Top Hipster: As 100 Melhores do Kpop de 2021! Parte IV [55-41]

Feliz Ano-Novo!!! xD 💖 Vamos começam 2022 com tudo!!!…

…mas, antes, vamos acabar o Top 100, né? 😅 Agora estamos oficialmente na metade!!! Aleluiaaa xD Nem acredito que estou conseguindo não atrasar tanto assim com os posts (tudo bem que eu deixei meu planejamento mais folgado pra não me estressar, mas não vem ao caso kk). Agora as coisas começam a afinar com músicas que levarei para vida, seja por serem muito boas, seja por trazerem uma vibe que eu, particularmente, curti… Partiu?

55. BAD LOVE, Key (SHINee)

BAD LOVE pode não ter sido tocado tanto sozinho que nem outros números retrôs oitentistas (pra mim a faixa acabou funcionando mais pra escutar junto do álbum), mas ainda é uma ótima pedida, sem ter medo de ser super brega, boiola e agressiva como vários números pop de fato eram nos anos oitenta. A partir de um crescendo mais moderno (ou seja, bem mais sutil nos sintetizadores), a faixa EXPLODE no refrão, com gritos rasgados sobre como o relacionamento passado era tóxico e ele vai acabar com isto, como se o Key fosse a Pat Benatar em 1983 percebendo que o amor é um campo de batalha.

54. Ain’t About You, Wonho (feat. Kiiara)

Ain’t About You mantem o caráter sexy dos singles do Wonho, indo um pouco mais fundo no deep house e com uma voz feminina pra criar contraste. Eu acho incrível como o Wonho realmente sabe cantar muito bem, mandando uns gritinhos que rivalizam com os da sua favorita (a voz dele é mais fina que a da Kiiara, mano). Isto deixa a faixa ainda mais gostosinha de ouvir, virando a música dele que eu mais ouvi este ano.

53. Talk & Talk, fromis_9

Neste Top 100, eu tentei equilibrar o que eu escutei muito no decorrer do ano, com o que eu efetivamente achei bom e memorável. As vezes eu fico meio perdido em definir exatamente o que eu mais gostei (e por isso vou treinando esta percepção a rodo no twitter com qualquer corrente sobre gostos kk) e quase não coloquei Talk & Talk por ela ser simples demais. Mas quando os tuturutu começam, meu coração se enche de calmaria e um sorrisão abre no meu rosto. fromis_9 soube entregar o verão coreano como ninguém este ano (principalmente com seus dois clipes referenciando a quarentena) e o 8-bit alegrinho Talk & Talk acabou sendo um dos grandes destaques pra mim.

52. Moonlight, TWICE

ALGUMA album track do Formula of Love tinha de aparecer no Top. Apesar de não ser tão redondinho como o Taste of Love, o álbum tem mais acertos que erros, fechando o 2021 do Twice com o hype lá em cima. De todas as faixas novas que o álbum trouxe, Moonlight é uma das mais sofisticadas, elegantes e bem produzidas. Em um número inspirado no comecinho da era disco, elas vão harmonizando totalmente em inglês sobre dançar a luz da lua com o crush, em um tema clássico e nostálgico para faixas românticas, deixando a sensação retrô de 1974 ainda mais presente.

51. Trauma, SF9

A participação no Kingdom não fez SF9 jogar sua coesão no lixo pra seguir uma modinha (cof cof The Boyz), com o grupo conseguindo se tornar ainda mais especialista no que faz e se superar dentro do próprio meio. Trauma é um dance-pop sombrio, refinado, bem produzido, que consegue conversar com a discografia da boyband sem soar semelhante demais com o que eles já lançaram.

Existiu um investimento maior (tanto sonoro quanto visual) para Trauma soar memorável e isto é algo bem perceptível em vários momentos do single. A proeminência do rapper na segunda rodada de versos. A complexidade dos passos de dança (que usam até cadeiras!). O investimento em um cenário um pouco mais marcante para o clipe. Os figurinos dos integrantes sendo mais diferenciáveis entre si… Todos estes elementos elevam o lançamento para algo além do seu típico “single sexy do SF9” e o fazem funcionar melhor numa primeira impressão do que os últimos comebacks deles desde Now or Never. Realmente, eles são o 2PM da terceira geração.

50. Good Girl, HyunA

Eu amo a HyunA, mas quando o EP solo dela na P Nation finalmente veio, eu fiquei um pouco decepcionado. Good Girl um bubblegum pop bem agitado que, mesmo que tenha sintetizadores mais pesados e industriais, foca muito mais num clima upbeat de Summer Hits Non Stop, muito por conta da voz anasalada que HyunA coloca no decorrer de praticamente toda a faixa. De acordo com a própria, que escreveu sozinha a letra, Good Girl é um presente pros fãs e pra si mesma, procurando ser aquele tipo de música pra levantar seu astral e fazer você se sentir bem consigo mesmo. Isto faz bastante sentido, já que este tipo de sonoridade e estilo é EXATAMENTE o que qualquer pessoa que acompanha a HyunA esperaria como single.

O problema foi o timing. Lançada depois de I’m Not Cool (que tem A MESMA MENSAGEM) houve um sentimento de redundância muito forte que fez a faixa perder um pouco o apelo comigo. Eu sei que originalmente este era pra ser um pre-release de 2020 e acabou não sendo lançada na época por complicações que a HyunA passou, mas se Good Girl realmente tivesse sido lançada nesta época, iria ter muito mais replay comigo, não vou mentir.

49. The Feels, Twice

The Feels é um Twice 101 que SABE que é um Twice 101 e brinca com isto pra entregar uma introdução para os fãs novos e algo mais profundo para os fãs de longa data. É um instrumental básico para as características vocais que já marcam o Twice (os gritos da Nayeon, adlips da Jihyo, o vocal doce da Mina, a voz de pato da Momo, os pseudo-raps da Chaeyoung) brilharem. O refrão é super grudento (bem k-pop mesmo) e traz aquele fator sing-along até o pós-refrão que só os atos capopeiros conseguem entregar. É uma música que estaria na discografia de qualquer solista wannabe dos EUA, mas a entrega do grupo ficou tão característica que não tem como imaginar esta faixa cantada por outro ato.

O melhor single em inglês do kpop desde Like Money das Wonder Girls.

48. water color, Wheein (Mamamoo)

A minha favorita do Mamamoo depois do Hwasa-gate, Wheein finalmente consolidou a carreira solo com um EP de verdade e um single impactante. water color é um tipo bem animado de ballroom noventista, que te convida a esquecer seus problemas mexendo sua bunda da forma mais poderosa possível. É como um single bom da Chung Ha, mas com uma pegada mais alegrinha e uma letra melhor, comparando a inconstância da aquarela com sua própria inconstância, procurando escapar das “linhas” que a prendem a um típico único de papel e cor. Como artista visual, não consegui não aclamar esta faixa.

47. Dress, NU’EST

Fiquei muito feliz de ver que Dress teve uma apresentação, porque esta, de longe, foi a melhor faixa do NU’EST este ano. Funcionando como uma introdução ao álbum do grupo, a faixa é mais um sexy concept bem feitinho, com o bônus de ter uma batida bem cativante que toma conta completamente da faixa. A produção deve ter percebido a proeza do hook da demo e a deixaram brilhar acima de qualquer outro elemento (inclusive tendo uma parte só dele lá pro final). É sexy, é dançante, é empolgante, é bem produzido e bem executado. Se o NU’EST continuar com este direcionamento, vai se tornar um dos meus atos preferidos.

46. Stereotype, STAYC

A versão da 4ª geração para Pretty Girl do KARA ganhou muitos pontos comigo por esta referência. A mensagem de empoderamento feminino, envelopada de uma forma que foca no público feminino pré-adolescente é de uma sensibilidade bem mais memorável que seu girl crush 101. Sem contar este drop sutil no refrão (todo cantado!), que dá textura para ele e o deixa impactante sem precisar de um super main vocal ou coisa do tipo.

45. Pung!, Yukika

Yukika não foi tão forte comigo este ano, mas PUNG! é maravilhosa. Bem citypopesca raiz (o começo realmente parece aqueles vídeos do youtube de 1h de citypop japonês kkkk), a faixa é mais ligada a balada emocional do que ao synths oitentistas, em um número mais sóbrio que o padrão dela. Apesar de não cair na beleza de SHADE (minha faixa preferida da Yukika), a voz dela está um pouco menos fina e transmite um caráter melancólico mais aparente. Temos uma profusão de elementos na melodia, que realmente se preocupam em deixar a faixa interessante a cada nova sessão, com cada rodada e versos + refrão soando levemente diferentes da anterior. É aquele tipo de faixa calma que parece simples, mas, cada vez que você parar pra escutar vai encontrar um elemento diferente.

44. Moon Rider, BDC

BDC, acrônimo para Boys Da Capo, é um trio da Brand New Music (mesma empresa do AB6IX), que roubou a atenção de todo mundo com seus quatro singles lunares. O meu preferido foi Moon Rider, provavelmente por ter sido o primeiro que lançou (e, consequentemente, o que eu mais escutei). O lançamento é TÃO REDONDINHO! O dance-pop simples, dramático e gostosíssimo, o clipe cheio de referências criativas à lua, o passinho do refrão que faz referência ao nome da música… Se o direcionamento do AB6IX é uma bagunça, o do BDC é PERFEITO. Vai entender?

43. AuRoRa, ONEWE

AuRoRa acabou sendo a preferida de 2021 do Gui do Palpites Alheios, sendo a faixa do EP deles que mais vai pro lado mais dor e sofrimento do rock, com aquele refrão rasgado que faz te sentir na ALMA a tristeza que eles comparam melancolicamente com as luzes da aurora. E, como bônus, a poc do teclado tá toda poderosona e gótica dessa vez (sem contar o solo de guitarra, né?). Aclamação demais! Só está mais em cima porque outra deles foi bem mais impactante comigo 👀

42. Popping, ONF

ONF conseguiu o inacreditável: deu profundidade e subtexto a um lançamento de verão bem simplezinho. Na melodia, eles trouxeram o que todo mundo que acompanha um pouco eles imaginaria: um popzinho leve e dançante, com inspirações em tropical house, tal qual qualquer um dos hits do Oh My Girl (que é da mesma empresa). Porém, por ela ser mais explosiva (principalmente no coro em inglês que aparece no começo e no fim da faixa…), ter uma construção melhor e ser apresentada em um clipe em que todos estão MORTOS PORQUE UM DELES TRAIU O MOVIMENTO CYBERPUNK E ACABOU COM A REVOLUÇÃO, Popping virou um dos momentos mais icônicos das boybands neste ano.

Clica aqui se quiser ver minha análise explicando certinho esta narrativa cyberpunk que permeou Popping.

41. Cafe, 2PM

Por muito pouco o álbum do 2PM não entrou na lista de melhores álbum do ano, trazendo um clima maduro, diverso e ainda ligado ao sexy pelo qual o grupo ficou conhecido. Mas a melhor faixa pra mim, sem dúvidas, foi The Cafe. Uma número de R&B e rap que consegue escapar de soar como um trap derivativo pelos vocais suaves dos integrantes e pela letra simples e contemplativa. Esta é uma daquelas músicas que te convidam a sentar, relaxar e curtir o momento.

Agora só faltam três posts *o* Surpreso por album tracks aparecerem acima de singles de seus respectivos grupos? Ou por eu já ter queimado o melhor solo da HyunA de 2021 (a minha grande favorita do kpop)? Eu acho que eu sou crítico demais com os meus favoritos (nenhum ato que era favorito meu até 2020 figurou no top10, pra você ter uma ideia kkkk).

Coloca aí nos comentários quem você acha que vai aparecer nos próximos posts do Top Hipster e me fala as músicas que você mais curtiu deste ano também xD

Este é um de uma série de posts comemorativos de final de ano, ranqueando tudo de bom e de ruim que teve em 2021 kk Se quiser, dá uma olhada nos outros posts de final de ano: As Ruins | Álbuns | BLs | Músicas [100-86] [85-71] [70-56] [26-40] [11-25] [1-10]

O Aquário Hipster também tem Twitter!! Segue lá: @AquarioTutu

2 comentários em “Top Hipster: As 100 Melhores do Kpop de 2021! Parte IV [55-41]

  1. Espero que tenha mais musicas do ONF mais alto nesse TOP viu pq eles lançaram muita coisa boa to de olho 0-0
    Eu gostei tanto de good girl que vê ela tão baixa no TOP ate me espanta kkkkkk
    Alias essa musica do Nu’est é IGUALZINHA a Artifical Love do EXO

    Curtido por 1 pessoa

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