder delas:

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