TOP 50 | O melhor do K-pop de 2020: Maré da Mania [40-31]

E a segunda parte do TOP 50 já chegou!!! Só depois de ter a lista pronta eu percebi que tem uma caralhada de b-sides dando as caras kkk Na parte anterior, metade não era single e agora não poderia ser diferente… Será que você vai lembrar destas faixas perdidas dentro de álbuns?

40. Outro: Ego, J-Hope

E BTS dá as caras com sua melhor faixa do ano (Dynamite é tão esquecível que ofende o gênero disco, vamos lá…), curiosamente cunhada pelo integrante com as faixas solos mais interessantes do grupo: J-Hope. A culpa, na real, de isto estar aqui é do aleatório do meu Spotify, que SEMPRE COLOCAVA ESTA FAIXA ALEATÓRIAMENTE PARA TOCAR. A cada vez que ouvia, eu escutava os vários elementos que permeiam este instrumental, que é praticamente uma apresentação de fanfarrara. Além disto, a mensagem da música é bem legal, falando sobre aceitar nossas escolhas da vida e não ficar nos julgando pelo que os outros acham dos caminhos que fazemos. O clipe também é frenético e combina perfeitamente com o carisma e a persona pública do J-Hope (só vi acontecer este “equilíbrio visual” com a Sunmi e com a HA:TFELT).

Pra mim o único defeito é não ter indicado o feat da mulher que fez os harmônicos no final da faixa. De resto, ponto positivo pro meu atual integrante preferido do BTS (ninguém mandou você fazer mais plástica, Jimin).

39. 26, Younha

De um integrante do BTS a outro, Younha chamou muita atenção no começo do ano por lançar um feat com o RM em seu EP. Entre as baladinhas comuns a carreira da solista, este roquezinho maravilhoso, no melhor estilo ending de animes de ação pouco conhecidos, como Kiba, se destacou facilmente. Já é difícil termos um número de rock decente no k-pop, ainda mais cantado com tanta emoção como este. Não é a toa que a Younha é mais famosa no Japão que na Coreia.

38. Life Sucks, HA:TFELT

Neste ano, HA:TFELT uniu todos os seus singles meio pedantes dos últimos anos no epopeico álbum 1719. Ele não é perfeito em sua execução (muito por ser muito longo pro meu gosto), mas se tornou a investida, na minha opinião, mais icônica no cenário capopeiro deste ano. Yeeun se despiu de qualquer persona que já vestiu desde o início de sua carreira nas Wonder Girls, sendo sincera em entrevistas e abrindo o seu coração cheio de inseguranças e desespero pra todos verem. O mais sincero (e um dos mais desesperadores) momentos foi Life Sucks, com ela falando sobre a relação conturbada com seu pai, separado de sua mãe há anos, que se envolveu num escândalo de corrupção e ainda teve a pachorra de pedir pra filha assumir parte da culpa (se não me engano). A faixa é um número extremamente dramático que ganha mais pela letra e tom confessional do que qualquer outra coisa.

Lembro de um post do ASIANMIXTAPE que ele falava que as músicas do k-pop costumam ser como McDonalds e as da Utada Hikaru eram um lanche artesanal. Life Sucks é um dos raros casos que temos um lanche artesanal escondido no meio de um monte de fast-food.

37. Ordinary Night, Dawn

Em seu momento de protagonismo solo, Dawn mostrou suas claras inspirações no G-Dragon e no contexto de trap que domina o hip-hop mundial. Porém, a joia de seu EP não é nenhum momento animado divertidinho e derivativo, mas Ordinary Night, um pop acústico e atmosférico onde ele se mostra perdido e romântico em meio a uma noite escura. A faixa é de uma delicadeza louvável para qualquer rapper masculino que se preze e consegue trazer bastante emoção (ainda mais se levarmos em conta o quanto ele e a HyunA são um casal fofíssimo).

36. Numb, Jessi

Colocar Numb logo depois já deve deixar claro que tipo de música realmente ficou comigo neste 2020, né?

Entre hits de tik tok e melodias chicletes, com o passar do tempo, muito do que fica em minhas playlists são canções que realmente trazem uma carga emotiva relacionável. A dicotomia entre grande gostosa e vulnerável reflexiva que a Jessi trouxe com este single é algo que eu aprecio muito. Como seres humanos, somos multifacetados e ver mesmo que seja uma parcela desta grande e contraditória variedade de “eu”s traz um calor no coração que, obviamente, aumenta o replay factor de qualquer lançamento. Ainda mais se executado com tanto estilo e capacidade como ela fez aqui.

35. Scream, Dreamcatcher

Depois de três anos, é incrível que o Dreamcatcher seja tão certeiro em todos os seus lançamentos, sem perder em nenhum momento a consistência visual e sonora. Com um clipe escorrendo orçamento, elas trazem mais uma pequena fanfic enquanto gritam sob guitarras frenéticas, coros góticos e gritos, em uma melodia que consegue misturar o melhor do dance-pop agressivo de vários girlgroups com os drops igualmente agressivos de boybands. Não sei você, mas, desde o debut, são poucos os lançamentos delas que não considero épicos e, por mais que tenha perdido um pouco o replay factor no decorrer do segundo semestre, Scream está tranquilamente entre os melhores e mais apocalípticos deles.

34. Universe, Weeekly

Lembram quando achamos que o debut do Weeekly tinha sido o melhor do ano? Como estavamos enganados não é mesmo? kkk

A melhor música do grupo em seu ano de estreia foi, com certeza, o número energético e retrô de Universe, cheio de saxofones e sassyness para colocar qualquer originária da Momolândia pra dançar. A faixa passaria por single tranquilamente, considerando o quando ela foi bem trabalhada para apresentações, permitindo um aegyo um pouco menos cansativo que a música de debut e um refrão bem mais inteligente e grudento, de uma forma não óbvia (ou seja, sem ficar repetindo o nome da música infinitas vezes).

33. Retro Love, BOYHOOD

Ao samplear (legalmente ou não) Take On me, Boyhood conseguiu construir em Retro Love uma música oitentista que se diferencia da moda por ser muito menos modernizada que suas contemporâneas, ainda ganhando pontos extras por ser independente e ter produzido sozinho a faixa. Este tipo de comprometimento com a época a ser escolhida não é algo muito comum, ainda mais quando o gênero em questão vira modinha e todo mundo lança (é só pensar quantos atos tentaram referenciar anos noventa direito quando a moda era imitar os anos noventa) e eu, como um amante de músicas retrô, não poderia estar mais feliz com isto. Por ser um pouco repetitiva, ela caiu muitas posições do top 10 que eu imaginava quando a ouvi pela primeira vez, mas não deixa de ser um grande destaque para o lado mais retrô do ano.

32. Diver, YooA

Diver (e todos as b-sides do debut da YooA) quebrou um pouco a unidade conceitual do EP. Mesmo assim, a faixa conseguiu ser um ótimo e criativo dance-pop, digno de qualquer aspirante a diva pop. Com um título incomum (que não é mencionado do decorrer da faixa) e uma analogia simples na expressão “how deep is your love”, Diver nos entrega aproximadamente quatro minutos de diversão despretensiosa cunhada na inventividade, numa boa interpretação vocal e numa produção bem redondinha e agradável aos ouvidos.

31. Count 1,2, TOO

Os garotinhos do TOO mereciam uma single bem melhor que o debut hardcore que os produtores tacaram neles e, felizmente, Count 1, 2 é este single. Se Beach Again são Lee Hyori e os Oppas entregando k-pop old school com propriedade, esta faixa são os novinhos emulando este mesmo tipo de música, de uma forma mais atualizada e polida, claro, mas não menos alegre e descompromissada (bem que eles poderiam ter tirado toda a parte meio dark do clipe antes do último refrão, ficou totalmente fora do contexto…). É incrível como até alguns takes e elementos do instrumental de ambos os lançamentos são parecidos!

Eu jurava que ia preferir a faixa da Lee Hyori a deles, mas a produção mais modernizada de Count 1,2 ganhou nos meus replays, além de, claro, fazia tempo que não tínhamos uns novinhos usando e abusando do aegyo num lançamento alegrinho.

Update: HA:TFELT (Yeeun) Gives A New Glimpse Of “1719” With Concept Photos  | Soompi

E esta foi a segunda parte! Acho que já está dando pra perceber o quanto eu estou preferindo umas coisas mais emotivas do que dançantes e acredito que isto diz muito sobre como meu olhar sobre o k-pop foi mudando no decorrer do tempo. Talvez seja por uma superexposição ao gênero com o passar dos anos ou uma falta de criatividade neste ano, mas muitas músicas e conceitos mais popzinhos de boybands (e, choque-se, girlgroups!) parecem ser a mesma coisa de novo e de novo…

Na próxima parte (que dá as caras já amanhã no ano que vem xD), teremos sete músicas de atos recentes na indústria, o retorno triunfal de dois nomes da geração passada já bem conhecidos e uma duplinha adorável de duas quase ex-idols que conseguiram achar uma solidez juntas depois do flop imenso de seu antigo grupo.

Muito obrigado por ler e feliz Ano Novo!!!

7 comentários em “TOP 50 | O melhor do K-pop de 2020: Maré da Mania [40-31]

      1. Eu ouvi poucas vezes o álbum da Yooa (Além de que fiquei com medo de falar que era trilha sonora de O Irmão Urso e a fanbase cair matando igual a fanbase do Gidle qdo soltei que Oh My god era canto gregoriano e DumDi DumDi era a abertura de Rei Leão hahaha)

        Curtido por 1 pessoa

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