To Be or Not To Be, ONEUS: Como um pós-refrão pode DESTRUIR ou SALVAR uma música

E mais um comeback pós-Road to Kingdom está entre nós! Entre todos, o segundo mais hypado (pelo menos para mim) era o ONEUS, então as expectativas estavam até que um pouco altas para este comeback, mesmo eu não curtindo muito a música deles do Comeback War. Será que a seriedade trazida por um Shakeaspeare concept vai acabar ou exaltar o comeback?

Eu acho muito engraçado que em comebacks de pancadão pra descer até o chão eu tiro super reflexões e penso em questões como empoderamento, identificação e tudo mais, enquanto que, em comebacks mais “conceituais” como este, eu só fico pensando na música/clipe em si mesmo…

To Be or Not To Be é o tipo de música dramática que flerta com um estilo mais pesado e try-hard sem se cometer totalmente a ele. Temos instrumentais calmos com toques acústicos, contrastando um crescendo poderoso com batidas cada vez mais violentas no pré-refrão. Porém, o refrão em si não explode como esperado, mantendo uma carga que foca mais em harmônicos mesmo do que em gritos em coro ou em berros guturais. Aí a música voltaria para os versos mais calmos e manteria os high notes apocalípticos na bridge pra tentar aquele replay factor maroto…

Só que tivemos um pós-refrão digno de nota aqui.

A divisão entre pré-refrão, refrão e pós-refrão é meio confusa pra mim, sendo algo que eu comecei a perceber mais neste ano, vendo canais gringos de reactions e críticas capopeiras como Form of Therapy e ReacttotheK. Músicas como To Be or Not To Be ajudam muito neste identificação, porque as três partes estão bem marcadinhas, cada uma com seus elementos específicos e seu tempo. E este pós-refrão simplesmente deu um caráter muito mais significativo e possivelmente viciante a faixa.

Isto me lembra de um caso bem específico: Glue, do Nine Muses e sua robótica viciante linha “I just don’t know what to do”. Este single, seguindo o selo de qualidade do Sweetune, vem numa uptempo poderosa e bem boiola, que nem chega a ser tão definidora de carreira… Até o “I just don’t know what to do” aparecer no primeiro pós-refrão e NÃO APARECER NOVAMENTE ATÉ A ÚLTIMA FUCKING LINHA DA FAIXA. Isto me fez dar quinhentos replays só pra ouvir esta linha de novo, o que fez eu gostar da música como um todo no processo.

Aqui acontece a mesma coisa. Já escutei a música umas cinco vezes só pra escutar as batidas agressivas e dançantes do pós-refrão que grudaram na minha cabeça… Só que, diferente de Glue, o resto da faixa não consegue se manter interessante o suficiente pra fazer a jornada até o pós-refrão valer a pena. A transição brusca pro rap na segunda rodada de versos dá uma impressionada na primeira vez que você escuta, mas a partir da segunda ouvida cai no lugar comum. E a bridge não consegue ser tão apocalíptica quanto o pós-refrão (inclusive, acho que, pro teor da faixa, as notas dos high notes poderiam ser mais altas e os sintetizadores poderiam ter ficado mais agressivos).

Quanto ao clipe, temos um deleite visual que vai fazer qualquer fã rasgar seda pro grupo com propriedade. Não me apeguei muito ao que foi mostrado e não tive vontade de assistir mais de uma vez, mas não dá pra negar que está lindo e sombrio, conseguindo se diferenciar bem do lindo e etéreo do Golden Child assim como do lindo e pseudo-conceitual do TXT/ATEEZ.

ONEUS TO BE OR NOT TO BE English Translation Lyrics

Se a empresa do ONF fez um ótimo trabalho em cima da MÚSICA, a empresa do ONEUS fez um ótimo trabalho em cima do CLIPE. Este comeback do ONEUS não chega a atingir as expectativas que eu tinha para o grupo musicalmente (afinal eles são irmãozinhos de Mamamoo), mas este pós-refrão traz a possibilidade da música continuar no replay que nem aconteceu com Glue… Só o tempo poderá dizer…

Então, atualizando o top de melhores comebacks dos participantes do Road to Kingdom, temos:

 ONE (Lucid Dream), Golden Child

 Sukhumvit Swimming, ONF

 Count 1,2, TOO

4º To Be or Not To Be, ONEUS

 Thunder, Verivery (talvez se eu não tivesse ficado com ranço do grupo eles estariam mais acima…)

 Qualquer Coisa Nova Que Lançarem, Pentagon

Só falta o The Boyz lançar coisa nova (ignorando deliberadamente o Pentagon) e, sinceramente, apesar de eles terem o maior carisma bate-estaca boiola poderosa de todos os grupos, acho BEM DIFÍCIL utilizarem este conceito, ainda mais considerando como foi o último comeback deles pré-Road to Kingdom… Apenas vou torcer para que entreguem algo tão viciante e performático quanto o cover que fizeram do Taemin


PS: Já passou um tempinho que isto explodiu na internet, mas é importante lembrar do que está ocorrendo com os protestos contra violência policial ocorrendo em vários lugares do mundo (inclusive aqui no Brasil). Percebi que é crucial neste momento procuramos nos informar e ajudar como puder (principalmente nos conscientizando sobre racismo). Não estou no meu lugar de fala aqui, mas estou dando o meu melhor para aprender a ser antirracista (é o mínimo do mínimo que posso fazer sobre tudo isso). Se você quiser/puder ajudar, clica aqui e dá uma olhada nos links do Black Lives Matter, compartilhando se possível. Em relação a conscientização, eu vi um vídeo muito bom falando sobre racismo para dar os primeiros passos para ter atitudes antes antirracistas, clica aqui pra dar uma olhada.

2 comentários em “To Be or Not To Be, ONEUS: Como um pós-refrão pode DESTRUIR ou SALVAR uma música

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