Top Hipster: As Maiores Decepções do Kpop de 2021!

2021 foi um ano de altos e baixos. No k-pop, foi muito mais de baixos (principalmente em comparação a quantas gemas 2020 proporcionou), com vários atos soando genéricos demais para sequer serem lembrados como bons ou ruins. Pra começar as listas de final de ano, pensei em começar descendo o pau em algumas músicas (acho divertido o Dougie fazendo isso então resolvi tentar kk).

Mas, pra mim, não importa o quão ruim for uma música em si. Um lançamento que me fez criar expectativa só pra me decepcionar vai ser MUITO PIOR. Então, ao invés de só juntar os singles ruins do The Boyz e outras figurinhas carimbadas, separei os dez singles que mais decepcionaram nesse 2021…

10. riBBon, BamBam (GOT7)

O grande problema de riBBon é que, apesar de todos os sorrisinhos e os looks coloridos, BamBam ainda foi bem genérico e derivativo em seu primeiro solo com liberdade criativa. Ele tem potencial pra trazer outro flavor em meio aos solistas masculinos (assim como o Key, que tem é o fashionista do seu respectivo grupo) e este lançamento me parece ter muito medo de apostar em algo menos masculinizado. Isto até faz sentido, porque o BamBam é tailandês e nunca se sabe quando a Coreia vai decidir chutá-lo dos charts, mas não deixa de ser uma grande decepção, ainda mais como o primeiro single e EP do catálogo dele.

9. libidO, OnlyOneOf

libidO é uma faixa que só funciona com seu acompanhamento visual apelativo, sem muita esperança de replays no streaming. A ideia desesperada de apostar em fanservice homoerótico (que foi feito melhor até que muito BL, por incrível que pareça) não se refletiu muito bem na música, que ainda carrega o fardo de ser uma produção do Jaden Jeong (da época dos solos e units do LOONA).

A música soa inacabada. Os sintetizadores e as vozes processadas, principalmente no refrão, soam meio bruscas e “vocaloid” demais. Parece que faltou um polimento no resultado final pra ele ficar bem redondinho mesmo. As partes menos processadas soam mais agradáveis, como os versos, e é uma pena que escorregaram JUSTAMENTE neste aspecto, que era pra ser o ponto forte do grupo. É uma decepção, tanto como faixa sensual homoerótica quanto como uma produção do Jaden.

8. LALISA, Lisa (BlackPink)

Lisa é a mais carismática do BlackPink (ou só seria eu que prefiro idols tailandeses?), então a expectativa para o primeiro solo dela estava nas alturas, ainda mais depois de Rosé servir algo bem competente com On The Ground. Se utilizando de um som mais pesado e uma ponte com referências tailandesas, LALISA até tenta ser diferente de seu típico single ruim relacionado ao BlackPink, mas não consegue. O refrão é fraco e a letra é besta. A mensagem é: ela é a Lisa, ela é incrível, ela é barulhenta, ame-a, chame-a de Lalisa! Percebe como isto é muito fraco pra um single PRINCIPAL do seu PRIMEIRO trabalho solo? Se ainda fosse um pre-release, seria legalzinho, mas como o grande solo (e talvez o único, a depender das escolhas que a Lisa fazer quando o contrato da YG vencer) soa decepcionante e sem criatividade nenhuma.

E a razão pra isto acontecer é mais do que óbvia: é a mesma pessoa que está produzindo e escrevendo tudo com mínima (ou nenhuma, como o é o caso da Lisa) participação delas, nem mesmo na hora de escolher com quem trabalhar. Eu não vejo a Lisa em LALISA e é justamente ESTE O GRANDE OBJETIVO DE UM DEBUT SOLO. Isto é exatamente o que aconteceu com a CL quando ela ainda estava na YG… Só espero que as quatro (principalmente a Lisa) saiam logo daquele lugar e mostrem como é lançar música solo DE VERDADE.

7. Purple, woo!ah!

Purple começa tão BEM! Não é a toa que os teasers prometeram um hino. A faixa tenta em seus versos entregar algo diferente, mesmo que ainda se utilizando da onda de trap feminino no k-pop. Mas o refrão estraga tudo, com uns sintetizadores esquisitos, uns versinhos sem criatividade gritando o nome da música. E tudo consegue piorar na ponte com umas referências de moombahton.

De rookies que prometiam, woo!ah! acabou se tornando um dos piores atos do ano.

6. VAMOS, OMEGA X

OMEGA X já era um debut meio amargo, porque foi resultado do fim/provável fim de OITO boybands nugus diferentes (Seven O’ClockSPECTRUMLimitlessSnuperGIDONGDAE1TEAMENOi e 1THE9). PRECISAVA, como primeiro single, juntar a barulheira forçada industrial e pseudo-conceitual com referências latinas?

Não… Não precisava.

5. Hot Sauce, NCT Dream

Hot Sauce parecia trazer um pouco de leveza e bom humor para o NCT, emulando o lado Red do Red Velvet em 2015/2016. Infelizmente, levar a faixa um pouco menos a sério é demais pra equipe criativa da SM (é mais uma letra com eles falando que são incríveis e bla bla bla). Mesmo com a melodia do industrial cedendo espaço para algo com inspirações latinas, Hot Sauce fica muito aquém do esperado pela interpretação gritada e sóbria dos integrantes. Eu já falei isto quinhentas vezes e vou falar de novo: não adianta a SM querer pagar de diferentona se manda os meninos cantarem os singles sempre do jeito de sempre.

4. Bicycle, Chung Ha

Meu problema com Bicycle não é pela música ser ruim, mal produzida ou genérica (como a grande maioria deste Top), mas pelo fato de ser justamente a faixa mais safe da Chung Ha o single escolhido para a bíblia conceitual que foi o Querencia. As inspirações no trap da Ariana Grande e no girl crush atual estão aí e foram bem executadas até (como esperado em tudo que a Chung Ha põem as mãos), mas eu já com tanto saco cheio deste tipo de música que Bicycle virou uma propaganda negativa do Querencia pra mim e nem acabei escutando ele direito durante o ano.

3. Like Water, Wendy (Red Velvet)

O Lunei e o Wendell vão querer me trucidar por colocar a Wendy aqui, mas se tem uma das músicas que achei mais insuportáveis no ano foi Like Water. E nem digo pelas declarações racistas reiteradas da Wendy que esgotaram a imagem dela, mas pela própria música, em si, ser uma das piores interpretações vocais dela.

Odeio admitir, mas a Wendy canta bem, é a melhor cantora do Red Velvet. Não apenas em termos de capacidade vocal, mas também em interpretação. Das cinco, ela é a única que consegue transmitir os sentimentos das letras das músicas velvet do grupo e, em Like Water, ela tá tão ocupada harmonizando a cada cinco segundos com uma voz super aveludada que perde todo impacto que a faixa poderia ter. Não há contraste entre refrão e versos, porque a faixa inteira soa forçada e sem emoção. O clipe super exagerado, com ela maquiada como se fosse blogueira que se inscreve no BBB e fazendo lip sync como a Adele também não ajuda.

Sem dúvida uma das maiores decepções do ano.

2. MA.FI.A In The Morning, ITZY

Eu já desci tanto o pau nessa música este ano que nem sei o que mais posso escrever. E a coisa só piorou depois que a Yaning, a Mashiro e a Jiwon entregaram uma versão mil vezes melhor no Girls Planet!

O grande ponto da ruindade de MAFIA In The Morning é ele ser muito genérico em execução e apresentação. A faixa emula tanta coisa que estamos tão acostumados que qualquer caráter diferenciador que o grupo teve em seus outros singles se perdeu. Ela é, claramente, um single ruinzinho do Stray Kids feito com um clipe ruinzinho do Stray Kids (o próprio diretor é o mesmo de God’s Menu, o que diz muita coisa). Esses rapzinhos pagando de oppa vida loka, a analogia tosca de “ser como a máfia” e todo o cenário com roupas pretas e fogo no fundo é algo que o Stray Kids faria em seus momentos menos inventivos e seria rapidamente esquecido quando um single mais interessante do grupo aparecesse… Exatamente o que aconteceu com o ITZY depois que Loco saiu.

1. You Make Me, DAY6

Se inspirando na Halle Barrey ganhando o Framboesa de Ouro um ano depois de ganhar o Oscar, DAY6 aparece com a PIOR música de 2021 depois de ter lançado a MELHOR música de 2020.

Eu estava com TANTA EXPECTATIVA para isto… Era o fim da série Book of Us (que já acumula três anos de lançamentos) e o primeiro single com a banda inteira depois de Zombie! Não é que a faixa é super ruim, mas foge TANTO da ideia que o DAY6 estava construindo em seus últimos comebacks… Depois da entropia do ser em Sweet Chaos e da auto percepção em Zombie, uma faixa cheia de romance previsível soa rasa demais, por mais que o instrumental tente “inovar” com seu refrão desconexo. E, em comparação aos singles anteriores, ela soa mais como uma album track do que um single propriamente dito.

Este foi o primeiro post de uma série de posts comemorativos de final de ano, rankeando tudo de bom e de ruim que teve em 2021 kk Dá uma olhada nos outros aqui: Álbuns | BLs | Músicas [86-100] [71-85] [56-70] [41-55] [26-40] [11-25] [1-10]

O Aquário Hipster também tem Twitter!! Segue lá: @AquarioTutu

21 comentários em “Top Hipster: As Maiores Decepções do Kpop de 2021!

  1. Não sei porque, mas o NCT Dream me passa a vibe BL. Nesse clipe eu vejo tudo acontecer. Faltou só o selinho, com o Mark sendo aquele amigo que une a todos.

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  2. Bambam – podia ter roubado uma demo do GOT7 ou até mesmo do 2PM antes de sair da JYP, mas não foi esperto

    OnlyOneOf – essa Libido ao invés de excitar a todxs em todos os sentidos possíveis, acabou brochando todo mundo. Teria sido melhor eles voltarem às delicinhas retrô de antes

    Lisa – YG precisa demitir o Teddy Park pra ontem

    woo!ah! – se eu não me engano, elas chegaram a lançar uma música que eu gosto. E só, porque essa Purple é bem chatinha

    OMEGA X – socorro, Brasil

    NCT Dream – pra mim, o último momento memorável do NCT no geral (é um saco ficar separando eles pelas units) foi na icônica Superhuman, lá do longínquo 2019 (sdds), ou seja: se ainda querem ser um grupo de qualidade, só catarem as demos dos irmãos mais velhos deles, o EXO

    Chung Ha – a música que menos representa o Querencia no quesito qualidade. Ainda bem que ela se redimiu lindamente a um tempo atrás

    Wendy – uma voz belíssima desperdiçada numa música sem sal nem açúcar

    ITZY – acho que o apocalipse chegou na JYP. Quando o mundo resolve aclamar Teddy Park (traps lixosos) e nem conhecer Sweetune (retrôs muito bem polidos), é porque a chuva de meteoros vai chegar a qualquer momento. Aguardo pelo momento em que essas meninas vão lançar algo mais maduro e de preferência, retrô

    DAY6 – enquanto o NCT morreu pra mim em 2019, esses morreram em 2018 com a ótima Days Gone By, provando que eles poderiam se tornar o grupo de synthrock da JYP

    A solução pra todas essas bombas? Retrô concept!

    No mais, minha maior decepção nesse ano foi justamente girlgroups. A gente, que já tá tão acostumadx a ouvir faixas boas e com o mínimo de empenho dos produtores, levou uma chuva fria, pois infelizmente, esse foi um ano bem fraco pra elas, tão fraco que lembro de pouquíssima coisa boa vindo delas. Em contrapartida, boygroups surpreenderam. Vamos torcer pra que no ano que vem, a coisa volte a “normalidade” e ELAS entreguem o que a gente mais quer ouvir no fim do dia: farofas de fácil digestão. Porque não só ELAS merecem, como precisam disso. E nós também…

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