I’m Not Cool, HyunA: Direto de 2015, o deboche está de volta!

HyunA, HyunA… De longe, a minha solista preferida de todos os tempos. A diva conseguiu superar meus altos e baixos com pop, conseguindo sobreviver muito mais nas minhas playlists do que todas as outras divas que já joguei confete (Xtina, Selena Gomez, Ariana Grande, Janelle Monaé, Kimbra, Sunmi, Taeyeon, Tiffany, Namie Amuro, Kylie Minogue, Sia e por aí vai…). Depois de muito hype acumulado para seu comeback em 2020, tivemos alguns problemas e modificações. O full album virou mini, trocaram a faixa que ia ser single, mas, de todo jeito, ainda é o primeiro álbum solo da HyunA em QUASE QUATRO ANOS!!! Preparade?

Se QUALQUER outra pessoa lançasse algo assim, eu ia ficar golgando a modinha de moombahton (como fiz ontem), falando que tá genérico e tudo mais… Só que desta vez é a HyunA. E não apenas a HyunA, mas a persona sexy irônica dela, que não vemos desde 2015 com Cause I’m a God Girl.

Conforme sua carreira foi evoluindo e ela foi ganhando cada vez mais atenção (e debuts, por parte da Cube… Ela já debutou em CINCO projetos diferentes ‘-‘), o direcionamento artístico foi ficando mais na mão dela e na equipe que ela escolhia (principalmente a partir de Red) e HyunA decidiu trazer uma mistura muito icônica de aegyo e sexy, tirando um sarro gigantesco da divisão entre os conceitos femininos no k-pop enquanto vestia a armadura dourada da constelação de Coelho e cantava sobre bundas de macaco. A própria HyunA já falou em entrevistas que Red foi a era preferida dela.

Esta virou meio que a marca registrada da HyunA até a própria começar a flertar com o lado mais indie e alternativo da coisa, chegando no lançamento de Babe, que diminuiu um pouco o caráter mais escrachado de seus lançamentos em favor de uma representação mais etérea e autorreflexiva. Tivemos o retorno da debochada em Lip & Hip, mas, com a saída dela da Cube e o lançamento de Flower Shower, eu já imaginava que ela iria seguir por esta nova identidade visual e sonora mesmo.

MAS CONTUDO ENTRETANTO TODAVIA, os teasers de Good Girl já mostravam uma coisa mais rampeira, então a esperança de que ela estava voltando um pouco a seu estilo visual mais antigo foi crescendo lentamente dentro de mim. Mesmo com a troca de singles, tudo dava a entender que ela traria novamente sua persona mais debochada para esta fase mais sólida de sua carreira.

E foi justamente neste contexto que tivemos a barulheira de EDM e moombahton de I’m Not Cool. A faixa, em si, traz todos os maneirismos que já vimos em vários dos lançamentos que miraram no mesmo gênero, com um pouquinho mais de sintetizadores pesados a la ITZY. O resultado final é a trilha sonora de uma aula de zumba (o que a coreografia frenética sugere também…). Na real, pra mim, tudo fica melhor com o acompanhamento visual e os diferentes visuais, que vão de Paola Bracho egípcia a garota fofinha com seu ursinho gigante.

É interessante notar como o clipe parece trazer um amálgama de vários lançamentos diferentes da HyunA no decorrer de sua carreira. As referências egípcias de Red estão lá, as flores de Flower Shower também, a biscoitagem gratuita de How’s This, a prepotência cômica de Cause I’m a God Girl, o piranhaegyo de Ice Cream… Posso estar exagerando como fã, mas é como se ela estivesse homenageando a própria carreira enquanto abraça de vez esta nova fase enquanto performer e cantora (porque enquanto modelo, quem segue ela no instagram sabe o tanto que ela já posou desde que entrou pra P Nation…).

Quanto ao álbum, depois do single, temos a ansiada Good Girl, que PRECISA TER O CLIPE LANÇADO. Se I’m Not Cool eu acabo forçando um pouco pra gostar, Good Girl é EXATAMENTE o tipo de música que eu esperaria da persona cômica da HyunA. A faixa se trata de um bubblegum pop, bem fofinho e redondinho (a parte da ponte com sintetizadores mais pesados é tão curta que nem chega a incomodar), que tem sua impressão transformada pela voz anasalada e, claro, pela piranhagem exclusiva com um monte de macho rebolando no fundo.

Depois de duas piranhagens rampeiras, temos o lado mais melancólico e alternativo dela dando as caras, com o R&B meio experimental de Show Window, cheio de elementos suaves e diversos em seu instrumental, e o feat romântico com o Dawn de Feel, Party, Love. No fim, bem na vibe de reciclagem, temos Flower Shower, que poderia estar melhor posicionada na tracklist, mas soou mais divertida agora que escutei de novo do que quando escutei no lançamento.

HyunA "I'm Not Cool" to be released on January 28th, today - MHN

I’m Not Cool é um lançamento que eu venho esperado por muito tempo, então as chances de eu desgostar seriam bem pequenas mesmo. A volta da persona debochada é mais do que bem-vinda, ainda mais porque não significou o sacrifício das faixas mais diferentonas no decorrer do EP (bem capaz de eu lançar uma Album Review mais pra frente). O single é, como ocorreu com A’wesome em 2016, a pior faixa do álbum, mas só de ela finalmente ter voltado (com o grande sucesso que está experimentando) só me deixa muito feliz e vai render muitos replays no meu Spotify pra todas as músicas.

8 comentários em “I’m Not Cool, HyunA: Direto de 2015, o deboche está de volta!

    1. SIIIM, eu só não deixo de seguir ela no IG porque amo ela de paixão, senão, é tanto flood de foto normal e de propaganda como modelo que daria unfollow sem pensar duas vezes kkk

      Siiim, quem diria que eu iria gostar de algo neste ritmo pouco depois de criticar kkk

      Curtido por 1 pessoa

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