La Luna, HA:TFELT: Furry, mítica, científica e caliente!

Enquanto eu tento não pegar spoilers do episódio final de Still 2gether no twitter, tinha duas pautas pra cobrir aqui no blog: o disco capitalista do Mamamoo ou o latin-pop fumado da Yenny. Como bom aquariano totalmente brisado, decidi escolher a ex-Wonder Girl brisando no espaço enquanto homenageia a comunidade furry (mas o disco do Mamamoo está ótimo também, apesar de capitalista como se o resto do k-pop não fosse, né??)

HA:TFELT (a.k.a. Yenny) é uma cantora hipster conceitual que partiu das Wonder Girls e meio que foi caminhando distante do que seu nome e imagem era associado enquanto era gerenciada pelo JYP. Mesmo que a persona pseudoindie e reflexiva tenha surgido ainda na empresa, só depois que ela saiu parece que mostrou algo menos polido e refinadinho. Conforme ia lançando singles pseudoconceituais, meu interesse por ela foi aumentando e diminuindo dependendo do quão pedante ela iria soava.

Ai veio o álbum dela este ano, juntando boa parte dos singles anteriores e TUDO FEZ SENTIDO. Tudo ficou palatável e orgânico, num tom confessional e cru que diferenciou ela de praticamente todos os lançamentos capopeiros do ano. PORÉM, por mais que eu tenha amado a ideia, ainda não funcionou tão bem comigo quanto eu queria…

Estranhamente, todo o conjunto do álbum dela só caiu nas minhas graças depois que eu escutei La Luna.

La Luna é, como o nome sugere, um latin-pop. Só que, assim como a Chung Ha pegou as facetas do gênero que mais dialogam com sua persona de diva gay de gritos apocalípticos, HA:TFELT trouxe o aspecto hipnótico e sóbrio que combina com sua persona mais crua e pseudoindie (eu uso o “pseudo” aqui porque indie INDIE mesmo é quem nem tem empresa e tem que lançar tudo de forma independente, como o Holland). É sexy e caliente, mas, ao mesmo tempo é estranho e levemente incomum, seja pelos sintetizadores aleatórios no refrão ou por toda a narrativa do clipe (que parece uma espécie de viagem psicodélica), misturando a imagem mítica do Coelho da Lua com a safadeza sobre orgasmo e auto confiança da letra (com direito a uma analogia misteriosa pra mim envolvendo a Lua de Sangue).

É interessante que, ainda dentro de um lançamento mais comercial e não focado em sua carreira solo (o single é um pre-release para o álbum coletivo da Amoeba Culture, Then to Now, que sai dia oito de outubro), HA:TFELT mantem uma consistência conceitual. Mesmo se rendendo a um ritmo mais mainstream, este lançamento ainda tem toda a cara dela, o que é bem legal e mostra que ela tá disposta a testar vários gêneros musicais sem perder a identidade que construiu para sua persona artística.

HA:TFELT - La Luna (Album Cover) : kpop

Pra mim, La Luna é um exemplo de como usar o mainstream sem soar genérica. Nesta época em que as tendências estão cada vez mais homogêneas e o mercado americano (que influencia meio mundo) fica cada vez mais morno, é muito bom ver que ainda existem cantoras que conseguem mergulhar na modinha mantendo uma identidade. A faixa briga de frente como o melhor latin-pop do ano com Play da Chung Ha e, de bônus, me incentivou a escutar o full album da HA:TFELT de novo este ano e curtir ainda mais a vibe dele (mal posso esperar pra fazer uma album review detalhada).

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2 comentários em “La Luna, HA:TFELT: Furry, mítica, científica e caliente!

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