Top Hipster: As 100 Melhores do Kpop de 2021! Parte II [85-71]

E esta é a segunda parte com as 100 melhores músicas de kpop. Agora as coisas começam a ficar um pouco mais impactantes e números realmente diferentes (seja pelo visual, pelas letras ou pela melodia) começam a dar as caras. Muitas delas teriam posições mais altas se tivessem em um contexo de lançamento melhor ou fossem lançadas por outro grupo, mas ainda assim são faixas bem divertidas e/ou interessantes de se ouvir.

Depois de vermos o aespa inesperadamente surgindo em duas posições na primeira parte, o que será que pode aparecer agora entre a 85º e a 71º posições?

85. We DO, SuperM

We DO é o PRIMEIRO ACERTO do SuperM, mesmo sendo uma música de propaganda. Sem querer seguir a modinha, ou se levar a sério, o grupo soa mais divertido e solto do que as sucessivas emulações falhas de Stray Kids. Acho que é o primeiro clipe do SuperM em que eles realmente parecem um grupo minimamente alinhado, com o funkyzinho rodando no fundo pra animar um pouco das coisas. Toda vez que começava a tocar no aleatório eu esquecia da existência deles e achava que era uma música do SHINee (isto é um tremendo de um elogio). A SM tem que desligar da modinha pra funcionar, não tem jeito.

84. On The Round, Rosé (BlackPink)

Apesar de seguir muitos dos maneirismos das músicas do BlackPink completo, On The Ground trouxe um flavor diferente do esperado. Escutando-a eu realmente acredito que este é um debut solo da Rosé, e não uma demo descartada do grupo completo (como foi SOLO-LO-LO e LALISA). A letra sobre ter uma base emocional sólida pra viver feliz consigo mesmo é impactante, o clipe é um dos poucos que usa o orçamento da YG para acrescentar a faixa e a interpretação da Rosé combina bastante com a imagem de “jovem adulta pseudo-conceitual” que ela já passa. Se não fossem estes fatores (e toda a análise a la redação da Fuvest que eu fiz no post sobre este single na época de lançamento), provavelmente passaria despercebido como a maioria das coisas do BlackPink, mas este foi longe de ser o caso.

83. LMLY, Jackson Wang (GOT7)

Num synthpop oitentista modernizado (a la Blinding Lights), Jackson Wang vai cantando de forma etérea, conforme o clipe traz uma historinha digna de filmes românticos de jovens adultos dos anos oitenta. Apesar de eu não curtir muito Blinding Lights (pode me julgar), o que destaca LMLY não é nem a língua (já que ela é cantada em inglês), mas sim a forma como a voz dele consegue competir com a melodia, que se mantem forte o suficiente pra não cair no soft pastoso e inofensivo que permeia vários lançamentos que se propõe a moda retrô. O melhor solo dentre os vários que tivemos dos integrantes do GOT7 este ano, sem sombra de dúvidas!

82. Get You Alone, Baekhyun (EXO)

Baekhyun conseguindo me conquistar num single é, claramente, uma surpresa (não gosto dele). Get You Alone é ótima em melodia, em letra e em clipe. Tudo se conversa para a mensagem de conquistar a menina e querer um relacionamento aberto, criando um clima levemente sensual, que não chega a ser sexy, mas também não é santo. A faixa é um retrô meio disco meio synthpop que te cativa logo no começo e te mantem preso neste clima por todos os seus quatro minutos. E, consegue não soar derivativa da modinha disco!!

O único defeito é que este poderia ser um single da Taeyeon, e não dele kk

81. TAIL, SUNMI

Desde o Girls Planet, Sunmi está me cansando. Não apenas pela forma como ela foi no programa, mas por ela ser muito repetitiva em seus singles. Tudo é uma referência a um synthpop anos 80 com leves toques artísticos em seus clipes (com repetição até das palavras em inglês nas músicas… Para que ela sempre fala “dream girl” em TODO SINGLE!). Porém, Tail ainda é impressionante. Seja pelo clipe referenciando o Batman Returns de 1992 ou pelas diversas formas criativas como o tema de “rabo” é incorporado na coreografia, a faixa conseguiu não soar genérica em meio ao catálogo da Sunmi e sobreviver como uma das minhas favoritas mesmo depois do desgaste da imagem dela comigo.

80. Look At Me, ICU

ICU são mais umas nugus que viram sucesso em seguir a onda retrô de synthpop e disco, um acerto fácil para eu curtir. A faixa segue o disco do comecinho dos anos oitenta, repleto de sintetizadores, teclados proeminentes, baixo e violinos distorcidos. É um básicão dessa nova onda que ganha muito replay factor pelo carisma das integrantes no clipe. Elas tentam trazer a plasticidade e “perfeição” dos grupos maiores em suas expressões, mas NÃO CONSEGUEM, entregando um negócio que parece quase uma paródia do que costumamos ver nesses números piranhaegyo. Muito divertido de assistir e com muito mais personalidade que a maioria dos girlgroups do primeiro e segundo escalão, sério.

79. Love So Sweet, Cherry Bullet

Com três integrantes carismáticas que participaram do Girls Planet, Cherry Bullet ganhou muitos pontos comigo. E o fato de Love So Sweet ser um ótimo dance-pop ajudou muito também. A produção teve paciência o suficiente para entender que menos é mais deixando a faixa tocar suave sobre nossos ouvidos (o que é sempre uma coisa boa, considerando o tanto de barulheira que temos ultimamente) mesmo com suas influências de synthpop retrô, trap E future bass. Mas nada disso assusta, porque o pré-refrão em assovios é tão mínimo e contido que dá um certo respiro para o nosso ouvido entre uma série de sintetizadores e outro. Ansioso DEMAIS para o comeback delas ano que vem!

78. Dark Dream, E’Last

E’Last é um raro caso em que podemos ver realmente decisões arriscadas de sonoridade, gerando lançamentos que realmente soam diferentes do que costuma aparecer no cenário.

Dark Dream flerta com algo mais opera pop, só que (finalmente!) tiveram o orçamento pra fazer o lançamento sair redondinho. A música toda desconstruída, com partes bizarramente lindas (como o rap em cima do solo de violinos), a coreografia dramática e teatral, a utilização de cores nos figurinos para aumentar o impacto da letra… Está tudo muito bem podado para entregar um número sombrio, sexy, dramático que o kpop não vê direito com boybands desde o último lançamento do VIXX.

77. Killing Me, Chung Ha

Eu queria que a Chung Ha tivesse envelopado melhor o Querencia pra eu ter mais vontade de escutá-lo no decorrer do ano, mas não rolou. Pelo menos tivemos Killing Me agora no final pra não deixá-la de fora do Top 100.

A faixa é um dos números mais emocionais e introspectivos dela, com a própria abrindo (visualmente, sonoramente e liricamente) as várias camadas de seus piores receios sobre si mesma. Conforme a música continua, Chung Ha vai puxando mais camadas da matryoshka, revelando um instrumental e vocais mais caóticos, assim como bonecas cada vez mais deterioradas. É um lançamento que me impactou muito (emocionalmente falando) e se tivesse sido lançado mais cedo no ano, com certeza estaria bem mais acima no ranking.

76. Reborn, Xydo

Reborn, uma album track de um cantor nugu de baladinhas e R&B, me parece muito algo que a Christina Aguilera cantaria lá na era Stripped. Com uma letra profunda e emocional sobre renascimento, Xydo vai harmonizando uns agudinhos cheios de personalidade em cima de uma batida R&B conforme umas guitarras dão as caras no refrão. É uma das faixas coreanas mais diferentonas que ouvi no ano… Bem que poderia ter um clipe ou uma apresentação…

75. Good Vibes Only, GIRLKIND

Lembram do GIRLKIND? Eu também só lembrava vagamente (até porque, mano, elas tão aí desde 2018 e tem uns quatro singles no máximo…), mas vale a pena refrescar a memória, porque Good Vibes Only é um retrôzinho moderno e alto astral super gostoso de ouvir, com inspirações de eletrodisco e leves toques de trap. Estaria em casa na discografia do Weeekly e do STAYC. Bem que isto poderia ter dado um pouco de spotlight pra elas, porque tão precisando…

74. The beginning of spring, E’Last U

Mais um número inventivo do E’Last, só que apenas com metade do line-up (não me pergunte o porquê kk). A faixa é um número dramático meio experimental meio mal produzido, parecendo algo que o iKON lançaria se tentasse soar um pouco mais impactante. Tem umas torções de teclado no instrumental que incomodam o ouvido ao mesmo tempo que me deixam curioso para escutar mais e entender o que está acontecendo ali. São tantas quebras, retornos e pequenas explosões de sintetizadores que realmente deixam a faixa na memória e faz dar uma chance para ouvir de novo. É se descontruíssem os números de house que boybands nugus entregam vestidos de branco na praia (tem uns três/quatro assim só no último ano kk) e realmente tentassem algo novo e incomum.

73. DDARA, Golden Child

Muito triste que o melhor single do ano do grupo é o que teve o clipe mais baratinho, mas muito feliz que deram um single que é impactante musicalmente (e que não depende do acompanhamento visual). DDARA tem uma produção chique e refinada de R&B, com sintetizadores etéreos e sensuais que dão a coisa um caráter atmosférico e misterioso, como uma boa faixa velvet.

Sobre o clipe de cinco centavos, eles sempre apostaram em um pouco de fanservice, mas agora que isto é, praticamente, a única coisa notável, parece que foi só isto que sobrou pra ter um mínimo apelo visual kk Estou reclamando? Nem um pouco kk

72. Poison Love, Dreamcatcher

Os singles do Dreamcatcher não ficaram muito na minha cabeça este ano, mas Poison Love (junto com outros roquezinhos agradáveis e as album tracks do Summer Holiday, que acabei tirando do Top 100 por não serem tão impactantes assim) foi mais uma album track impecável por parte do grupo. A faixa é uma versão mais sombria do club house que estamos acostumados, bem na vibe de “chorar na pista de dança” só que com isto sendo evidenciado também na melodia e na performance vocal das integrantes. O clipezinho especial com elas zoando a faixa na sala de treinando só deixa a coisa toda ainda mais memorável e legal.

71. KILLA, Mirae

Chocando os cinco capopeiros que lembram como a DSP é uma empresa ruim, MIRAE trouxe algo super coeso, único e muito divertido de escutar em seu debut. Música, letra e clipe trabalham juntos para trazer uma estética futurista, no melhor estilo Tron: Legado.

KILLA é um dance-pop bem construído, que guarda sua explosão de sintetizadores pro refrão, deixando os versos mínimos e pegando a mão nos raps pra complementarem a batida constante (ao invés de contradizê-la). O clipe, que chega a ter referências de clássicos como 2001: Odisséia no Espaço e Blade Runner 2049, é uma viagem psicodélica que mistura o típico cenário futurista que já estamos acostumados a ver com elementos próprios da cultura coreana (o que é bem criativo e interessante de se ver). E esse gritinho depois do break de dança… Ô perfeito 👌

E mais um passo em direção as melhores das melhores foi dado! Lembravam de todas as faixas e nugus que eu falei aí? kk Supresos que a Sunmi ficou embaixo de nugus que mal tem dinheiro pra gravar a demo direito? Coloca aí nos comentários quem você acha que vai aparecer nos próximos posts do Top Hipster e me fala as músicas que você mais curtiu deste ano também xD

Este é um de uma série de posts comemorativos de final de ano, ranqueando tudo de bom e de ruim que teve em 2021 kk Me fala aí nos comentários se tem algum álbum de 2021 que te marcou muito ^^

Se quiser, dá uma olhada nos outros posts de final de ano: As Ruins | Álbuns | BLs | Músicas [100-86] [56-70] [41-55] [26-40] [11-25] [1-10]

O Aquário Hipster também tem Twitter!! Segue lá: @AquarioTutu

7 comentários em “Top Hipster: As 100 Melhores do Kpop de 2021! Parte II [85-71]

    1. Culpe o Girls Planet kkk Mas, na real, os singles dela tão ficando muito parecidos entre si na minha opinião… Parece que ela não se arrisca (e como ela tem toda esta pegada de cult, deveria se arriscar mais né? :v)

      A da Chung Ha eu acabei não colocando tão alto porque não cheguei a escutar tanto quando eu achei na hora que escutei pela primeira vez kkkk E o Golcha, fazer oq, acho que sou muito crítico com quem é favorito meu kkkk

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