STEREOTYPE, STAYC: A força empoderadora da feminilidade

Depois de debutar hitando nos nossos corações e ter ser primeiro comeback alcançando o Nível da Mania lá na Coreia, STAYC, o grupo produzido pelo Black Eyed Pilseung está de volta, prestes a completar um ano de debut. Prometendo quebrar estereótipos com seu primeiro EP, as expectativas variavam entre algo longe do girl crush barulhento que nos atormenta ao medo de elas se manterem numa zona de conforto… Será que o tabu foi quebrado com STEREOTYPE?

Não sei dizer. Ao mesmo tempo que vejo uma sequência mais do que esperada de estrutura e visuais no single e no clipe, eles não me parecem um recorta e cola de ASAP. Claro que o passinho de tik tok está lá, as influências de trap com bubblegum pop continuam e os drops permanecem, mas existe algo na faixa que a fazem parecer uma versão MELHORADA do comeback passado, do que uma mera cópia.

É interessante porque pode ser classificado como um popzinho aegyo, mas, ao mesmo tempo, entra na linha de singles com cara mais de boyband pelas influências de trap na batida principal (como o single dos skates do Weekly). A ideia de trazer uma mensagem levemente empoderadora e adolescente está lá (que nem no ITZY) e a forma que executam isto parece algo bem mais sofisticado do que o que estamos vendo atualmente no k-pop.

As meninas estão, de fato, cantando sobre não serem o estereótipo de garotinha tonta de dorama, só que, ao invés de jogar um bando de sintetizadores, roupas pretas e fogo, a equipe criativa decidiu não sacrificar o visual esteticamente fofo que a Coreia é tão conhecida por. É curioso, porque este é o single mais fofinho delas e, ao mesmo tempo, o que mais consegue ser “afrontador” dentro dos limites de estreantes no k-pop. Visual e conceitualmente, STEREOTYPE me lembra Pretty Girl, do KARA (que canta sobre todas as meninas serem bonitas, cada uma do seu jeito), e isto é um BAITA DE UM ELOGIO. São poucos os grupos que conseguiram entregar algo tão fofinho e feminino ao mesmo tempo que não caem nos estereótipos de feminilidade tóxica que a sociedade machista prega por aí (olha o som do tabu se quebrandoooo kkkkk)

Melodicamente, é o single mais gostosinho que elas já desovaram (e eles mantiveram a intro T^T Aprenda BlackPink!). A faixa flui com uma diversidade de elementos que não se contradizem, deixando a experiência prazerosa ao mesmo tempo que se mantem interessante o suficiente para chamar uma nova ouvida. Os breaks e drops que o instrumental contem não quebram a fluidez da faixa e até conseguem equilibrar a capacidade vocal das integrantes (percebram que a música NÃO TEM rap? Eu também não kk A Rafa que falou kk). É algo que eu esperaria de um k-pop moderno, que aprendeu com a criação do teen crush dos primeiros lançamentos do Twice e evoluiu a partir disto.

Quando ao álbum, temos só quatro faixas (IRRITA o quanto os álbuns de k-pop estão ficando minúsculos kk) que garantem surpresas na tracklist. Pra mim, duas merecem destaque: I’ll Be There, um pop acústico e sóbrio que NUNCA IMAGINARIA em um grupo debutante meio aegyo, e Complex, que parte da mesma premissa que a outra, mas constrói um refrão mais explosivo e grudento, parecendo um R&B meets Hip-Hop. Acho incrível a variabilidade sonora que o Black Eyed Pilseung tá conseguindo dar pro grupo, principalmente nas album tracks não repetindo a fórmula do single (no single album de ASAP foi a mesma coisa).

STEREOTYPE é um comeback extremamente sólido para o STAYC. Se elas continuarem assim, não há dúvidas de que serão realmente um dos maiores girlgroups desta nova geração. Manter-se diferente dos trends, mas conseguir ainda se manter moderno, é algo bem complicado e todos os lançamentos do grupo conseguiram este equilíbrio facilmente até agora. Estou a um passo de aprender o nome das integrantes e começar a seguir o STAYC Brasil no twitter kk

O Aquário Hipster tem twitter ^^ Segue lá se quiser me ver tietando grupos novinhos de k-pop: @AquarioHipster

Watch: STAYC Goes Against The “STEREOTYPE” In Bubbly Comeback MV | Soompi

4 comentários em “STEREOTYPE, STAYC: A força empoderadora da feminilidade

  1. Foi uma das primeiras coisas que reparei nessa música, n tem rap! É muito chato ver q querem enfiar rap em tudo, quando claramente n encaixa na música.

    O refrão é uma graça, achei tudo lindo e curti mais q asap, mesmo n tendo me interessado tanto na coreografia.
    Stayc vai ser um grupo q vou guardar sempre com muito carinho, acompanhei o debut e tô curtindo muito tudo o que estão lançando. É louvável o acerto de três comebacks seguidos👏👏

    Curtido por 1 pessoa

  2. AMEI A RESENHA!!!!

    Esse música do stayc não fluiu muito bem comigo, mesmo reconhecendo que ela é sim muito boa😭

    Faz parte, porém tô amando que elas tão mantendo a identidade visual delas.

    Acho que até mesmo o twice conseguiu entregar músicas com mensagens maduras e estéticas delicadas (talvez por isso não a levem tão a sério?)
    Delírios de uma ONCE😭

    Curtido por 1 pessoa

    1. Provável que é por isto que não levem tão a sério mesmo… Essa cosia de girl power emulando elementos masculinizados é bem discutível e, as vezes, nem chega no público feminino mais novo direito com a mesma eficácia que algo mais feminilizado…

      E tô amando… Parece música pra uma pré-adolescente de 13 anos e este é um dos tipos de energia que quero escutar várias e várias vezes kk

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