14 anos de SNSD: Aceitem, elas são tão “velhas” quanto o S.E.S | Águas Passadas 008

Eu nem estava planejando lançar um post sobre o aniversário de quatorze anos do Girls Generation, mesmo sendo SONE. Nunca fui muito ligado nessas datas comemorativas (tanto que só lembrei hoje kk). Mas minha irmã (que consegue ser mais SONE que eu mesmo tendo descoberto k-pop lá pra 2017/2018) pediu pra eu escrever um post, então vamos conversar um pouco…

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É curioso pensar que o SNSD já tem tanto tempo de carreira. Não porque não parece que faz tempo que elas debutaram (2007 foi há séculos atrás), mas porque elas se aproximam de um provável lançamento comemorativo de 15 anos, assim como o S.E.S teve um pra seus 20 anos em 2017…

Na época, não sei o quanto você já acompanhava de k-pop, mas eu lembro de ficar bem chocado em como elas pareciam bem mais novas do que parecia e como todo o lançamento tinha um caráter de comeback da época do que algo vindo de outra geração. Parecia que, depois de seis meses, elas teriam comeback normalmente, de tão fluído e bem atualizado ficou os visuais e a sonoridade do trio.

E, agora que a segunda geração está chegando nestas marcas mais impressionantes, é estranho pensar em ver esta “graduação” pro status de lenda tão imerso no processo. Não sei você, mas, apesar de curtir MUITO a discografia das nove (sim, eu lembro da Jessica), ela não me passa um caráter de hino atemporal definidor de carreiras. Não pelas músicas serem boas ou ruins, mas porque ainda permanece na minha memória a ideia de que elas são um grupo aí que eu curto, tão competente quanto outros tantos girlgroups da mesma época.

Algo análogo aconteceu quando o GFriend anunciou seu disband este ano. Pra mim elas ainda pareciam meio rookies, mesmo estando super aclamadas e com grande impacto na sociedade coreana. Foi um choque na minha percepção enquanto capopeiro. E, diferente do que possa parecer, não era um sinal de que “estava ficando velho” (porque a deusa que me livre de ser adolescente de novo), mas sim uma percepção de como o k-pop tem uma faceta muito forte enquanto “fato social”.

Eu venho pensando nisto esses dias sobre novelas brasileiras, mas o mesmo se aplica aos lançamentos de k-pop: podemos escutar músicas de outros anos, dar replays em artistas que gostamos ou “descobrir” grupos que já acabaram, mas existe todo um sabor diferente de acompanhar um álbum na época em que foi lançado, falar sobre e envelopar com os rankings de final de ano.

É curioso porque o k-pop promove esta substituição rápida de lançamentos entre si e, nós, em meio a este zeitgeist absorvemos um pouco disto para nosso próprio jeito de escutar música. Toda uma experiência coletiva vem de escutar o que se está lançando agora e, com o passar dos anos, quem está há mais tempo escutando e produzindo conteúdo sobre o cenário, compreende isto de uma forma tão intuitiva que consegue emular esta sensação com rankings de retrospectiva (cof cof Lunei cof cof), revivendo o caráter de fato social do k-pop pelo período em que o ranking é lançado e tals.

Aí que voltamos para a comemoração do S.E.S, ao comemorar seus 20 anos, o trio entrou no zeitgeist e virou um lançamento do “momento”. Elas viraram um grupo do “momento” até a comemoração acabar, elas não voltarem quando todo mundo voltou e a ficha cair que o lançamento não era pra entrar nessa lógica… Mas entrou. Isto tem pontos positivos e negativos, mas é muito curioso quando, antes de julgar ou argumentar sobre, temos este “clique” metalinguístico e ficamos pensando “uau, que brisa….”

Então, daqui a um ano, teremos provavelmente algum lançamento comemorativo (ainda mais com a Tiffany voltando a ser amada na Coreia) e virá mais um espaço pra discutir sobre esta questão pros cringes como eu que ainda escutam k-pop mesmo depois do fim da geração que te apresentou o gênero. Ou todas vão só se reunir pra comemorar o aniversário da Tiffany com um bolinho e é isso aí 🙂 Uma parte boa de não ficar muito agarrado só nos grupos antigos é também pra não ficar vivendo de migalhas kkkk

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Aqui a foto inteira da Sooyoung com o bolo comemorativo kk

E este foi o post, vamos ver o que minha irmã vai achar dele kkkk

Fala aí, você lembrava que hoje era o aniversário do Girls Generation? Veio alguma brisa sobre a passagem do tempo também?

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O Aquário Hipster também tem Twitter!! Segue lá se quiser acompanhar comentários aleatórios de k-pop e BLs, e tweets ocasionais comigo postando meus desenhos e pinturas: @AquarioHipster

7 comentários em “14 anos de SNSD: Aceitem, elas são tão “velhas” quanto o S.E.S | Águas Passadas 008

  1. (vixe isso aqui ficou enorme)

    Acho que muitos que descobrem kpop tem a “fase SONE” mesmo que não a descoberta do Kpop não foi por eas ou se declare um fã ou sequer conheça as nove/oito mais a fundo lol Me lembro que já tive uma fase em que eu escutava horrores a discografia delas

    Eu fui colocar o dedinho no mar abissal que é o kpop lá em 2011-2012, porém na época só estava mais familiarizada com Hyuna(que minha irmã era fã) e 2NE1 e um pouco de Big Bang porém não cheguei a realmente entrar mais a fundo, embora acho que já tinha ouvido falar das soshis. Mas foi bem momentâneo (até pra minha irmã) e meu foco real era tipo Gaga, Perry, Demi, Selena etc. que nem prestei atenção

    Só depois de uns 5-6 anos quando a BTS mania pegou não só minha irmã E minha melhor amiga de vez (aliás eu aprendi a discografia e tudo do fandom por osmose lol) que eu fiquei mais intrigada em conhecer melhor o kpop. Até então já tinha passado a minha fase de louca por divas pop e já não acompanhava o mundo da música. Porém capope me deu altas nostalgias de um tempo mais simples em que eu era mais nova e não uma universitária sem rumo na vida

    Foi aí que decidi mergulhar de vez. E embora no inicio senti um pouco de preconceito (um dos meus amigos era sone e Jessica biased e ficou falando horrores de como as membros ajudaram na expulsão dela e blah blah blah), eu no fim acabei me rendendo ao charme, e depois de conhecer mais sobre a indústria fui sacando umas coisinhas.

    Mas sim, o S.E.S foi O grupo feminino que marcou uma geração, SNSD seguiu isso e ampliou o significado de ser um girl group e foi um dos grupos que mudou a indústria do kpop.

    Não é a toa que hoje são lendas

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    1. Curioso que vc só foi “fisgada” depois de uma segunda tentativa (o clipe de Gee no Top 10 Ásia da MTV pra mim foi o suficiente pra mergulhar a fundo no negócio em 2011/12 kk), mas elas são inescapáveis mesmo kk Até pelo tempo de duração (foram 10 anos com a maioria do line-up GIGANTE na SM, mano… Isto é pra poucas)

      Mas não acho que elas mudaram tanto assim a indústria. Não vejo nenhum lançamento delas em si que seja tão transformador assim. Parece que elas tem mais força mais enquanto presença do que enquanto cantoras, sabe? Era inédito um bando de garotas que brigam toda hora ser um girlgroup, e isto ajudou a coisa ser menos polida (não é a toa que elas foram as pioneiras em vários reality shows que bombaram na segunda geração), mas musicalmente… Não sei, da época, quando você olha o impacto musical de grupos como KARA, T-ARA, Wonder Girls e B.E.G, o delas parece ir menos por esse lado. Tá que Gee e Into The New Word lançaram moda até hoje, mas não sei… É uma impressão que tenho kk

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  2. Eu estou no kpop há quase 6 anos e já fui muito Sone, porém desde que o grupo esfarelou (cof cof disbandou) eu perdi o encanto com elas, não tem graça acompanhar elas separadas! Ainda mais porque a maioria virou atriz e eu não vejo doramas/filmes coreanos. A Taeyeon que é a única ativa de verdade no cenário musical costuma trazer músicas muito boas, mas só quando ela quer kkkk (até hoje quero um Purpose 2.0), então não sinto tanta vontade de acompanhar…

    Eu gosto muito de ouvir kpop, é o que mais ouço na verdade, mas hoje em dia tudo está tão tiktokizado que tá chato já! Eu sinto falta de girl groups cheios de bons vocais que lançam farofas dançantes com coreografias criativas e ligeiramente toscas (oi AOA e T-ARA) e de boy groups com músicas que não sejam try hard (como o Infinite). O kpop está ficando tão água morna que até agora não teve nenhum debut relevante (nesse ano). Espero sinceramente que melhore…

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    1. Nossa, concordo com 100% do que você disse!

      Acompanhar o Girls’ Generation depois do disband sem ser aquela pessoa que vê doramas é mesmo bem decepcionante :/ Eu queria é que a Tiffany lembrasse que é cantora e lançasse outro álbum T^T

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  3. Lembrava nada, mas é normal girlgroup não continuar, tanto lá no oriente como aqui no ocidente, destiny child, spice, neonjungle e futuramente litle mix infelizmente. Diferentes de boygroup que sempre voltam mesmo depois de 30 anos. vide backstreet, que eu amo por sinal.

    Ps.: compartilho de vocÊ o mesmo medo de voltar a ser adolescente.

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  4. 2007 pra mim foi ontem kkkk 2006 é transição e de 2005 pra trás é a idade da pedra
    o que me deixa mais triste no snsd é que eu conheci elas na virada de 2010 pra 2011 (junto com f(x) e todo o resto do kpop da época) e portanto só tive menos de quatro anos sendo fã delas até ter o meu coração partido com a expulsão da jessica. depois disso, nada mais foi igual. e nunca mais vai ser. vou ter que viver sempre com essa dor… o descaso que foi feito com o 2ne1, as tragédias do f(x) e do shinee também não ajudam em nada… enfim, ser kpopper de segunda geração é se acostumar com o sofrimento. o que me consola é ver o shinee ainda na ativa e o bts, que acompanhei desde o começo mas demorei muito até gostar deles (aquele conceito de bad boys nunca me desceu, depois de blood sweat and tears eu comecei a gostar pq a imagem tava mais limpa, e hoje sou louco por eles). e por mais que eu adore twice e blackpink, não é a mesma coisa.

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    1. Ah é complicado… Depende de como a gente pega essas coisas marcam bastante mesmo… A polêmica da Bom me pegou de jeito (até antes que a da Jessica), mas agora, acompanhando o cenário mais de perto, eu vou vendo como as coisas vão mudando e (em parte) melhorando (principalmente nessa parte de mal gerenciamento, os casos, felizmente, estão ficando menores)

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