TOP 50 | O melhor do K-pop de 2020: Nobreza Atlante [30-21]

FELIZ ANO NOVO!! Que muitas boas energias te acompanhem neste novo e esperançoso ano de 2021 ^^

Vamos continuar nossa lista de melhores do ano? No último post vimos rappers arrasando em números mais lentos e mais b-sides memoráveis que este ano nos proporcionou. Agora vamos subir mais um nível de qualidade ver quais hinos do ano foram tão “mal” comigo que nem chegaram perto do top 10?

30. Bittersweet, Dreamnote

Bittersweet foi uma joia do começo de 2020, escondida no álbum que o Dreamnote apelou para as resoluções de ano novo concept em seu single (mal sabia a empresa que 2020 guardava muita decepção). A faixa é um ótimo exemplo da boa utilização de house e aquelas músicas ballroom noventistas, cheia de elementos atmosféricos que te transportam para uma pista de dança meio melancólica. Não chega a ser o melhor exemplo que tivemos deste tipo de faixa no ano (talvez se elas cantassem com um pouco mais de emoção teria subido umas posições), mas foi uma ótima surpresa. É sempre bom dar uma olhada em álbuns nugus, vai que ter uma pérola dessas perdida ali no meio.

29. So Bad, STAYC

STAYC foi considerado por muitos da blogosfera o debut mais deste ano e, por mais que eu discorde um pouco, entendo muito bem o apelo que So Bad trouxe em todo mundo. Um synthpop moldado em todo tipo de modismo oitentista que nossa geração adora ver emulado, junto de um clipe cheio de carisma, bem colorido, com screentime pra todas as integrantes e passos criativos que fugiram da preguiça tik tokeira que boa parte dos nomes famosos da indústria estão seguindo. Foi algo digno de nota mesmo, ainda mais sendo algo que não teve metade do hype que vários debuts deste ano.

Na real, só não é o melhor debut do ano pra mim, porque pouco depois de Twice e Everglow este tipo de melodia não soou tão impactante assim e teve um grupo novo que conseguiu não só trazer algo bem legal quanto as STAYC, mas também que se destacou do que todo mundo fez no ano.

28. Maybe, (g)-idle

Maybe é, pelo menos por enquanto, um dos ápices criativos da Soyeon. Cumprindo exatamente o que se espera de uma b-side (aumentar o universo apresentado pelo single adicionando mais camadas a mensagem/conceito), a faixa delicada perpassa por diversos elementos (inclusive vocais) afastados do primeiro plano, dando uma sensação de que estamos em um espaço muito mais amplo conforme a ouvimos. Os versos são totalmente suspirados o que sugere que elas estão sussurrando a letra em nossos ouvidos em meio a uma multidão. O refrão, então, vem em seguida, com um drop repleto de sintetizadores, que te fazem afundar em meio ao ambiente amplo que os versos criaram, sendo que, cada vez que ele aparece de novo nos surpreende de uma forma diferente. É raro vermos algo tão bem produzido numa b-side e isto é digno de nota… Com os sucessivos replays a faixa perdeu um pouco do seu appeal inicial comigo, caindo algumas posições no top, mas isto não significa que ela não tenha sido uma grande surpresa do ano.

27. Play, Chung Ha

Que SAUDADE eu tenho de uma high note, sério! Eu fui me afastando dos lançamentos da Chung Ha e nem mesmo neste ano em que ela trabalhou pra caramba foi o suficiente para eu escutar muita coisa nova dela. Play foi a única exceção a isto e acredito que isto se deu pela forma exemplar com que ela emulou o latin pop.

Acho que um problema em todo mundo que tenta emular latin pop é que falta pulso pra apresentar vocais e performances vibrantes e cheias de energia (não dá pra fazer latin pop de qualidade e manter cara de cu, pelo amor de Lee Hyori) e Chung Ha faz isto muito bem, principalmente da high note antes do drop e na bridge em que ela dá uma de participante da Dança dos Famosos e tira um 9.99 bonito da Claudia Raia. O melhor latin pop de 2020 e, se ninguém se esforçar MESMO, vai ser o melhor latin pop capopeiro por um BOM tempo.

26. Criminal, Taemin

Criminal é um lançamento em que Taemin fez o que sempre fez de melhor e, de quebra, trouxe um pouco de conceito para envelopar todo o pacote. Isto faz todo o sentido, considerando que um ato solo servir no exército joga um bom balde de água fria na progressão de sua carreira. Criminal é uma faixa estranha, sombria, que mergulha um pouco no dance-pop meio Michael Jackson que o Taemin está acostumado ao mesmo tempo que brinca de uma forma meio estranha com as estruturas padrão deste tipo de música. É um tipo de música que não gruda na cabeça na hora, mas vai aos poucos tomando conta do meu cérebro até eu exaltar cada elemento da faixa que eu não entendi antes.

Pra mim, foi o primeiro single realmente forte do Taemin e, considerando a porcaria que veio logo em seguida, foi bom termos alguma coisa pra ir tocando enquanto ele serve no exército a partir do ano que vem.

25. WANNABE, ITZY

Assim como aconteceu com Twice e Wonder Girls (mais de uma vez), a JYP achou uma fórmula para o ITZY e vem refinando-a cada vez mais a cada comeback. Ver um girlgroup que canta apenas sobre amor-próprio em todos os seus singles até agora é extremamente gratificante, ainda mais com o equilíbrio que temos entre as integrantes mais girl power e as mais fofinhas, com elas pagando de boss bitch ao mesmo tempo que não se levam tão a sério. A música em si consegue ser uma bagunça industrial tão forte quanto vários lançamentos de boybands que não funcionam comigo, mas aqui, o claro esforço em fazer um refrão chiclete e até meio reflexivo (eu dei uma boa bugada quando comecei a de fato pensar no singificado de “eu não quero ser alguém, eu só quero ser eu” -> o que é ser um “alguém”? Somos todos “álguens” anônimos na multidão?) fez a faixa se destacar.

Foi o ápice da fórmula do grupo antes do ótimo respiro que a JYP deu pra elas em NOT SHY.

24. 99 (Gu Gu), KEEMBO

KEEMBO foi, neste ano, uma das vozes mais good vibes da Nugulândia. Formada por uma dupla de ex-integrantes do SPICA, elas lançaram três singles, cada um apontando pra um estilo, e várias lives no youtube arrasando no karaokê. As outras duas ainda estão pra marcarem minhas playlists, mas o destaque, até agora, foi para 99.

QUE MÚSICA BOA!! Num número de disco descompromissado e extremamente orgânico (uns 95% da faixa poderia ser tocado apenas com instrumentos tranquilamente), temos as duas esbanjando carisma e naturalidade no clipe de verão que mais me lembrou o SISTAR desde See Sea em 2018.

Acabei vendo o clipe inteiro sorrindo… Dê play, sério, você não vai se arrepender.

23. BAZOOKA!, GWSN

A fórmula house de 4 Walls já estava cansando, então foi muito bom as nugas mais queridinhas dos orbits desiludidos pela BBC apostarem em algo menos conceitual e pedante para um single, despirocando totalmente num chicletão bem animado e empolgante. É aquele tipo de fórmula básica de dance-pop que foi tão bem feita que nem tem como reclamar, o que abriu espaço para o grupo brilhar um pouco por si só e não apenas como uma sombra do f(x) ou do LOONA.

22. Fairy of Shampoo, TXT

A Big Hit está conseguindo muito bem atirar PARA TODOS OS CANTOS nos álbuns dos irmãozinhos do BTS, com a ótima desculpa conceitual que a cada EP os sons vão ficando mais “experimentais”. Se isto parece balela se pegarmos PUMA, o oppa vida loka concept que virou segundo single do EP deles do 1º semestre, vende muito bem quando olhamos para esta releitura de um pop clássico coreano dos anos noventa: a Fada do Shampoo (isto é muito nome de música oitentista, minha deusa!).

E vou dizer, que releitura! Todos os aspectos datados da versão original foram reestruturados de forma a transformar a faixa em uma mistura de dream e city-pop (Kim Lip, JinSoul e Choerry estão orgulhosas), te embarcando em uma viagem melancólica por entre a melodia, que parece ser mais sugerida do que mostrada. Como bônus, temos vocais extremamente agudos de todos os integrantes, o que é um contraste bem interessante para a estrutura de city-pop (com esta mistura de sintetizadores e jazz), que geralmente é cantada de uma forma mais grave.

E ainda nem é a melhor faixa do TXT do ano, só pra ver o quanto a Big Hit está conseguindo acertar no gerenciamento deles.

21. Obliviate, Lovelyz

O hino dos Potterheads vem a seguir, encerrando o processo de amadurecimento do Lovelyz de uma forma surpreendentemente profunda e bem estruturada. Baseada no feitiço do esquecimento, Obliviate, a música equilibra muito bem os versos descrevendo as sensações sufocantes de solidão e ódio. Depois, vem o crescendo do pré-refrão, com sintetizadores mais pesados e um high note DESESPERADO gritando “quero que tudo pare!”. Aí tudo explode, como se as emoções já estivessem desgastadas demais para continuarem a se expressar, com uma voz sombria invocando o feitiço e o coro repetindo as vozes de comando para se esquecer de tudo e para destruir a pessoa que é a causa desta situação. E aí, no pós-refrão, elas reganham a confiança e sussurram poderosonas que nada vai derrubá-las.

De bônus, temos um clipe LINDO, com várias referências a Harry Potter que conseguem estar óbvias sem correr o risco de dar problema com direitos autorais e uma coreografia complexa que aposta mais em sincronias e no “sexy sem ser vulgar”, como os lançamentos do Apink pós-amadurecimento. Se continuar neste ritmo, o Lovelyz ainda tem muito pra nos mostrar, mesmo com elas estando bem perto dos sete anos de existência.

Review] Criminal – Taemin (SHINee) – KPOPREVIEWED

E este foi o fim da terceira parte. Muita coisa que eu achei que ia entrar no top 10 quando escutei pela primeira vez já apareceu aqui. É bem curioso como estas listas de final de ano são moldadas muito por como estão nossos gostos nesta época, né? As vezes uma música que curtimos pra caramba no decorrer do ano já nos cansou em dezembro e nem gostamos tanto mais, vai entender… kkk

Na próxima parte, temos as últimas selecionadas antes do famigerado top 10, contendo: o melhor debut do ano, surpresas envolvendo grandes atos que ninguém tinha mais esperanças de lançar coisa boa e, claro, mais três b-sides que superaram os singles de seus respectivos grupos. Consegue chutar quais são?

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