TOP 50 | O melhor do K-pop de 2020: Onda da Popularidade Magnética [50-41]

E depois de muita enrolação, falta de tempo e troca-troca numa lista gigante do Evernote, FINALMENTE as melhores do ano chegam ao Aquário Hipster! Como dezembro está sendo um mês bem atribulado, acabei dando uma desaparecida aqui e não cobrindo os últimos lançamentos do ano (não que tenha alguma coisa memorável, mas enfim…), mas prometi pra mim mesmo que ia postar este top até o final do ano e consegui!!! xD

Claro que pra isto acontecer eu tive que diminuir o número de músicas pela metade (ia ser impossível escrever sobre 100 músicas a tempo, já que eu estou escrevendo isto hoje mesmo @.@’), então só o must do must vai aparecer aqui na lista (pelo menos pra mim, né… kkk Lembrando de que esta lista é só uma opinião pessoal minha, fique a vontade de ir colocando seu top 100, 50, 10, etc… nos comentários se quiser ^^), sem contar que a referência aos famigerados níveis de popularidade da Sports Chosum (clica aqui se vc é novinha demais pra sacar esta referência) só tinha nomes legais até o quinto nível, então só conseguiria usar “adaptações aquáticas” em cinco posts mesmo kk

Sem mais delongas vamos começar com as piores entre as melhores de 2020!!

50. I’m Gonna, N.Flying

N.Flying é, de longe, a minha banda (ou seja, pessoas que efetivamente tocam instrumentos das músicas) preferida do k-pop. Tanto que, apesar do EP meia boca que eles lançaram este ano, consegui escutar uma b-side o suficiente para esgueirá-la na rabeira do top. A banda funciona melhor quando não se leva a sério, como neste refrão, que vai de Superman a peixe com fritas enquanto tenta conquistar a crush pelo estômago. I’m Gonna é a melhor faixa do ano pra banda, o que é bem triste considerando o ótimo 2019 que eles tiveram (que, inclusive, os tirou da Nugulândia), então fica aqui a recomendação de uma faixa engraçadinha que você muito provavelmente nunca ouviu falar pra começarmos esta série de posts em alto astral.

49. Gepetto, ONF

O comeback do ONF não envelheceu tão bem no decorrer dos meses, mas Gepetto é uma joia nostálgica de 2020, que consegue ser bem mais efetiva comigo que qualquer single da Lee Hyori & os Oppas, muito pela época que referencia. ShiNee foi a minha primeira boyband e escutar alguém emular Jojo em pleno 2020 é um deleite para os ouvidos. E, como cereja do bolo, temos a relação PARADOXAL entre dance pop extremamente ❤ boiola ❤  (bem ShiNee mesmo) com a letra extremamente criativa com eles falando para o interlocutor que não são mais “seu Pinóquio” no refrão, ao mesmo tempo que estão refletindo sua identidade por terem sido montados artificialmente nos versos (de forma LITERAL).

Sozinha esta faixa já desbanca a maioria dos singles masculinos do ano sem nem se esforçar.

48. La Luna, HA:TFELT

La Luna é básica? É, mas não chega a ser genérica. Nesta época em que as tendências estão cada vez mais homogêneas e o mercado americano (que influencia meio mundo) fica cada vez mais morno, é muito bom ver que ainda existem cantoras que conseguem mergulhar na modinha mantendo uma identidade. HA:TFELT conseguiu adaptar o latin pop ao seu estilo pseudoindie, trazendo um aspecto sombrio e hipnótico que usa o imaginário do Coelho da Lua para brincar com o fandom furry e falar safadamente sobre orgasmo e auto confiança. Não é o momento mais criativo ou fora da casinha dela neste ano, mas, com certeza, foi um dos mais marcantes.

47. Waves, Kang Daniel (feat. Simon Dominic & Jamie)

Sendo sincero, a coisa mais impactante do Daniel pra mim é que ele é namorado da futura rainha da Coreia (também conhecida como Jihyo), então sou totalmente alheio a toda a carreira solo dele. Entre single ruim e inespecífico, Waves traz uma interpretação vocal bem interessante (muito pelos três vocais envolvidos), dando o pulso necessário para qualquer latin-pop que se preze. O pós-refrão repetindo tsunami, tsunami é extremamente viciante e, sinceramente, é por causa dele que lembrei da música o suficiente para colocar aqui.

46. AH EE YAH, KARD

KARD se rendeu ao lado blackpinkesco da força e até que não está se dando mal (ao contrário de vários nugus wannabes que temos por aí). Porém, pra mim, o lado mais leve e descontraído de universitários deles, como nas eras de Hola Hola e Ride With The Wind, combina muito mais com os vocais e com o carisma dos integrantes do grupo. AH EE YAH, apesar do nome onomatopeico, traz um reggae fusion gostosíssimo de se ouvir, com vários momentos marcantes e memoráveis que ultrapassam o refrão (como o Red zone da Jiwoo no segundo verso). O melhor reggae do ano, sem sombras de dúvidas (e olha que tivemos uns quatro em 2020).

45. Dolphin, Oh My Girl

Eu gosto do Oh My Girl, mas este ano elas foram sofríveis, porque a forçação de barra do safe mode foi bem hardcore. De tanta coisa genérica e fofinha depois do que aparentemente tinha sido um amadurecimento de imagem no Queendom em 2019, Dolphin foi a única coisa que se salvou do plano do esquecimento. A faixa é uma ótima b-side despretensiosa, com direito a um refrão mega chiclete (dadada dadadadadada dos infernos!), que, sinceramente, merecia um single BEM melhor.

44. God’s Menu, Stray Kids

Stray Kids não teve o melhor dos anos, mas ainda conseguiram entregar alguns singles minimamente impactantes que continuaram a mostrar a criatividade dos membros. Uma música focada na catarse, God’s Menu é um número industrial bem pesado feito pra extravasar a raiva mesmo, com destaque para as excelentes analogias com culinária (inclusive nos passos de dança, que emulam os cortes clássicos da cozinha francesa). O único problema, que acabou fazendo a faixa cair várias posições aqui no Top, foi o clipe extremamente bagunçado, em que a analogia culinária foi perdida em favor de… Corridas de carros?? Vai entender o que se passou com a direção de arte disto aqui…

43. Out Of My Mind (Remix), 3YE

EU FIQUEI ESPERANDO O ANO INTEIRO POR ESTE MOMENTO!

Assim que saiu o EP do 3YE e me deparei com este remix meio reggae e meio jazz do single de debut do grupo. Out Of My Mind se transforma sem os sintetizadores pesados e agressivos, dando espaço para a interpretação vocal das três integrantes brilharem, dando muito mais personalidade para a música. Mesmo com tanta mudança, o impacto do refrão hipnótico, as mudanças de tempo na ponte e o pré-refrão explosivo mantem suas características, não se desapegando totalmente do original. Não só é o melhor remix do ano, como o melhor remix do k-pop EM MUITO TEMPO MESMO (chupa YG).

42. SURF, ITZY

Eu não sei quem foi a alma abençoada que roubou umas demos da SM para o terceiro EP do ITZY, mas espero que ela tenha ganhado um bom aumento. Em uma tracklist super interessante e diversa, SURF é a primeira faixa mais delicada que vi na discografia do grupo, apostando no retrô oitentista que seria facilmente um ótimo single nugu. Muitas vezes, menos é mais, e clima tropical e super gostosinho desta música (recheado de elementos que fogem da fórmula preguiçosa do tropical house) é a prova concreta disto.

41. Weather, fromis_9

O fromis_9 lançou um vídeo pra melhor b-side de seu último EP e isto as impediu de serem esquecidas com a transformação de Top 100 em Top 50. O aesthetic com as bordas dos vídeos cortadas e com elas mantendo uma expressão super séria quando tá chovendo e sorrindo quando tá sol deu uma disfarçada na falta de orçamento. Além disso, ficou muito interessante com a analogia presente na letra, em que elas se comparam ao clima (de uma forma bem menos óbvia do que se espera). A faixa, em si, traz uma pegada de 8-bit ao mesmo tempo que é introspectiva, com vocais sóbrios e um pós-refrão que gruda na sua cabeça fácil fácil.

É muito interessante quando apostam em ritmos mais animados para letras introspectivas, ainda mais em um cenário tão preto no branco quanto o k-pop.

3YE on Twitter | Kpop girls, Girl group, Girl

E chegamos ao final da primeira parte (de cinco!). Este começo é, sem sombras de dúvidas, a menos qualitativa de todas as partes. Estas dez músicas são faixas que, na minha opinião, não chegaram a trazer nada de efetivamente novo ou impactante (com exceção do remix destruidor de vidas, claro), mas se tornaram queridinhas do meu replay mesmo assim. Eu fui percebendo que pendi muito mais para b-sides do que singles neste ano, ainda mais com meu desejo por músicas mais profundas neste último mês (acho que é um resultado de eu ter começado a ver glee e escutar Gorillaz), mas eu vou falando mais sobre isto nos próximos posts…

Na próxima parte teremos: 4 b-sides que você provavelmente esqueceu e um ato super mainstream surgindo de forma inesperada… Logo mais ela dá as caras aqui no Aquário ^^

Muito obrigado por ler xD

7 comentários em “TOP 50 | O melhor do K-pop de 2020: Onda da Popularidade Magnética [50-41]

  1. Fico feliz que você tenha conseguido voltar (Eu real senti a sua falta, até mesmo no Twitter… Meu lado desesperado gritou alto haha)

    E eu deletei que você tinha sequer gostado de God’s Menu… Só fique feliz que ultimamente o meu aleatório tem forçado e eu tenho pegado mais apresso por ela hahaha

    Curtido por 1 pessoa

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