TAG: As 10 Músicas que mais Ouvi em 2020

Ai como eu estava ansioso por este momento!!! xD Desde que comecei a acompanhar a blogosfera, eu lia os tops de final de ano com bastante curiosidade e uma mente aberta pra descobrir novos hinos que deixei passar no decorrer dos meses. PORÉM, uma coisa que sempre me deixou com a pulga atrás da orelha foi saber quais EFETIVAMENTE foram as músicas que as pessoas mais escutaram no ano, sem levar em conta o ano de lançamento e o recorte de k-pop/j-pop. Eu adoro estes dados e uso o last.fm (que é tipo um marcador das músicas que você escuta, caso não conheça), mas, agora que o Spotify lançou seu Wrapped 2020, pensei em transformar esta ideia de post numa tag (porque com este rolê do Wrapped, quem não usa last.fm pode conseguir ver seus hinos do ano também xD)…

Enfim, sem mais delongas, vamos começar esta listaaa!!! (quem sabe ela já não dá umas dicas de como será o top 2020 aqui no Aquário, hein??)

Review] Stellar's “Vibrato” ends up as one of the summer's more stellar  comebacks – Asian Junkie

10º Lovemotion, Brown Eyed Girls

This Person, Scrubb

Hey Boy, Wonder Girls

(34 replays)

Já começamos a décima posição com um empate triplo entre dois dos meus girlgroups favoritos e a influência de 2gether nas minhas playlists.

Lovemotion se tornou minha nova faixa favorita do grupo (posto que pertencia a Recipe, mas eu sempre vou trocando kk), muito pela forma como ela mescla um R&B mais sóbrio e melancólico com a típica estrutura disco que o grupo tende a oferecer em todos os seus lançamentos pós-Abracadabra. A faixa sugere um ambiente amplo (principalmente quando ouvida nos fones), como se fosse uma reflexão que temos ao andar na rua em uma dia mais friozinho. Os nanananana ridiculamente harmônicos ficam na sua cabeça eternamente, ainda mais com os complementos sussurrados da Miryo no último refrão.

Apesar de 2gether não ser meu BL preferido do ano, ele realmente marcou meu 2020, principalmente no primeiro semestre (quando a quarentena começou), apesar de uma estória clichê e algumas escorregadas na narrativa, o dorama trouxe algo particularmente inédito para qualquer produção do gênero: uma trilha sonora realmente memorável, que desempenha um grande papel na narrativa e ultrapassa o padrão de duas/três músicas que os BLs costumam ter. Delas, a que mais me marcou foi This Person, um roquezinho romântico com bastante uso de instrumentos de sopro tocado por Sarawat quando ele QUASE se confessa pro Tine quando está bêbado. É uma faixa bem tranquila, que lembra muito coisas mais antigas do rock mais clássico entre os anos 60 e 70 e, no k-pop, os reizinhos do N.Flying.

Aiai, falando sobre b-side amplas e viciantes, Hey Boy é, de longe, uma das faixas mais competentes e fantásticas que já ouvi. B-side do ótimo (e geralmente esquecido) Wonder Party, antes do REBOOT em 2015, a faixa parece ser a perfeita trilha sonora para uma comédia romântica urbana do final dos anos 90.

Misturando sons de trânsito com uma melodia praticamente sem sintetizadores, a cada replay, Hey Boy te transporta para uma apresentação na rua, com todo aquele caráter mágico de que sua vida pode mudar ao virar na próxima esquina. O mais impressionante é que toda esta impressão vem UNICAMENTE da faixa, que deve ter tido só uma apresentação televisionada, e ainda fazendo mashup com Irony. Eu adoro este caráter mais narrativo em músicas, então não é nenhuma surpresa eu ainda continuar a ouvi-la assiduamente, mesmo depois de tanto tempo…

9º Happy, Ashanti

Zombie, DAY6

Dancefloor, Kylie Minogue

(35 replays)

Mais um empate triplo!

Happy é uma música especial pra mim. Apesar de ser de 2002, eu só descobri ela no ano passado, quando tentava montar uma banda com um crush/amigo meu que já tinha escolhido ficar com outra garota (inclusive se casando com ela pouco depois) depois das minhas declarações (bem trouxa eu, né?? kkk). A ideia da banda seguia a ideia daqueles duos/trios japoneses, em que só ele cantaria e eu faria mais a parte da produção das músicas (com uns raps ocasionais, talvez). Toda a ideia foi por água a baixo depois que ele ficou noivo, porque eu acabei percebendo que, por mais que fosse uma ideia legal de fazer (e estudar mais sobre produção de música), na época estava funcionando mais como uma desculpa para ver ele mais vezes e sairmos só nós dois depois da rejeição…

Porém, ao invés de deixar um sabor amargo na minha boca (como já aconteceu várias vezes), Happy ficou como uma memória positiva desta ideia da banda e dos planos que discutíamos de independência e autodescobrimento. A faixa é um R&B típico do início dos anos 2000s (a Ashanti, inclusive, é uma das cantoras mais aclamadas da época e a que mais conseguiu manter o sucesso junto a crítica e ao público com o passar dos anos), com uma utilização inventiva de flauta peruana pra guiar a base da melodia e vocais extremamente suaves, hipnotizantes e rebolativos. Quem sabe a ideia da banda volte o futuro e eu lance músicas rebolativas assim?

Eu já falei de Zombie aqui no blog, num dos primeiros posts mais sincerões que escrevi aqui. A faixa é um rock melódico de cortar o coração, falando sobre passar dia a dia preso em uma rotina sem ver um propósito maior. Foi uma das faixas que mais me ajudou a processar a quarentena e o tempo maior de autorreflexão que ela proporciona. A forma como a faixa é gritada em seus ouvidos de uma forma completamente desesperada gera uma sensação de afinidade que bate de frente com nossos momentos mais frágeis e vulneráveis. Este tipo de afinidade e identificação é a receita para qualquer balada funcionar e, se metade do que temos de mais lento no k-pop fosse mais sincero e cru como Zombie, nós certamente não precisaríamos recorrer a baladinhas americanas ou japonesas pra preencher esta lacuna em nossas playlists.

Faz uns três anos que descobri Kylie Minogue (e até consegui ir no show dela este ano antes de COVID chegar até nós XD), e tem sempre uma música dela presa no meu repeat (meu last.fm diz que escutei escutei músicas dela 716 VEZES SÓ NESTE ANO), a mais tocada, porém, não foi nenhum single brilhoso, mas a genérica e competente Dancefloor, b-side do apocalíptico Fever, de 2001. A faixa, sinceramente, não tem nada demais: um dancepop datado, marcado pelo eurodance do final dos anos 90 e sussurros sobre superar o coração partido na pista de dança. E acredito que esta é a grande magia da Kylie: ela faz coisas básicas tão digeríveis que não tem como escutar de novo e de novo…

8º Maybe, (g)i-dle

Pastry, Nine Muses

(36 replays)

O empate agora é duplo (prometo que é um dos últimos empates da lista kkk), com mais duas b-sides.

Maybe é, pelo menos por enquanto, um dos ápices criativos da Soyeon. Cumprindo exatamente o que se espera de uma b-side (aumentar o universo apresentado pelo single adicionando mais camadas a mensagem/conceito), a faixa delicada perpassa por diversos elementos (inclusive vocais) afastados do primeiro plano, dando uma sensação de que estamos em um espaço muito mais amplo conforme a ouvimos. Os versos são totalmente suspirados o que sugere que elas estão sussurrando a letra em nossos ouvidos em meio a uma multidão. O refrão, então, vem em seguida, com um drop repleto de sintetizadores, que te fazem afundar em meio ao ambiente amplo que os versos criaram, sendo que, cada vez que ele aparece de novo nos surpreende de uma forma diferente. É raro vermos algo tão bem produzido numa b-side e isto é digno de nota (não é a toa que este já é o terceiro post do ano em que falo desta faixa kkk)… Vamos ver em que posição ela vai aparecer no Top de 2020…

Nine Muses contou com uma parceria invejável com o Sweetune em sua trajetória, que só entregava sua melhores demos dançantes para elas. Isto gerou uma série de singles impactantes e divertidos que não mereceram o flop que tiveram. Eu me tornei muito fã do grupo nos últimos anos e o último álbum que elas lançaram foi uma das coisas mais redondinhas que ouvi no ano de seu lançamento. Deste EP, por mais que Remember fosse impactante e Love City fosse viciante, Pastry foi a faixa que ganhou todo meu amor, com sua mistura de agudinhos e suspiros conforme a faixa traz uma melodia tropical diferente do que estamos acostumados, caindo tão sutilmente no house que nem dá pra perceber numa primeira ouvida (até porque as guitarras estão no último volume lá pro último refrão).

Além disso, o título segue o selo Nine Muses de criatividade, com a palavra “pastry”, que significa massa (sim, massa pra fazer pão) em inglês, e uma letra igualmente sexy e sombria, utilizando isto como figura de linguagem para as camadas doces e salgadas que se transformam conforme um relacionamento progride.

7º Vibrato, Stellar

(38 replays)

Vibrato é, de longe, meu maior guilty pleasure. É RÍDICULO e ASSUSTADOR como a empresa tratou as integrantes, traumatizando elas no processo e causando um fenômeno até antes incomum no k-pop: a felicidade da fanbase em ver o grupo acabar.

Esta faixa, porém, é uma das coisas mais profundas, pop e divertidas que o cenário capopeiro já forneceu. Com um clipe estonteante dirigido pelo Digipedi, temos uma CRÍTICA ao tratamento que o público coreano deu as integrantes após o lançamento da controversamente sexy Marionette, pontuando claramente coisas como slut shamming de uma forma metalinguística que eu NUNCA achei que veria no mainstream de uma indústria tão plástica quanto o k-pop.

A letra, por sua vez, se utiliza deste contexto para falar sobre o amadurecimento de menina para mulher, mas não de uma forma unicamente sexual (como de costume -.-‘), pontuando os diversos hormônios que explodem em nosso corpo e as sensações confusas que permeiam nossa auto percepção. E, COMO SE NÃO BASTASSE, a melodia é um disco frenético (antes do disco virar modinha), contento todos os melhores maneirismos do gênero (a melodia do baixo e um certo exagero de violinos e teclados) com transições eletrônicas super modernas e surpreendentes (escutar a ponte pela primeira vez dá um SUSTO do caramba) e uma performance vocal estonteante (elas conseguiram carregar a transição de tempo mais lenta da ponte pra rapidez do último refrão UNICAMENTE PELO HIGH NOTE).

Eu, sinceramente, estou surpreso de isto aqui não estar mais alto na colocação.

6º Gimme Chocolate!!, BABYMETAL

STFU!, Rina Sawayama

(41 replays)

O último empate da lista, curiosamente, traz duas faixas do mesmo gênero músical: METAL!!!!

Gimme Chocolate!! foi uma descoberta do início da quarentena. Até então, eu já tinha ouvido falar nas menininhas japonesas que colocavam roqueiros reacionários no chinelo, mas nunca tinha parado pra ouvir algo delas. Eu gosto bastante de rock, mas prefiro muito mais as faixas punk e “de garagem” que emulam o clima do final dos anos noventa, com vocais femininos. Metal é algo que nunca consegui curtir muito, porque acho só barulhento e incompreensível, porém, Gimme Chocolate!! conseguiu superar esta barreira, por trazer vocais doces e açucarados a um instrumental INSANO e digno de, sei lá, aquelas capas pseudo-satâticas que um monte de banda “”cult”” tem. O refrão é repetitivo e viciante, não enjoando muito pela forma como as guitarras se contorcem no decorrer da melodia. A energia das três é contagiante e a coreografia combina muito com a música, de uma forma que muitos passos perfeitinhos do k-pop não conseguem fazer. A única pena é que não deitei pra discografia delas como imaginava, ficou só nessa música mesmo :/

Se eu fosse introduzir qualquer pessoa que curte pop ao mundo mais roqueiro, com certeza mostraria esta música.

Rina Sawayama apresentou um mundo novo de críticas e autocríticas eu seu álbum deste ano, indo do pop Britney Spears ao metal com facilidade e competência. STFU!, acrônimo para “cala a merda da sua boca” em inglês, é, ao mesmo tempo, um rock agressivo e catártico e uma faixa bem humorada sobre os vícios que este tipo de música traz. Apesar da letra ser mais genérica (e mais identificável para relacionarmos com várias coisas do nosso dia a dia), o clipe faz questão de pontuar a xenofobia contra pessoas amarelas, algo que é extremamente invisibilizado dentro e fora dos movimentos sociais. Da mesma forma, o pós-refrão emulando música de ninar e mencionando “tapar a boca do outro com uma fita-crepe” é feito de uma forma para não ser levado TÃO a sério assim.

Não é a minha música preferida do SAWAYAMA, mas foi a que mais ouvi dele, então isto diz muito sobre como ela realmente foi marcante pra mim neste ano complexo…

5° pporappippam, Sunmi

(42 replays)

Dos 42 replays que esta faixa possue no meu last.fm, com certeza uns trinta devem ser do dia do lançamento, porque eu escutei MUITO, até, literalmente, enjoar. Com seus vocais aéreos, sua melodia oitentista dominada pelo baixo, seu som de flauta hipsterzinho e sua referência ao city pop, pporappippam é um game changer no cenário capopeiro, com Sunmi finalmente voltando a ditar moda ao invés de seguir a onda mainstream. Por mais que a faixa soe filha da onda de synthpop e disco, ela possui muito mais personalidade e uma miríade de referências que ultrapassam o mero pop bate-estaca oitentista dos EUA. É aquele tipo de música que parece antiga, mas, ao mesmo tempo, soa totalmente diferente de tudo que ela referencia.

E o clipe (que foi idealizado por ela!!!), sem palavras… Um dos mais marcantes, originais e narrativos do ano, sem nem se esforçar muito.

4º Sometimes I Desperately Want to be Sick, Poetic Narrator

(44 replays)

Meu amor crescente pelo que costumamos chamar de “música de cafeteria” foi muito representado pelo Poetic Narrator e seu excelente EP de estreia, Poetic License. Com um full album planejado para este mês, eu não poderia estar mais feliz xD

Sometimes I Desperately Want to be Sick traz uma mensagem sutil e desesperadora. Num rock soft o suficiente para parecer música de elevador (mas não desprovido de vários elementos em sua melodia), a dupla canta sobre o desespero de se sentir solitário a um ponto que, mesmo que se existisse alguém que os confortasse, isto são seria o suficiente. Dito isto, eles deixam claro que não vai acontecer este conforto porque as pessoas são egoístas e más, incluindo eles mesmos… Toda esta confusão de sentimentos é apresentada de uma forma tranquila, com vozes e harmônicos relaxados, como se o eu-lírico da canção entendesse que este tipo de sentimento é normal e está tudo bem em ter altos e baixos.

Em um ano de profundos baixos como 2020, escutar algo assim traz um tipo de conforto que nem sei direito como descrever. Escutei muito esta faixa nos piores dias que este ano teve a me oferecer e, agora, que as coisas estão melhorando, a mensagem sobre autoconhecimento fica ainda mais relacionável e profunda.

3º Midnight Sky, Miley Cyrus

(50 replays)

Eu estou esperando uma boa desculpa para falar sobre esta música (ainda mais agora que o álbum está entre nós) e é agora que eu vou rasgar uma GRANDE E SUAVE SEDA, para Miley Cyrus e sua mais nova fase roqueira, oitentista e com um mullet INVEJÁVEL de bonito.

Midnight Sky se baseia em uma música oitentista de Stevie Nicks, Edge of Seventeen, para falar sobre independência e normalizar panssexualidade. Curiosamente, a faixa exagerou e muito a progressão dos teclados e da bateria, pra parecer ainda mais retrô que a inspiração, além de se basear numa sequencia de notas representadas vocalmente pelos viciantes lalalalala que permeiam a faixa desde sua introdução.

O comprometimento de Miley com as referências de suas eras é sempre invejável, sendo A ÚNICA PESSOA que realmente parece ter entregado algo que pega todo o pacote da música dos anos oitenta, com seus vídeos esfumaçados de tanto cigarro, seu clima decadente e sombrio, e sua clara referência aos movimentos pacifistas e de liberdade sexual que estavam ocorrendo na época. Toda era da Miley ela tropeça em suas declarações e diz que “esta é sua verdadeira eu”. Apesar de eu ter ficado com um pouco de preguiça dela depois disso (e de ver todo o rolê de apropriação da era de Bangerz, que eu particularmente nunca gostei muito), talvez, esta característica meio camaleônica que ela tem seja ainda mais relacionável do que artistas que mantem visuais consistentes demais com o passar dos anos. Nos crescemos e nos transformamos e nenhuma celebridade de agora conseguiu mostrar isto tão bem quanto a Miley.

E eu nem falei ainda sobre a letra, minha deusa… Midnight Sky tem um refrão super criativo e direto ao ponto, NÃO MENCIONANDO O TÍTULO DA MÚSICA, sobre superar relacionamentos passados (seja de amizade ou romance). Isto está diretamente ligado com a separação da Miley com o Liam (o ator que fez o Gale em Jogos Vorazes) e com os relacionamentos posteriores que ela teve, seja com homens ou com mulheres. A forma como o gênero simplesmente não importa, mas é mencionado, deixa a faixa extremamente natural na forma como a panssexualidade funciona de fato. E, claro, a letra segue um padrão bem oitentista (que 90% dos emuladores atuais esquecem), recheada de figuras de linguagem sombrias sobre o “Céu da Meia-Noite”, como se a Miley estivesse, realmente, dirigindo em alta velocidade numa estrada escura, conforme a pista pega fogo pelo calor da fricção de suas rodas com o asfalto.

Não é a faixa americana que mais escutei contando o ano como um todo, mas, com certeza, é a minha preferida.

2º Black Swan, Rainbow

(51 replays)

E agora vamos para um dos meus bops preferidos do k-pop: Black Swan, do Rainbow.

O lançamento desta faixa foi tão ousado e fora da casinha que até hoje eu acredito que nenhum grupo irá se contradizer de uma forma tão fantástica. Um grupo que, literalmente, se chama “arco-íris” trazer um lançamento extremamente sóbrio, moldado no preto e branco, é, no mínimo estranho. Eu acho que deviam ter colocado lentes em cada uma delas, com cada olho tendo a cor da respectiva integrante, pra ficar mais redondinho, mas, sinceramente, o clipe se utiliza tão bem do formato de caixa que não tenho como reclamar.

Agora para a melodia, que é a grande estrela disto daqui. Black Swan é uma música de espaços e vazios (o que, por si só, já combina com o ritmo sombrio). A faixa começa como um R&B sutil, moldado por sintetizadores no teclado, caindo para uma estrutura bem padrão para girlgroups em 2013/2014, onde as midtempos sensuais estavam brilhando no topo da Gaon. A primeira surpresa é o pré-refrão, que simplesmente silencia a faixa por meio segundo, fazendo com que o refrão tenha mais impacto e sua maior variedade de sintetizadores fique evidente. No refrão os sintetizadores vão se torcendo para algo mais dance-pop, ainda mantendo o tema sombrio, SEM ELAS FALAREM NO NOME DA MÚSICA (o que sempre ganha muitos pontos comigo). E depois NÃO VOLTAMOS PARA O R&B DO COMEÇO!! A faixa mantem a estrutura dance-pop do refrão em uma nova leva de versos totalmente diferente dos primeiros, que torce ainda mais os sintetizadores antes do meio segundo de silêncio voltar e o refrão explodir novamente. Na ponte, temos um rap bem padrão, que logo é eclipasado por um high note desesperado e soturno, que é seguido por um suspiro do título da música e UM RETORNO A ESTRUTURA DOS PRIMEIROS VERSOS ANTES DO ÚLTIMO REFRÃO.

É como se tivessem adicionado duas pontes para a música e jogado o segundo verso para o final, brincando com as nossas expectativas de tal forma que somos forçados a escutar de novo pra entender o que aconteceu ali. Se um dia eu realmente resolver produzir músicas por lazer como falei lá em cima, com certeza estarei mirando em fazer uma melodia tão inusitada e surpreendente quanto esta aqui.

1º Say So, Doja Cat

(61 replays)

E o meu hino particular do ano foi TÃO mainstream que dá até vergonha de chamar este blog de hipster kkk

Boa parte das gays fãs de diva pop deitaram pra isto aqui e, com razão, porque isto aqui é um ótimo número disco que parece ter saído direto de 1978. Na real, se isto não tivesse o break de rap no segundo verso, seria algo TÃO disco que não me espantaria se fosse uma demo da Kylie Minogue. A faixa se mantem fiel a sua inspiração (muito como o que falei de Midnight Sky) e isto é o caráter mais louvável e viciante de Say So. Num mundo que “adora” os anos oitenta, mas faz o possível para deixá-lo o mais clean, inofensivo e soft possível, é maravilhoso ver um dos hits do ano ser algo tão fiel. A voz da Doja está maravilhosamente aveluda, e o clipe mantem seu selo estrondoso de qualidade, realmente parecendo algo nem nexo nem estória saído de 1978.

Say So (asim como Juice, do ano passado) está para a década de 20 deste século assim como Spinning Around da Kylie Minogue esteve para os anos 2000s. Toda uma onda de disco está se espalhando pelo cenário mainstream e, apesar de ter muita coisa blasé, é muito bom ver uma sonoridade que sou tão afetivamente ligado (quando era criança minhas playlists consistiam em Rouge, Xuxa e CDs de disco da minha mãe) estar presente no mainstream.

rainbow black swan kpop | Black swan, Stage outfits, Black

E este foi o meu top 10 de músicas que realmente mais escutei neste ano de acordo com o last.fm/spotify. Espero que tenha curtido esta retrospectiva pela minha “história musical” ^^ (que é quase um esquenta pro Top de k-pop de 2020 kkk). Convido todo mundo da Blogosfera Fundo de Quintal™ a fazer isto (se quiser, claro), porque a curiosidade que falei lá no primeiro parágrafo sobre o que realmente estes blogueirinhos estão escutando é real 👀 kkk Se não flopar (hehe), vou colocando aqui embaixo os posts de quem fizer pra quem quiser ler xD

PS: Eu estou passando por uma nova fase da minha vida em que FINALMENTE comecei a dedicar-me 100% a minha carreira de artista visual (e estudar para o vestibular de Artes Visuais). Ainda não sei como ficará a periodicidade dos posts do blog neste contexto, mas, se você quiser acompanhar e apoiar minhas artes (o que me de deixaria muito feliz ) é só dar uma conferida no meu Instagram ^^ Obrigado xD

7 comentários em “TAG: As 10 Músicas que mais Ouvi em 2020

  1. Sempre volto para escutar musicas de 2013 a 2015 por falta do conceito sexy que os gg faziam na epoca e uma pena que atualmente e o girl crush que esta na moda e estou ja enjoada de tanto drop

    por favor nos deem um refrao

    Curtido por 1 pessoa

  2. Rapaz… eu até queria que tivesse mais embates (foi pouco🙂)

    Say so foi tão usada em memes que quando fui escutar ela de fato eu já tinha enjoado… queria muito ter pego mais apreço por ela

    Nesse post deitei pra zombie de vez. Tinha escutado nos outros posts, mas não ficou na minha cabeça.
    Admiro demais esse top, é todo diversificado (minhas músicas são mais do mesmo quase o ano todo) os blogs ajudam a dar uma diversificada.

    Curtido por 1 pessoa

  3. “‘E o meu hino particular do ano foi TÃO mainstream que dá até vergonha de chamar este blog de hipster kkk””, eu acho essa musica muito hipster, o problema é que ela bombou, ai fica dificil de aceitar.

    Curtido por 1 pessoa

  4. As vezes eu queria que a Miley fosse igual a galera do kpop e falasse que era a era ou conceito dela. Bom, apesar dela não falar isso, vejo dessa forma.
    Achei a música dessa Rina Sawayama muito boa, se tiver tempo irei conferir a discografia dela.
    PS. Quero deixar um comentário, que acho incrível como Vibrato consegue enverlhecer tão bem. São poucas músicas de kpop que consegue durar por meses e anos sem perder o brilho. E ela cresce a cada ouvida, uma pena o povo terem sido tão nojentos e cretinos com as meninas do Stellar.
    PS.2 acho que essa música da Sunmi merecia mais, tenho sensação que ela meio que flopou.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Se a Miley fosse assim ia ser muito mais palatável e ela ia ser muito mais aclamada por um monte de gente… E a discografia da Rina é outro nível xD Muitas referências super diversificadas e uma letras super profundas
      PS. Vibrato é muito maravilhoso, a música em si (e elas que cantaram bem pra caramba) não mereciam todo este contexto
      PS2. Eu tive a impressão que explodiu 🤔 Mas posso estar enganado…

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