Square Up, BlackPink: Envelheceu como vinho ou como leite? | Album Review 003

O aguardado primeiro full album do BlackPink vai atingir nossos ouvidos nesta sexta, com toda a possibilidade de ser o único, já que ele se chama, literalmente, “O Álbum”. Neste sentido, considerando o projeto de excluir e republicar alguns posts antigos do blog, resolvi revisitar os dois mini-álbuns delas nesta semana em meio a este hype.

O primeiro é Square Up e, diga-se de passagem, foi tão hypado quanto este álbum está sendo (sem as participações internacionais, claro). Era a primeira vez que o grupo iria entregar um álbum propriamente dito e que seu catálogo ia chegar mais perto de atingir dois dígitos (até então, em DOIS ANOS de carreira, elas só tinham CINCO músicas). Na época, eu lembro que escrevi o mais rápido possível sobre, porque no dia do lançamento tinha duas provas na faculdade, o que valeu a pena, já que se tornou um dos posts mais vistos DE TODOS OS TEMPOS do blog.

BLACKPINK revelam Data de Lançamento de Square Up - ptAnime
Eu particularmente gosto das duas capas, então não consegui escolher uma só pra colocar no post kkk

O quadrado começa com com DDU-DU DDU-DU, a mistura insana de mil e um ritmos que ditou a fórmula que o grupo segue até hoje (falando assim parece que foram mil e um singles assim… É até de se espantar que foram só dois). Na letra, elas apostam na metalinguagem, falando que a dualidade bad girl (black) e good girl (pink) é o que elas são e se você não gosta/não acompanha, elas não estão nem aí para você, porque, no fim, vão te acertar com o ddu-du ddu-du delas (a moda onomatopeica que isto gerou…). Na época, eu tinha visto vários pontos bons e ruins aqui que acabam se anulando e transformando isto em um lançamento ok, o que, surpreendentemente, se mantem como minha opinião dois anos depois. No lado positivo, temos a coreografia frenética (que ainda é uma das melhores do grupo), os visuais impecáveis (é até meio cômicos em alguns momentos), a letra girlpower e os “blackpink” sendo gritados a todo o momento, como toda boa e velha farofa de 2011/2012 em que os grupos sempre falavam os próprios nomes nas músicas. No lado negativo, o dito emponderamento é vazio de conteúdo, já que elas não tinham liberdade de composição e produção na época (hoje aparentemente elas tem um pouquinho mais… Jennie e Jisoo estão entre as 500 pessoas creditadas na composição do próximo single do The Album) e o instrumental não é uma das coisas mais digeríveis dos últimos tempos (mas até que envelheceu melhor do que eu esperava comigo).

Em Forever Young, temos, até hoje, uma das melhores faixas que o grupo ofereceu. Tentam descer na minha guela que As If It’s Your Last é o que deveria ser o lado pink do grupo, mas esta faixa é, claramente, um ótimo exemplar do que se esperaria de um complemento mais fofinho e romântico aos lançamentos fierce. Forever Young tem uma pegada de reggaeton bem mais redondinha, com raps bem energéticos, gritos bem posicionados DURANTE OS VERSOS (e não só pra um pré-refrão meia boca) e um breakdown eletrônico positivamente inesperado, com a mensagem “blackpink is the revolution”  e uma referência a Cindy Lauper, além de até ter uma pegada meio conceitual (que eu adoro) se a gente forçar um pouco a barra. A letra, por fim, é super lugar comum, com elas falando que sentem o tempo parar quando estão com o carinha, colocando umas metáforas aleatórias sobre espaço no meio, mas foi super bem feitinha e funciona tranquilamente.

Really se mantem no tema romântico e no lado pink, mas seguindo um clima mais amargo, falando sobre como o carinha é super ciumento com elas, mas dá bola pra outras garotas, o que, infelizmente, é uma realidade bem comum no mundo a fora (machismo que chama, né?). A faixa segue um clima mais calmo, flertando com o reggae e com o urban, que me impressionou, afinal, tirando Stay, todas as músicas delas até agora eram feitas pra você dançar de forma hardcore. Sobre os vocais, o rap de Lisa acabou se destacando aqui por meio das harmonias das outras três, principalmente no final da faixa. Ainda é um caso de emponderamento vazio, mas a faixa ficou legal como contraponto das outras mais agitadas, como se espera de uma boa b-side.

See U Later já encerra o mini com um clima de final de álbum (sim, conseguiram colocar uma faixa assim num álbum super pequeno), na mesma pegada de reggaeton/dancehall que se liga a Forever Young e um refrão de hip hop. O instrumental combinou perfeitamente em sequência a Really e, na letra, temos elas colocando o carinha que não valorizou elas em seu devido lugar, dizendo que nunca mais irão vê-lo. A voz da Jisoo, surpreendente, foi a que mais combinou com as texturas dos versos, o que causou a impressão em mim que os “see u later” da Jennie no refrão soaram meio destoantes, mas, considerando o que o grupo já lançou, isto não deixou a faixa ruim RUIM, só passável mesmo.

Considerando o que elas lançaram antes e depois, Square Up envelheceu melhor do que se esperava. Forever Young ainda é uma das faixas mais fortes do catálogo delas e a tracklist, em que todas as músicas conversam entre si numa ordem coesa, é a única coisa consistente que temos entre single albums e Kill This Love. Até que faz sentido que foi este lançamento que trouxe pra elas todo o hit estratosférico que temos hoje, mas, como 90% das coisas que a YG traz atualmente, ele é muito curto pra realmente ficar na memória como um EP. Por mais que eu tenha gostado bastante em 2018, só Forever Young permaneceu nas minhas músicas salvas mesmo…

PS: Sim, eu desisti de todo o rolê de “temporadas” pra Albums Reviews kkk Seguimos com estas resenhas de álbuns sendo posts ocasionais sem uma frequência estabelecida, por enquanto

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