MANIAC, Stray Kids: É muito apelativo gostar de um lançamento deles

Eu estava relendo os posts que já fiz do Stray Kids aqui no blog e percebi que sempre começo falando “eu gosto do Stray Kids”. E aí comecei a rir sozinho, porque eu SEMPRE comecei assim com eles (pelo menos desde 2020). Então aí que eu pensei “nossa, porque eu não me considero um STAY logo então?”. E tá aí. Acho que sou STAY mesmo. Afinal, eu devo ter escrito mais “eu gosto do Stray Kids” do que “eu gosto da (qualquer outro ato)”. Então é isso, sou STAY. E minha reação a MANIAC é uma prova cabal disto:

Se você olhasse no fundo dos meus olhos e perguntasse: “e aí, Tutu, você gostou?”. E eu ia responder “hm… eu gosto do Stray Kids”, como sempre. Mas agora que eu tomei consciência que sempre falo isto, acho que eu gostei, só não percebi que gostei de primeira,

Mas como isto funciona? Como é que você gosta de algo sem perceber?

Não sei. Talvez um certo preconceito pelo industrial bate-lata que a maioria das boybands atuais nos ensinou a odiar (o que, de uns tempos pra cá, vejo muito como um resgate ao estilo das primeiras boybands da 1ª geração). Ou pela própria concepção que nós, fãs de girlgroups, temos de que trabalhos masculinos já são valorizados o suficiente pra ter mais alguém jogando confete. Afinal, um texto sobre as Brave Girls acrescenta muito mais pro recorte de “pessoas que comentaram delas” do que um texto do Stray Kids.

Mas aí eu já tô divagando (e culpe o podcast que venho maratonando enquanto desenho pelo post estar desse jeito kkkk).

De toda forma, o ponto que quero chegar é que é muito apelativo gostar de um lançamento do Stray Kids, qualquer que seja a música. Os títulos sempre são interessantes. Os clipes tem conceitos criativos. As letras fogem um pouco do lugar comum (sem muitas vezes se levar muito a sério). Os integrantes são bonitos e usam CORES (algo raro em boybands hoje em dia). Então, qualquer que seja o lançamento, ver um comeback do Stray Kids em ação é um deleite.

Dito isto, o sabor dos singles e álbuns deles podem sempre começar bons, mas, ultimamente, um revés fez ficar um pouco amargo. Os dois fulls não foram muito cativantes (pelo menos pra mim), pela falta de tato que eles tiveram na hora de entregar o single, o prato principal de qualquer comeback. Em MANIAC, porém, eles finalmente voltaram a soar legais de novo.

É curioso porque, em temática, MANIAC e Oddinary não foge muito de outros comebacks que o grupo já teve (diferente de Thunderous e God’s Menu). O próprio clipe lembra um pouco a fase Clé, com a grande diferença sendo os looks mais fashionistas deles. Mas Porém Todavia Contudo, a MÚSICA é um ótimo take do 3RACHA pra retomada do industrial que eles mesmos começaram.

MANIAC marca uma despedida do grupo ao conceito catártico de single que eles tinham desde Side Effects na maioria de seus trabalhos principais. A música não é um batidão pra você gritar a plenos pulmões e afastar seus demônios. Na verdade, ela está muito mais próxima do descompromisso que o Stray Kids costuma mostrar nas faixas de abertura dos álbuns (como CHEESE). É uma ideia principal que é trabalhada de forma recorrente pelo decorrer da música, tanto sonoramente quanto liricamente.

Os primeiros cinco segundos de MANIAC determinaram como será todas as partes importantes da música. Ele introduz a faixa para nós com este tempo e estes sintetizadores de forma que, toda vez que os raps dos versos nos levam para longe, a estrutura reaparece, mantendo uma coesão que nenhum drop no refrão consegue quebrar. Numa ouvida atenta, é incrível o quanto esta estrutura de cinco segundos reaparece (seja pela forma como os integrantes cantam algumas partes ou pelos sintetizadores voltando mesmo).

E é justamente ISTO que falta na grande maioria das faixas “modernosas” de industrial e hyperpop atuais. Não há uma liga que permeia a música inteira e dá a ela uma carga unida. Mas em MANIAC há.

Outra coisa bem legal do single são as roupas. É muito incomum um grupo “machão” como os que cantam este tipo de música se apresentar com tantas cores e estilos menos “masculinos”. Não é apenas o Bangchan de cropped, mas o Felix de shorts, o Hyunjin com os óculos rosa em formato de coração… Saímos do terreno de roupas pretas e fogo (finalmente!), e isto deixa o clipe muito mais único e divertido de assistir. O K-pop desenvolveu este estilo ultra fashionista multicolorido com o passar das gerações e é muito triste ver os grupos mais recentes praticamente de luto em todo santo comeback.

Sobre o álbum, eu curti o título. Oddinary é um trocadilho curioso e até inteligente, porque gera uma antítese. O comum (“ordinary”), por definição, não teria como ser esquisito (“odd”), mas este misto de sensações entre “mais um da manada” com “você é único” conversa muito bem com a narrativa do grupo com o fandom.

Além disto, é a primeira vez que temos um EP simples. É só um EP. Não é uma trilogia. Não é um full gigante. Não é um projeto mensal. É só um EP redondinho, robusto (tem sete faixas!), que entrega o batidão do single e umas três faixas menos agressivas pra gerar contraste.

Só acho que mudaria a ordem. o álbum se estrutura em colocar todos os batidões em sequência e depois todas as midtempos. Não valoriza muito bem as outras faixas animadas, mesmo elas sendo ok. Eu ainda preferi o lado velvet (Lonely St., Waiting for Us e Muddy Water), como de costume com eles, mas achei um dos álbuns do Stray Kids com mais replay factor logo de cara. Hoje mesmo eu já escutei o EP umas cinco vezes!

MANIAC foi um single estramente organizado e despretencioso para um Stray Kids que se mostrava cada vez mais sério e conceitual em seus singles. Eu não achei que aquela conversa do single de natal realmente significaria uma mudança do grupo, mas tá aí, mudou mesmo.

Eu, como STAY (agora auto consciente disto kk), saio feliz. Foi muito bem organizado. O single é bem agradável e despretensioso. Eles usam CORES. E tem uma boa cota de faixas “velvet” no álbum. Não sei se você que vai ler vai concordar comigo (a não ser que seja a Natalie-STAYBITCH, um beijo pra você, sempre lembro de você todo comeback deles kk), mas, se é pra dar uma chance pro Stray Kids, acho que Oddinary é um dos melhores lançamentos pra curtir como um todo.

O Aquário Hipster também tem twitter! Segue lá: @AquarioTutu

6 comentários em “MANIAC, Stray Kids: É muito apelativo gostar de um lançamento deles

  1. Scrr que eu mesma não concordei com vc kkkkk!

    Primeiramente que eu ri muito da sua auto descoberta como Stay, eu sempre notava isso, q vc dizia q simpatizava com o grupo e costumava escutar o álbum todo deles.

    Mas falando do comeback em si, gostei muito do seu texto, trouxe outras perspectivas para minha cabeça, porém, entretanto, todavia, o que faltou para mim foi o fator sonoro mesmo. Não sei explicar tão bem quanto você, mas na real achei uma música bem esquecivel. Não achei que o refrão (se é que dá pra chamar os refrões de Stray Kids refrão) casasse com o resto da música, o som duns passarinho véi e logo depois uma furadeira anunciando o refrão me incomodou demais, e eu até q gosto dos maniac maniac, mas no final das contas acho q senti falta da bate-lata mesmo kkkk.

    E sobre o álbum, me incomodou tbm q logo depois de Maniac vem Venon, Charmer e Freeze, parecia q eu estava escutando a mesma música em diferentes versões seguidas, eu ouvi umas três vezes cada uma hj e qnd termina eu ainda não sei dizer qual é qual. Lonely st me enganou um pouco, eu achei q a música toda fosse ter a pegada mais “rock” do começo, mas é uma das melhores pra mim. Enfim, sai bem insatisfeita desse comeback, pela primeira vez, é a primeira vez q isso acontece com um álbum de um fave, não sei o que houve, se sou eu q não tava no momento pra essas músicas…
    Na vdd tenho sentido falta de um refrão propriamente dito nas titles deles, q acho q o último que teve foi Levanter. Por isso em Noeasy, músicas como Silent Cry, Star Lost, Red Light, não saem do meu repet, achei diferente e ao mesmo tempo algo bem Stray Kids.

    É isso kkk. Não sei se me fiz clara, não foi um ótimo comeback para mim, mas sigo firme e forte com eles em primeiro lugar nas minhas preferências de kpop.

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    1. Stanear as vezes é criticar muito os favs, sei bem como é kkkk Relaxa q eu entendi oq vc quis dizer sim kk

      Curioso vc não ter curtido MANIAC, eu até percebi a furadeira os fucking passarinhos mas nem me incomodou (vai entender né kk). Mas concordo com os refrões. Eles perderam um pouco o charme dos refrões explosivos de 2019 e acho que isto pesa muito na hora da tracklist. Eu ainda vou rearrumar as faixas (pq amo fazer isso kk), mas a ideia é eu colocar as três últimas no meio das quatro primeiras, pra destacar um pouco como elas são diferentes entre si (quando eu fizer eu comento e passo o link da playlist se vc quiser dar uma olhada ^^)

      Fiquei feliz q vc curtiu o texto e q ele trouxe uns insights xD Obrigado pelo elogio 💖

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  2. O pré refrão, meu bem, perdi a conta de quantas vezes repeti kkkkkk Eu gostei muito desse comeback (o clipe me lembrou o mv de debut deles, com várias cores e prédios)

    O contraste com a voz do Félix em comparação com os segundos anteriores foi um surpresa, aprendi a gostar depois de escutar a música outras vezes. O lee Know teve lines decentes e a coreo é boa também.

    Por falar em letra, eu amei a tradução dessa música, não é nada como do tipo: “te amo como um maniaco” ou “eu sou como um maniaco”. Não é algo colocado só pra ser um adjetivo ou referencia ao título da música (sinto que a maioria tem essa tendência de colocar nomes aleatórios e encaixar de forma mais aleatória ainda no refrão), tem liga com o resto da letra, ent absolutamente curti pacas.

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    1. Nossa, eu fui até ver a letra de novo e realmente, tá muito bem colocado mesmo… Eu até fui parando de me importar um pouco com umas letras justamente por causa desse rolê (a moda onomatopeica então deixou isso pior ainda kk)

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  3. eu vi alguns posts sobre maniac e confesso que tô achando graça de a maioria não estar metendo o pau neles nesse cb, coisa que eu até compreendo já que no geral as músicas deles são meio ame ou odeie mesmo. mas nossa, falando mais do cb eu achei tudo muito bem feitinho, as músicas me dão vontade de ouvir o álbum todo em loop. principalmente venom, eu achei aquele barulhinho que parece o de um fio sendo puxado muito viciante e que combinou bastante com a música sobre aranhas (o título em coreano é literalmente “teia de aranha”). minhas únicas ressalvas mesmo foram, assim como você, a ordem da tracklist, podiam ter botado as baladas como as duas últimas músicas, e eu achei que em lonely st. eles pesaram a mão um pouco demais no autotune e isso não ficou tão bom numa música tão sentimental pra chorar no banho.

    mas tirando isso, achei um cb muito redondinho. eu já tinha achado o noeasy um álbum bem feito com músicas muito boas mas aqui eles realmente parecem que se refinaram ainda mais (pensando aqui será se o número de músicas influencia de alguma forma a qualidade do álbum? fica o questionamento). e tô feliz demais com o quão bem esse cb tá indo até agora na coreia em comparação a thunderous que era até então o cb mais bem sucedido em questão de vendas, charts e wins.

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    1. Acho que o número de músicas pode influenciar sim, porque se for muito longo ou muito curto não vai dar um resultado legal (se for curto demais fica esquecível, se for longo demais fica cansativo ouvir até o final), mas acho que é mais isso… Também acho que lançar MUITA MÚSICA sempre é um tiro no pé (como eles mesmo fizeram em 2020 e 2019) porque muita demo meio meh acaba virando música de trabalho…

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