I Can’t Stop Me, Twice: O futuro de WILD, da Namie Amuro, chegou!

Meu sonho de princesa é ser organizada e cumprir prazos que nem o Twice. Cirurgicamente, a cada dois ou três meses, elas tem um comeback novo, intercalando lançamentos japoneses e coreanos, com direito a pre-releases + full albums + repacks na Terra de Namie Amuro e EPs na Terra de BoA. Porém, na Coreia, fazia um BOM TEMPO que não tínhamos um segundo full album. O twicetagram foi uma investida competente há três anos atrás, mas já temos justificativas o suficiente para um segundo full por parte da JYP (com siderando que ATÉ O BLACKPINK tá com “full album“). Com promessas de honrar o retrô de REBOOT e I Feel You, temos o single I Can’t Stop Me:

Em poucas teclinhas de piano I Can’t Stop Me já conquista, naquele synthwave gostossímo, que vai crescendo organicamente ao adicionar alguns elementos mais modernos de dance-pop e trap pra deixar a batida menos marcada e mais moderna. Se fosse pra pontuar as partes mais retrô, COM CERTEZA, o começo dos versos e do refrão se destacam com maestria. É incrível como a voz da vocal line conseguiu facilmente se destacar em cima de um instrumentral interessante.

É frenético, é viciante, é levemente melancólico e não diminui a força em nenhum momento (mesmo na ponte, com a parte mais sóbria comum da Mina, os teclados estão explodindo no fundo junto com melismas vocais). Se esta música quisesse contar uma estória, claramente seria um filme de perseguição e corrida, com os riscos cada vez mais altos e o futuro cada vez mais incerto a cada curva acidentada no deserto/cidade abandonada.

Neste sentido, o clipe acerta em cheio, utilizando a imagem de velocidade para exemplicar visualmente a mensagem de que elas são imparáveis e implacáveis, mesmo quando acham que estão erradas. Não é o mais inventivo da carreira delas, mas, com certeza, é um que destaca A MÚSICA (levando em consideração tanto o ritmo quanto a letra), algo que, para um grupo como o Twice, é incomum e bem-vindo.

O gimmick inicial do grupo com o nome “duas vezes” era que elas te conquistariam duas vezes: 1. com a música e 2. com o carisma e beleza. Enquanto a segunda vez acerta em cheio (foi extremamente fácil conhecer mais das integrantes e decorar o nome delas, mesmo sem ter visto o reality delas), a primeira sempre falhou um pouco. E isto eu acho que foi uma escolha pontual da JYP, vendo como o Wonder Girls e o miss A (que sempre tiveram um enfoque muito mais evidente na música em si do que nos visuais) foi do luxo ao lixo bem rápido pro público coreano.

Extremamente consolidadas, o grupo já poderia soltar algum lançamento assim (que, querendo ou não, lembra um pouco o estilo dos lançamentos femininos da JYP antes do debut delas), consolidando o famigerado amadurecimento de imagem (que NÃO ACONTECEU EM FANCY YOU) deixando a música, junto da performance vocal e da coreografia, falarem por si mesmas, ao invés de tirarem algum conceito visual sabe-se lá de onde pra aumentar o replay factor.

Curiosamente, este eu achei que foi um dos poucos comebacks em que nenhuma integrante foi visualmente sacrificada (acho que a única coisa que achei meio x foi o macacãozinho amarelo da Momo, mas a dança tá tão frenética que nem me importei tanto).

O álbum merece uma Album Review por si só (mais sobre isso na parte das conclusões), muito por ser mais safe do que o esperado e, surpreendentemente, mais competente do que se espera de qualquer lançamento mainstream que não apele pro retrô (convenhamos, qual foi o último álbum popzinho recente e não retrô que você efetivamente curtiu?). Eyes Wide Open traz o que QUALQUER ATO MODERNO POP QUE SE PREZE deveria trazer, com uma mescla de estilos, um direcionamento que une a tracklist e uma boa utilização das modas modernas (como o trap e as reinvenções de city pop, disco e house).

Eyes Wide Open (álbum de Twice) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Eu estou MARAVILHADO. Twice conseguiu trazer uma das melhores contribuições para a modinha retrô, sem soar soft demais. Ao escutar I Can’t Stop Me (acabei de perceber que este título está gramaticalmente incorreto, ai kpop kkk), eu me lembro tanto do synthpop oitentista gótico que a Canário Negro fez cover quanto do que a Christina Aguilera e a Namie Amuro esperavam que o pop ia virar no futuro há dez anos atrás.

Fico muito feliz do grupo ter algo que tenha funcionado tanto comigo no catálogo recente, porque, ultimamente, nada delas estava me impactando muito (a última coisa que REALMENTE pegou foi Breakthrough, antes disso… só da época do What Is Love mesmo…).

E, de bônus, a pontualidade e organização em cima do gerenciamento do grupo me inspiraram a organizar algumas coisas que quero aqui. Estou querendo finalmente postar as Albums Reviews que venho prometendo pra mim mesmo e voltar com a fanfic do Loona (a ideia já tá borbulhando na minha cabeça), a ideia é ver o que consigo soltar até o fim do mês (o objetivo é uma Album Review a cada semana/quinzena e ter um teaser do Loona pro Halloween, me desejem sorte kkk).

PS: O TXT boiolando de cropped vem amanhã, porque a Coreia não se cansa de lançar comeback legal tudo no mesmo dia x.x…

17 comentários em “I Can’t Stop Me, Twice: O futuro de WILD, da Namie Amuro, chegou!

  1. TWICE indo pro pop retrô que é praticamente a assinatura musical do JYP. Já tava na hora.

    Acertaram em cheio em TUDO: músicas, MV, visuais… Momo sempre foi muito sexy, mas conseguiu ficar AINDA MAIS SEXY!

    Ainda sonho com o dia em que o JYP vai lançar uma unit com a trindade nipônica do TWICE, aliás. Tudo bem que nenhuma das três é uma grande vocalista, mas todas as três são grandes gostosas, então é só dar uma midtempo sensual estilo Girl’s Day ou AOA pra elas e ver a mágica acontecer.

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    1. A Momo aqui parece muito menos contida que nos lançamentos aegyo do grupo (e tem o screentime suficiente pra gente notar isso kk)

      Ia ser muito legal, mas será que vingaria?? Não consigo imaginar um conceito que combine com a Mina E com a Momo, sendo que a única que tem no meio é a espivetada e energética da Sana o_0′

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      1. Bem observado… nesse caso, melhor tirar a Mina e lançar unit da Momo e Sana como uma dupla, com a Sana sendo a “lolita” que é ao mesmo tempo meiga e abusada, estilo Britney na fase Baby One More Time, e Momo sendo a escancaradamente sexy, estilo Aguilera na fase Dirrty.

        Inclusive se elas quiserem fazer cosplay das fases em questão da Britney e Aguilera, dou todo apoio.

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  2. Como eu disse no meu, a música consegue ser a melhor delas até agora (Sorry Feel Special) e ainda fecha bem esse ciclo de vários lançamentos ao ano (Já dá para trabalhar as solistas ano que vem, quero a Jihyo e a Momo piranhando em algum solo)

    E amanhã eu devo fazwr um combo de homens, usar do TXT para dar um holofote aos irmãos mais novos do Momoland que debutaram há 4 horas e ao DKB da Brave Entertainment (Qdo eu disse lá no início do ano que eles seguiriam o lado iKon dos nugus, não achei que fosse ser mais genérico ainda)

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  3. Ai meu deus… eu nunca imaginei viver pra ver o Twice lançando essa delícia😁
    Gosto muito do Twice. Elas são super consolidadas, músicas hiper chicletes e estouradas e visuais maravilhosos (gosto de como cada uma é tão diferente da outra. Um dos poucos grupos dos quais eu consigo reconhecer cada integrante sem a menor dificuldade).

    Pena que a Jeongyeon está afastada das promoções (mais uma que teve que ser afastada. Parece que a causa é ansiedade).

    A coreografia, o MV… tá tudo tão lindo. E vejamos só, combina com a letra😁(Sou realmente bolada com MVs por não entender praticamente nada).
    Na letra da pra interpretar de algumas formas. As principais, na minha concepção, são de que: A música fala sobre o amadurecimento do grupo. Do conceito e da imagem delas.
    Ou (o mais interessante) é que esteja falando sobre dois idols apaixonados, como seria se eles se assumissem e como eles se sentem em relação a isso.

    Enfim, maravilhosas.
    (A Jihyo tá muito linda, meu deus😊)

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    1. O Twice só precisava de uma música mais tchans pra esta nova fase delas, na minha opinião, porque carisma elas tem de sobra

      Eu acho triste que estes afastamentos e rolês por ansiedade sempre batem mais ou menos com uns quatro/cinco anos de grupo (dá pra perceber que a indústria acaba com a saúde mental dos idols mesmo), mas, pelo menos, estão dando tempo pra elas descansarem e falando disso abertamente (aposto que na segunda geração isto acontecia a rodo e ninguém falava nada).

      Eu conheci na segunda geração, então MVs sempre pareceram uma bagunça… Comecei a entender um pouco melhor com um blog que hoje nem é atualizado mais, E Aí Surgiu o K-Pop, da Tássia que realmente destrinchou pra caramba alguns visuais (a análise dela do clipe de Rum Pum Pum Pum é INCRÍVEL)

      Eu não tinha pensado nesta parte de idols namorando… Faria muito sentido considerando que tanto a Jihyo quanto a Momo estão namorando e (felizmente) não deu tanta polêmica pro lado delas)

      (eu amo a Jihyo, então sou suspeito pra falar… kkk)

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  4. Essa é A música. Tá tudo muito bom, minhas expectativas foram cumpridas completamente, inclusive até conversei com uma pessoa que estava com receio delas irem para o retrô_ daí eu, “mas criança, eles não erram no retrô, antes de virar modinha no cenário pop americano, a JYP já mostrou como se faz”_
    E tá aí, essa beleza de música. Eles acertaram em tudo, e tenho que dizer que amei demais ver eles colocarem o trio Jeongyeon, Jihyo e Nayeon_ era o que sempre quis ver_ da uma sensação emocionante pra cantar em plenos pulmões_ ao menos pra mim hehehehe_ as outras meninas com linhas condizentes e sem loucuras demais ou vozes estranhas_ a linha que fizeram a Momo cantar em More&More, ela deveria ter entrado no estúdio dando paulada no velho, e no resto da equipe, os netizetes chatos tavam pegando no pé dela sem parar que dava nojo_
    O álbum tá ótimo, não achei uma música ruim e tá o replay desde ontem, só arrumo a casa ouvindo. A galera caprichou no álbum e nos visuais, a coreografia também tá parecendo uma das melhores, só pelo trecho que assisti.

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    1. Os gritos nessa música estão tão apocalípticos!!! Considerando os popzinhos que elas traziam até dava pra esquecer que tem uns vocais bem potentes no line-up (e como dá pra esquecer como a Momo é uma dançarina incrível)… Eu tava meio assim no retrô, porque pensei que poderiam querem só transformar elas nas Wonder Girls e tiram um pouco o que traz identidade para o grupo, mas, olha, passou longe. O gerenciamento de imagem delas é muito bom…

      E a Momo devia dar umas pauladas em metade da JYP porque ela é muito competente pra ser tão sabotada.

      Quanto ao álbum eu ouvi algumas vezes, mas nenhuma b-side me fisgou ainda… Tô pra ouvir de novo na ordem de uma vez pra tirar conclusões xD

      (e a coreografia, minha nossa, dá até vontade de aprender os passinhos das mãos)

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  5. Esse comeback tá ótimo, instrumental lindo, vozes lindas… e palmas para os produtores que conseguiram dar um jeito na voz de pato velho da Momo. Se dependesse de mim, a fofolete e futura esposa do Heechul só cantaria desse jeito nos próximos releases do grupo.
    Quanto ao álbum, a primeira metade dele soou bem tranquila pra mim. No meu caso (pelo menos por enquanto), os destauqes foram a continuidade no synthpop em Say Something, de Go Hard (bem Kodão-Kumi-oriented) e achei que encerraram bem o álbum com a power ballad Behind the Mask, que se encaixa bem tanto na discografia da Heize quanto na da Dua Lipa (citei essas duas solistas porque elas tão envolvidas na produção dessa faixa).

    P.S.: YG Entertainment tá inconsolável

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