Ra Pam Pam, Golden Child: Honrando o Legado do T-ARA

Os dez meninos do Golden Child estão conquistando cada vez mais a minha atenção a cada comeback, sendo, por enquanto, uma das boybands que mais acompanho (mesmo ainda não sabendo o nome de ninguém e não indo além dos lançamentos kk). PORÉM, já faz uns meses que todas as demos boas que poderiam ser deles acabaram nas mãos do DRIPPIN, o grupo mais novo da mesma empresa… Quando eles decidiram, em pleno verão coreano, ao invés de lançar um EP despretensioso, trazer um full album com cara de grande projeto pra consolidar a marca do grupo, meu receio estava A MIL e eu já estava pronto pra espumar de raiva DE NOVO:

Felizmente, a Woolim deu uma arrumada na lambança artística que foi o último comeback e decidiu organizar um pouco mais qual seria a marca visual/sonora que definiria um lançamento como “a cara do Golden Child” (pelo menos por enquanto kk). Nisto, eles decidiram manter a ideia de um clipe mais narrativo e tentaram levar a música, a letra e as cenas de coreografia para algo mais alinhado com esta ideia.

Em Ra Pam Pam, a história trágica da vez é numa cidade em que, após a explosão de uma bomba, a atmosfera ficou imprópria para seres humanos, com os integrantes do grupo trabalhando juntos para desligar o aparelho que mantinha o local assim (e, consequentemente, mais vulnerável a controle de algum país/governo totalitário).

A melodia se joga muito em influências de latin-pop (presente até na coreografia), resultando numa faixa meio incomum para o cenário, já que a modinha Despacito não chegou a despontar na Coreia e ser amplamente difundida.

Estes dois elementos parecem totalmente desconexos (e são mesmo), mas chegam a funcionar juntos pelo conteúdo da letra, que utiliza de umas analogias muito acertadas para o rolê romântico para combinar com a estória do clipe. Coisas figurativas que aparecem como “liberar o mundo das trevas” e “esperar até que o sol se erga novamente” podem ser interpretadas literalmente pra casar com a narrativa do clipe e, assim, deixando um diálogo melhor entre a parte visual e sonora do comeback.

Mas o grande brilho aqui é, sem dúvidas, o full album, que faz jus ao título “Game Changer” e entrega O MELHOR ÁLBUM DO GRUPO ATÉ AGORA. Não é a primeira vez que a direção do grupo se utiliza de um full para mudar o direcionamento artístico deles (no Re-boot, de 2019, o primeiro full deles, fizeram a mesma coisa), mas, agora, a casa parece bem mais organizada.

Uma grande questão com o Golden Child que me incomodou muito desde que comecei a acompanhar um pouco o grupo é como eles eram bagunçados. Artisticamente mesmo. Cada comeback atirava para um lado, tinha um formato de álbum diferente e parecia mirar em um público diferente. Isto é comum no k-pop, eu sei, mas eu não via um mínimo caráter de unidade entre um lançamento e outro. Isto os deixava com uma cara bem mais nuga do que eles de fato são (nugu não consegue fazer várias versões de álbum físico, como eles fizeram aqui) e joga aquele balde de água fria em quem começa a acompanhá-los e vê o comeback seguinte ao que gostou.

Mas, agora, com o single seguindo a mesma ideia do último comeback (um clipe super sério + uma demo dançante despretensiosa com letra introspectiva… Sim, bem T-ARA) e um álbum cheio de faixas com replay factor altíssimo, finalmente posso deitar para o grupo sem problemas. SÓ NESTE LANÇAMENTO, eu sinto que o Golden Child está coeso e organizado como os outros atos da Woollim (Lovelyz, Rocket Punch, DRIPPIN, Infinite) e, apesar de ser uma estabilidade que demorou MUITO pra acontecer (eles debutaram a quatro anos, mano…), fico feliz de vê-la acontecer… Ainda mais dentro de um full album, que, no k-pop, tem cara de ser um projeto mais robusto e tchans mesmo.

Parte da genialidade do álbum é equilibrar faixas do grupo completo, entregando dance-pop digeríveis e despretensiosos (de uma forma bem mais impactante que nos últimos lançamentos), com faixas solos, que brincam com outras sonoridades. Este equilíbrio dá um caráter de “show” ao full, é como se, entre uma apresentação com o grupo completo e outra, tivéssemos um solo para a maioria dos membros se trocarem/tomarem uma água.

Das cinco faixas com o grupo completo, o roquezinho disney de Bottom Of The Ocean e dancehall de refrão j-popesco de Fanfare se destacaram muito. E, das cinco faixas solo/em units, os R&Bs classudos de Singing In The Rain, com JooChan e BooMin, e That Feeling, juntando Seung Min, Dong Hyun e Jae Hyun, chamaram bastante a minha atenção.

Eu quero muito conseguir voltar a postar umas Albums Reviews de álbuns que estou curtindo e ainda não falei sobre, e, definitivamente, Game Changer entrou para esta lista xD

Golden Child GAME CHANGER: In-Depth Album Review – Fanfare | The Bias List  // K-Pop Reviews & Discussion

É curioso porque, apesar do single não ser tão marcante, o comeback como um todo foi um grande acerto, arrumando a casa para o que o Golden Child pode trazer de diferente das outras boybands do cenário (no caso, clipes mais narrativos e tracklists cheias de solos e units). Eu espero que a Woollin promova este álbum BASTANTE antes de lançar mais algum single perdido lá pro final do ano, porque o material tá um dos mais coesos e divertidos do ano (sem contar que o medo de cagarem tudo e bagunçar o direcionamento do grupo permanece 😬).

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Review] Ra Pam Pam – Golden Child – KPOPREVIEWED

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