Dreams Come True, aespa: Pesadelos se tornaram realidade?

Eu sei, eu sei… Eu tinha falado no último Fundo do Mar que não teria mais comentários de lançamentos deste ano… Mas minha irmãzinha é fã do aespa E do S.E.S (sim, ela consegue ter a proeza de gostar de um grupo super recente e de um super antigo) e pediu pra eu escrever sobre o encontro de mundos que foi este lançamento… Será que eu vou sentar o pau de novo pra ser criticado horrores depois que o link do post cair em um grupo de MYs?

Antes de eu dizer qualquer coisa, vamos escutar a versão original (que *coincidentemente* teve o clipe remasterizado pela SM):

Com esta “coincidência” entre o remaster e o remake, não há dúvidas que a SM está se planejando para aquecer o nome do S.E.S para os vinte e cinco anos do grupo ano que vem, né? (por mais que tenha umas polêmicas recentes envolvendo uma delas). A volta de um álbum de inverno pra empresa, valorização de nomes como BoA e Kangta, as remasterizações… Tudo parece um plano bem fundamentado para a empresa se aproveitar a onda nostálgica capopeira que a Lee Hyori inaugurou junto do reencontro de Fin.K.L em 2019.

Neste sentido, Dreams Come True parece uma escolha estranha pra receber toda esta atenção. Não é nem o debut apocalíptico do grupo nem a fase que elas começaram a realmente atravessar o mainstream e se arriscar sonoramente. É um single que ainda soa bem aegyo apesar das inventividades e seria perdido em meio a discografia delas facilmente por músicas mais impactantes.

Mas Contudo Todavia Porém, uma olhada no clipe original já deixa claro o motivo pelo qual a SM resolveu escolher esta música para o aespa cantar: Kwangya!

Sim, sim! Kwangya (pelo menos em conceito) estava presente na empresa bem antes das aes chegarem, com o projeto visual do S.E.S em Dream Come True parecendo uma versão mais antiga (mas ainda assim impressionante) de como é a terra da Naevis. É um clipe que transborda orçamento, misturando o conceito puro de fada com a moda futurista que assolou o final do último milênio. A música também tenta manter este equilíbrio, com harmônicos contidos, mas inebriantes, que se apoiam numa flauta para transmitir o feitiço da fada, e o rap de voz distorcida personificado por robozinho futurista.

É um projeto impactante demais para ser ignorado e fico muito feliz que a SM me apresentou ele por meio desta remasterização (do S.E.S eu conheço pouco, de 1º geração eu estou escutando mais Fin.K.L).

“Tá, Tutu, mas e a música do aespa?”

Produzida e coreografada por ninguém menos que a BoA, a versão do aespa foi até mais fiel a original do que eu imaginava. Eles não destruíram a flauta maravilhosa do instrumental original (ainda bem!), mantiveram a estrutura da parte principal do refrão e o rap distorcido do robozinho. E sem referência a Kwangya! Quem diria?

Das adições, eu acho que, como aconteceu com todas as músicas do aespa até agora, tentaram encaixotar muita coisa em muito pouco tempo. A coisa já estava um pouco too much (mas funcionando) até o refrão e me vem aquela parte depois do pós-refrão meio latin-pop meio moombahton (?) que quebrou todo o impacto noventista que a música tem (o que é o ponto do negócio, como elas mesmo falam na intro). Sem contar que perderam a oportunidade de dar o ad lip do fundo pra Ningning cantar… Imperdoável… Ainda mais dando esses gritinhos miados pra Winter… Sério, imagina se fosse a voz da Ningning no “ahaaaa” junto da flautinha?

Os breaks que adicionaram depois do primeiro refrão ficaram um pouco confusos, mas seguiram uma lógica. É claro que a BoA teve as músicas anteriores delas como referência (por isso que o refrão ainda tem um pouco daqueles gritos super exagerados nos 45min do segundo tempo) e tentou não desviar TANTO disso, até porque Next Level e Savage foram hit. Choque-se, mas eu até curti a bagunça que precede o pseudo-rap de cinco segundos da Giselle!

Sobre o clipe (porque eu PRECISO comentar sobre esse clipe), é incrível como eles mantiveram muita coisa do original e só atualizaram para visuais mais modernos. Fiquei muito feliz que as asas de borboletas não foram sacrificadas, mesmo elas tendo uma imagem girl crush, e, sem sombra de dúvidas, foram a melhor parte do clipe (além da Giselle naquele vestido rosado, né? U Go Girl!). E isto me deixou uma teoria legal na cabeça que talvez direcione esta súbita vontade na SM de dar covers pro aespa.

Muito bem, o primeiro cover (porque Next Level não é um cover, mas sim uma demo que eles compraram) foi Forever (melhor single delas pra mim #ProntoFalei), com grande foco (conceitual, visual e vocal), na Winter, por conta de toda a questão do inverno, globo de neve, natal. O segundo é Dreams Come True, onde a imagem de uma borboleta holográfica é presente… E quem tem justamente ESTE SÍMBOLO no grupo? Exato! A Ningning! Sendo este single, então o cover com um foco conceitual nela (vamos fingir que teve foco visual e sonoro também e que a Karina e a Winter não comeram linhas e screentime, ok? :v).

Assim, sobrariam mais dois covers, um que remeta ao personagem/ae/símbolos da Karina e outro que remeta a Giselle, que podem sair entre o meio de 2022 e o final de 2023. Se isto for verdade, é uma sacada GENIAL por parte da SM. Um grupo como o aespa é muito atual e juvenil, um público não muito volátil e que também não traz muita credibilidade perante ao “grande público” (eu acho isto besteira, mas tudo que adolescentes gostam é considerado “menor” do que adultos gostam, já repararam?”. PORÉM, ao lançarem estes biscoitos para os mais velhos, o grupo ganha um caráter um pouco mais cult (algo que o Red Velvet e o f(x) conquistaram no decorrer de suas carreiras), além de fazer propaganda cruzada para qualquer nome antigo que a SM quiser reviver nos próximos dois anos.

É um planejamento a longo prazo que ajuda no estabelecimento de uma marca para o grupo (o BlackPink, por exemplo, não lançaria um cover desses) e ignora a fanfic “inovadora” das aes (que, convenhamos, foi chupada do K/DA).

Dreams Come True - aespa | 가사, 평가 및 리뷰

Dreams Come True me animou mais pela ideia do que pela música em si, mas, considerando o quanto o aespa tá dando fora em seu primeiro ano de existência, tá de bom tamanho. Pra mim, já é um single melhor que a trilogia de debut (Black Mamba, Next Level, Savage) e isto já me deixa um pouco mais esperançoso para o que o grupo pode fornecer quando elas trocarem de produtor principal e largarem o conceito mal feito das aes (cadê o jogo eletrônico com as aes? A skin das aes em jogos populares? Pelúcias das aes? Materiais colecionáveis? BTS com os bichinhos de pelúcia lá conseguiu trabalhar essa ideia de símbolos despersonificados dos idols BEM MELHOR).

5 comentários em “Dreams Come True, aespa: Pesadelos se tornaram realidade?

  1. Eu sinceramente adoro esse conceito de fadas do espaço e seria legal ver a SM incorporando mais disso nos próximos lançamentos do grupo.

    Lol com a SM tentando puxar essa de Kwangya láááá da primeira geração. E pior que encaixa mesmo com esse clipe. O que me faz pensar se talvez eles tiveram certas inspirações

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  2. Giselle sempre arrasa com os visuais ❤ Morri também quando ela apareceu com aquela roupa kkk linda demais gente. Uma coisa que eu achei legal desse post foi você falar brevemente sobre a versão original porque, convenhamos, ela teve um conceito visual muito impactante na época pra ser simplesmente ignorada hoje por MYs desavisados. Ficou demais esse remake, apesar da quantidade meio louca de elementos musicais que consegue ser bem mais suportável e melhor do que os normais delas. Pra mim, deviam largar a mão daquele produtor convencido de meia idade e dar pro Aespa uma nova pessoa, tipo, sei lá, BoA kkk (outra mulher que amo demais) porque os resultados tão bem melhores, essas meninas merecem

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  3. Pesadelo e ouvir as músicas sem qualidade sonora apelativa das músicas brasileiras amei esse clipe essa música e essas meninas legal são os clipes da Anita com seu inglês barrudo kkk Pablo Bittar etc e tal kkk tô Loko então uai

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